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Arquivo da categoria ‘tributos’

O esperado Plano Safra

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O esperado Plano Safra está sendo considerado pelas lideranças do agronegócio, um ano cheio de escassez de recursos do governo.

 

Precisamos considerar que, além do uso da tecnologia, nesta safra, foi o fator positivo do clima, o que nos levou a mais de 230 milhões de toneladas.

 

Dessa forma, “se São Pedro ajudar de novo”, teremos condições sim de bater novo recorde para a próxima lavoura, que começará a partir de agosto deste ano.


 Os volumes de crédito são um pouco superiores em relação ao ano passado, chegando agora a 190 bilhões de reais. Os juros tiveram queda de cerca de 1 ponto percentual… e existem alguns incentivos para alguns programas como o da construção e ampliação da armazenagem.

 

Também cresce o volume para o programa de modernização da frota de tratores e máquinas agrícolas, com colheitadeiras… e aparece um programa de subvenção ao prêmio do seguro rural.

 

Mas, parte das lideranças também considerou este plano safra acanhado perante as necessidades dos produtores rurais.

 

Por outro lado, o que me preocupa mesmo é a instabilidade do atual governo, o que traria mais insegurança, incerteza e ambiente negativo para o agro na nova safra, e uma nova bomba que pode estourar tem vínculos com o Porto de Santos, local estratégico do agro brasileiro pela sua importância logística

 

Das 82 perguntas encaminhadas ao presidente temer pela Polícia Federal – e que não foram respondidas- , nove delas têm ligações com o Porto de Santos e supostos pagamentos de propinas pagas no início dos anos 2000 ao presidente da Companhia Docas de São Paulo, e ao então presidente da câmara…o próprio Michel Temer.

 

Ou seja, há riscos de toda ordem para a nova safra, mas a pior de todas está exatamente na confiança da liderança governamental.

 

A hora do agronegócio, plantando, criando e enfrentando turbulências.

Portugal, uma agrossociedade

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Portugal, terra do pastel de Belém, ponto alto turístico e símbolo do agronegócio chamado setor agroalimentar. Este que tem crescido no país por conta do incentivo do governo, em Portugal as verbas para política agrícola comum tem previsão de crescimento em 2% para o próximo ano, reunindo mais de 43 bilhões de euros.

Uma novidade portuguesa que com certeza chama a atenção é que agora é possível abrir uma cooperativa em apenas um dia. O governo quer estimular o cooperativismo já que os pequenos produtores são a constante, e que basicamente, os produtos portugueses se caracterizam por pães, broas, doces, fulares, azeites, vinhos, uvas, como o vale das rosas, de extraordinária qualidade, frutas.

Este programa português é chamado de Cooperativa da Hora e está no projeto Simplex. Antes havia uma burocracia e custos, era necessário um certificado de admissibilidade mas, agora é possível abrir uma cooperativa instantaneamente, sem custos, e o registro comercial chega pela internet.

Discute-se muito em Portugal, da mesma forma como no Brasil, o futuro agroalimentar, a biotecnologia, o retorno do jovem ao campo, assim como demandas por crédito e apoio financeiro ao setor. Por exemplo, o fortíssimo segmento do vinho português está para receber uma ajuda de 65 milhões de euros para sua modernização, e  na mais antiga feira rural do país, no Ribatejo, em Santarém, discute-se a produção de cereais  e recebe 200 mil visitantes.

O novo agronegócio ou agroalimentar, como costumam chamar nesta terra, está cada vez mais para uma agrossociedade moderna, jovem, empreendedora e cooperativista do que em qualquer outro período da história.

12 de junho de 2017 as 12:59

A confiança explodiu e expirou – Crise da JBS

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS delataram e explodiram essa República brasileira que aí está (se supostamente for tudo comprovado).

Revelaram, gravaram e prepararam uma delação estruturada, e agora o pais obtém de forma ainda mais clara a associação criminosa do Estado com o empresariado.

As consequências, sob o ponto de vista político, já viraram a pauta nacional de todas as atenções: impeachment, O Presidente Temer vai negar, e viveremos acentuadamente o calor de um conflito tóxico, atômico e radioativo, com soluções imprevisíveis.

Agora, em paralelo a tudo isso, temos a JBS. Esta empresa tem uma receita de cerca de 50 bilhões de dólares. Isso a coloca como a 4º maior empresa de alimentos do mundo e a maior do setor de carnes do planeta.

Se a empresa não for separada dos seus acionistas, os delatores Wesley e Joesley , teremos uma crise ao longo de toda a cadeia produtiva dessa corporação.

