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Campeão mundial da preservação vegetal

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Na última reunião do Conselho do Agronegócio da FIESP, o tema debatido foi a questão territorial do país, e Evaristo de Miranda, diretor do Centro de Estudos do Território da Embrapa, apresentou dados e fatos importantes sobre a função da terra no Brasil.

Os dados do CAR, Cadastro Ambiental Rural, registraram mais de 4 milhões de propriedades rurais ativas no país e numa comparação com países que tem mais de 2 milhões de quilômetros, países grandes, o Brasil é o campeão mundial da preservação vegetal.

Temos cerca de 30% do território brasileiro preservado com unidades de preservação e terras indígenas, e ao comparar com grandes países como China, Rússia, Estados Unidos, Argentina, Austrália, os mesmos possuem menos de 10% de área preservada, ou seja, o Brasil já preserva legalmente três vezes mais do que outros grandes, e isso ainda sem contar as reservas legais. E, ao somar as reservas legais e APPs, são exatamente os produtores rurais os maiores protetores da vegetação nativa do país.

São fatos que desmontam mitos, e os mesmos estão disponíveis na Embrapa Território em Campinas, Monitoramento por Satélite.

Ao participar de reuniões importantes como estas do Conselho do Agronegócio da FIESP, fica clara a necessidade que o setor do agronegócio tem de transmitir a sua comunicação com a sociedade urbana como um todo.

Existem muitas vozes falando ao mesmo tempo e sem uma priorização de temas que precisam ser enfrentados pelo segmento, e para isso, precisam e devem ser levados a toda a população urbana, num diálogo persistente e intenso educativo e conscientizador.

Precisa ser montada uma central de gestão de crises, equipada e preparada pelo setor do agribusiness, que tem mantido o país de pé, crescendo no ano passado quase 5% sobre o ano anterior, num país que caiu mais de 3%, movimentando mais de 1.4 trilhão e assegurando um superávit do país em mais de 71 bilhões de dólares.

O problema central do agronegócio do país está na clarificação de uma liderança e de um Comitê Central de Gestão de Crises, pois sem a priorização dos problemas e seu enfrentamento não faremos logística, não resolveremos os dramas da infra estrutura, não teremos seguro rural, nem planejamento agropecuário, e muito menos saberemos transformar as nossas realidades positivas em percepções de valor.

7 de junho de 2017 as 11:11

A Embrapa comprova

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Fala, fala, fala de meio ambiente e quem não tem dados e não estuda o assunto, com a precisão dos sistemas internacionais, fica achando que são os produtores rurais os vilões do ar, florestas e da vida na terra…

Mas ao contrário, e muito ao contrário, a Embrapa Monitoramento por Satélite divulgou agora dados que revertem a falsa visão de quem é vilão na história da preservação do meio ambiente.

Estudadas mais de 450 mil propriedades rurais no Rio Grande Sul, a conclusão comparada ao Estado inteiro do Rio Grande foi a seguinte, o Rio Grande do Sul tem 13% de sua área preservada. Mas, na área rural, avaliadas mais de 450 mil propriedades, o percentual da preservação sobe para 21%.

E os dados informam também, que os produtores agropecuários preservam 13% mais do que as áreas indígenas e unidades de conservação no Estado.

Ou seja, vamos constatando com racionalidade dos fatos, dos satélites, do big data, o óbvio… Produtores, donos de suas terras, as querem como patrimônio e como bens na sucessão para seus filhos e famílias. Seriam os últimos – e ainda sob controles e acordos de vendas, que obrigam toda cadeia produtiva agir com sustentabilidade – a agir como vilões do meio ambiente…

Belo trabalho esse da Embrapa Monitoramento, do Diretor Evaristo Miranda. Meus parabéns!

Chega de debater o Código Florestal

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Chega de debate sobre o código florestal. Bom senso é concentrar o melhor das energias e do conhecimento agrotropical brasileiro no pós sancionamento da lei aprovada na Câmara Federal. Os agricultores que plantaram dentro da lei e das orientações agronômicas de suas épocas não podem ser chamados de desmatadores, e nem, de torturadores com a alcunha de “anistiados”!

O agronegócio comercial brasileiro é como regra preocupado com os aspectos ambientais e sociais, pois estão submetidos às leis de mercado. E não são os supermercados e as agroindústrias processadoras de matérias primas vegetais ou animais, que irão correr riscos de terem suas marcas prejudicadas, ou suas vendas cortadas por estarem usando grãos, carnes, fibras ou energia oriunda de práticas predadoras. Isso existe? Sim, mas não é mais a regra.

Onde porém, existe a fraude, o crime, o desmatamento ilícito e o predadorismo, não empreendedorismo, mas o predadorismo contumaz? Como regra isso tem a concentração de ocorrências nas terras ilegais, na grilagem, e nos que fazem mau uso dos assentamentos e terras devolutas. Para a ilegalidade existe polícia e a mão pesada da lei e da justiça. Para policiar precisa investir em maior vigilância , tecnologia, fiscalização e velocidade nos processos, julgamento, combate à corrupção e aplicação da lei. E, é exatamente ai, onde há décadas reside o problema, que é histórico na realidade brasileira. Não é o gaúcho que abriu o cerrado enfrentando, inclusive a ilegalidade, o crime e ainda hoje convivendo com a falta de estrutura fora das porteiras da fazenda que está o inimigo do ambientalismo.

Presidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa. E essa mão na massa significa dizer: “Agora, como é que nós vamos fazer para definir as normas gerais dos programas de regularização ambiental (PRA), previstos nos textos da lei, adequando regionalmente à aplicação do código conforme as realidades locais do Brasil? Isso sim representa colocar foco no que interessa, promover a agricultura de baixo carbono e a integração pecuária, lavoura e floresta, a defesa da pesquisa genética tropical, e não aquilo que distrai a atenção do que é verdadeiramente a causa estratégica do País. Não corrigimos o presente consertando o passado, e muito menos faremos o futuro nos distraindo com as ilusões do presente.