São milhares de produtores rurais, milhares de fornecedores, funcionários no Brasil e no mundo inteiro que estão sendo afetados a um preço altíssimo que será pago por milhões de pessoas que orbitam em torno dessa mega empresa brasileira do agronegócio.

As repercussões para o agronegócio brasileiro são da mesma forma nefastos e também imprevisíveis. Tudo dependerá da sensatez de separar a vida da empresa, da agora vida dos seus controladores.

Assim como a vida do Brasil precisa ser separada dos seus atuais controladores. A confiança explodiu e expirou.

Quem diria que o agronegócio derrubaria o sistema

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A empresa JBS foi transformada na maior empresa de carnes do planeta e na 4° maior de alimentos do mundo.

Os irmãos Joesley e Wesley, donos da JBS, combinaram uma delação premiadíssima, com direito a gravações, áudios e vídeos, e explodiram tudo.

Será que explodiram a JBS também, num faturamento anual de cerca de 50 bilhões de dólares, antes da desvalorização do mesmo depois do impacto dos últimos dias?

 

Uma brincadeira que rola pelas redes sociais é que o Brasil é o único país do mundo que tem um frigorífico que “abate’ presidentes.

Agora o que interessa e nas consequências da cadeia produtiva inteira que envolve a JBS como a locomotiva, a campeã das carnes no país e no mundo, o choque de credibilidade dos seus fundadores; donos e controladores são difíceis de se separarem.

A tal da confiança fica abalada, e temo sim pelos produtores rurais alinhados a empresa e os efeitos críticos dentro do agronegócio.

Além disso, as entidades do setor pedem a continuidade das reformas, como a trabalhista no campo; e que o legislativo não pare nesse momento de inoperância do Executivo.

Dentre todos os setores brasileiros, o agro continua sendo o mais independente; o dólar valorizou, e para uma boa parte do agro, com uma Super Safra de mais de 230 milhões de toneladas, a notícia agrada, pois com a queda do preço das commodities, o câmbio compensa. E a soja mantém um preço atraente em real.

Daqui pra frente, está na hora do agro criar uma voz única. De haver uma integração das milhares de entidades espalhadas pelo país.

E faço aqui uma sugestão: que as cooperativas brasileiras representem o setor, por três razões:

1 – Tem legitimidade representativa, mais de um milhão de produtores rurais.

2 – Significam a metade de todo agro do país.

3 – São exemplos de progresso, não apenas dos cooperados, mas da sustentabilidade e das comunidades onde estão instaladas.

Um agro, uma voz, uma representação capilar e legítima. Por quê não o cooperativismo brasileiro?

Como o setor do agro está reagindo depois da “crise JBS” ?

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Como estão os delatados, incluindo o presidente Temer?

 

Ainda perplexa, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ apresentou uma nota representando as máquinas agrícolas que pedem serenidade e reforçam a necessidade das reformas e ajustes econômicos. Da mesma forma, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi disse a mesma coisa.

 

Os assuntos com maior destaque no agronegócio monitorados nas redes sociais pelos serviços da NetNexus são: o perdão da dívida trabalhista do setor rural (de longe, o maior) e a CPI da FUNAI.

 

Surgiram curiosamente aspectos, como o agronegócio sendo o algoz de temer e Aécio, sendo que o setor é como uma salvação nacional.

 

Há manifestações do setor solicitando Diretas Já… e ironicamente, aparecem manifestações de gratidão a delação da JBS.

 

Quem diria… Até tu, frigorífico?

O que coletamos de maneira generalizada nos vários representantes e líderes do agro é a busca das soluções dentro da Constituição e da lei, a uma preocupação enorme com a continuidade das reformas e ajustes econômicos, sendo que o Brasil não fica viável… e a discussão do Plano Safra é outra preocupação do setor.

 

A valorização do dólar é positiva para boa parte do setor que colhe uma Super Safra de grãos com abundância em soja, mas evidentemente há uma gigantesca preocupação com a nova governança, além do setor das carnes estar imensamente desconfiada dos próximos passos da JBS.

 

O agronegócio por enquanto segue sendo o suporte da economia brasileira e do movimento da sociedade em todo interior do país.

A surpresa do Funrural

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Imposto novo aprovado pelo Supremo Tribunal Federal coloca o agronegócio em estado de revolta…

O STF considerou o Funrural, imposto de 2,1% sobre as receitas constitucional, e determinou cobrança das pendências até 31 de maio.

As multas poderão variar de 75 a 225%, ou seja, essa decisão não é boa para todas as cadeias do Agro…

Em reunião na CNA  - Confederação Nacional da Agropecuária, em Brasília, representantes de federações de 25 Estados brasileiros assinaram um documento em que pedem, por exemplo, que os produtores rurais optem por ou pagar 2,1% sobre as receitas para o Funrural ou pelo pagamento na folha de salários dos funcionários. A ordem da CNA é a da reunião de todas as cadeias produtivas, mais a Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara, para criar uma rediscussão do tema.

Existem segmentos mais revoltados afirmando “não pagaremos” e outros que esperam pelo acordo da modulação dos efeitos, se seria cobrado sobre os 5 anos anteriores ou só a partir de agora…

Então, o setor se reúne novamente sob uma crise, e podemos verificar a dificuldade de unidade no olhar do agro nacional.

São diversas e múltiplas entidades e associações, tem cooperativas assegurando que seus cooperados estão isentos do imposto, outros falam que suas associações estão fora, mas o entendimento a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal é de que não sobrou ninguém fora desse imposto, desde promessas de manifestações, até deputados propondo desconto de 90 % na divida do Funrural, começa a aparecer de tudo…

Mas, sem dúvida, se voltarmos ao governo, e ao que se deveria esperar de governos para um setor crucial como o agronegócio, surpreender toda a categoria com a incerteza dessa decisão, na boca da colheita da super safra brasileira, é de fato mais uma insensatez reveladora da falta de governo no governo brasileiro.

Por outro lado, que o agro aprenda definitivamente a falar através de uma voz, uma voz permanente para a gestão das suas crises que sempre existirão, de fora ou de dentro, mas principalmente, pelo inimigo interno… As crises são geradas do lado de dentro do país, o que mostra desunião da  cadeia.

E, cadeias produtivas unidas jamais serão vencidas, como dizia uma velhíssima palavra de ordem popular do passado…

 

26 de abril de 2017 as 14:03

Postado na categoria agricultores, Destaques, sociedade, tributos

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As 3 grandes diferenças

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Agrotóxicos, defensivos, agroquímicos… Tem muita coisa atrasada aqui no Brasil, muita confusão, e o primeiro vilão é a legislação.

Na semana passada tivemos a 12ª reunião da Comissão Especial de Defensivos  Fitossanitários da Câmara Federal, a presidência foi da Deputada Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, e estiveram presentes técnicos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

A Dra Anita Gutierrez, do Ceagesp, esteva presente e nos relatou a síntese de três grandes e enormes diferenças na legislação daqueles países com o Brasil.

1a. No Brasil, apenas os fabricantes de defensivos podem solicitar o registro para os mesmos. Isso envolve altas taxas e custos, são testes exigidos nos Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde e, além disso, demora de três a oito anos para obtenção do registro. Essa legislação ultrapassada afasta muitas empresas médias e pequenas internacionais de atuação no mercado nacional, e prejudica substancialmente os setores de hortifruticultura.

E como é lá nos Estados Unidos, Canadá e Austrália? Lá, o agricultor é o principal demandante do registro.  O governo toma conta e a demora é de 24 meses para um novo ingrediente ativo. Na Austrália tem um app nos celulares que os agricultores solicitam registros e obtém respostas em ate 8 meses…veloz e eficaz.

2ª Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália o registro é feito por ingrediente ativo (i.a.), o que aumenta o número de empresas e diminui o custo. Ao contrário, aqui no Brasil é pela marca comercial, ou seja, marca a marca, para o mesmo ingrediente ativo…coisa burra.

3ª  Nesses países existem os Comitês de Defesa e Promoção do Produto Agrícola que fazem estudos e orientam cada categoria de produto agrícola.

Resumindo, lá fora eles são empreendedores mesmo, e com cooperativismo. Aqui não somos e existe ainda a burocracia  e “demorologia”. Tudo demora e fica caro, sem contar  o prejuízo para quem planta e para quem consome.

Está na hora de copiar o que é moderno, o que funciona e está sendo praticado nos Estados Unidos, Austrália e Canadá. Agrotóxico é coisa séria demais para não mudar imediatamente a Legislação.

 

16 de março de 2017 as 9:00

Inflação estoura o limite dos 6,5% ou não?

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Conversei com produtores rurais, gente da cana, aqui em São Paulo, e do trigo, no Sul. A situação climática pegou de fato. Prejuízo na produtividade, na produção. Complicação nos custos. O impacto sobre a alimentação, considerando lavouras de mercado interno estarão presentes, e concordo com os analistas que nos últimos dias estão prevendo estragos nas regiões produtoras impactando o preço dos alimentos. No arroz, a grande área produtora do Rio Grande do Sul, irrigada, vai sofrer com o aumento do custo da energia elétrica, com impacto sobre os produtores, se não houver repasse para o consumidor.

Um boomerang econômico financeiro entra em ação. O clima prejudica a performance de lavouras do mercado interno, como trigo, arroz, e toda a atividade da hortifruticultura, aquela que aparece na feira e nos supermercados. Por outro lado, os preços mantidos presos como da agroenergia, pela via dos preços administrados da gasolina, se revertem em desestímulo ao investimento tecnológico, e na insegurança da gestão de longo prazo. A ameaça de falta d’água na Grande São Paulo, se continuar, vai afetar diretamente a produção do cinturão verde, prejudicando as lavouras e elevando preços.

E no campo do agronegócio de exportação, se não houverem, ao contrário, problemas climáticos nos países competidores produtores, como nos Estados Unidos com soja e milho, teremos preços menores, apesar de volumes maiores. E isso vai penalizar não a todos os produtores brasileiros, mas vai impactar uma parcela significativa daqueles que ainda não conseguem extrair o máximo da tecnologia disponível. E, fora clima, preços, contamos ainda com os custos elevados em função das condições de pragas e doenças, da famosa lagarta helicoverpa e outros insetos, da nossa agricultura tropical.

Esse cenário pode ser alterado dependendo sim de condições de clima, no caso das lavouras de exportação, de taxas futuras do dólar, na hora da colheita. Porém, estamos assistindo um momento de pororoca de toda essa condição onde o agronegócio tem sido a salvação da economia, com novas realidades de mercado, mas sob condições de custo Brasil imensos, da porteira das fazendas pra fora.

O que ainda nos mantem, economicamente com oxigênio, é o cliente chinês, que acabou agora, na visita do seu presidente ao Brasil, reabrindo as portas do mercado da China à carne bovina brasileira.  E uma demanda por proteína animal segue firme no mundo em desenvolvimento. E das eleições, com pesquisas dando ganho para a situação, recrudesce a inflação, pela descrença na competência da gestão. Efeito psicológico.

Ou seja, na conta da inflação com alimentos vai entrar coisas incontroláveis, São Pedro, reeleição, valor do dólar, greves na Argentina, decisões de preço de commodities, e, se 2014/2015 ainda se salvar, para o ano que vem, a pororoca vai pegar. E o sertão pode virar mar. Dos fatores controláveis, pouco mudou, portanto, não temos controle na eficácia da logística e na governança das cadeias produtivas, com desperdício e não transparência nas relações entre os agentes da produção, distribuição e comércio.



	

21 de julho de 2014 as 15:24

Postado na categoria marketing no agronegocio, tributos

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Por que não temos a desoneração de impostos dos alimentos?

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Havia uma grande expectativa sobre a desoneração dos impostos, como PIS, Cofins e do IPI, incidentes sobre os alimentos. A Câmara e o Senado aprovaram a desoneração, mas a presidente Dilma vetou. O assunto retornou para a criação de um grupo de trabalho, que vai estudar de novo a composição da cesta básica e incluir no estudo o ICMS, que é estadual.

A Fiesp e a FGV estudaram comparativamente o peso do imposto sobre os alimentos no Brasil e no mundo. Compararam o ICMS, por se tratar de imposto sobre o consumo, portanto comparável. Quanto é a nossa carga de imposto no ICMS comparada? Brasil, em média, 17%; Europa, 5% e Estados Unidos, 0,7%. O ICMS representa 44% do total dos impostos que incidem sobre os alimentos, portanto, podemos praticamente considerar em mais de 30% a carga dos impostos sobre a comida no Brasil.

A injustiça desse imposto é enorme, pois penaliza consideravelmente a população de baixa renda, onde temos 70% das famílias brasileiras que ganham somente até dois salários mínimos, e sobre esses o peso da alimentação é altíssima. Desonerar alimentos ficará agora para discussão desse novo grupo de trabalho. Com toda certeza não ouviremos falar disso nos próximos anos, ficará para as calendas. E dá-lhe imposto!

26 de outubro de 2012 as 13:22

Chega de debater o Código Florestal

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Chega de debate sobre o código florestal. Bom senso é concentrar o melhor das energias e do conhecimento agrotropical brasileiro no pós sancionamento da lei aprovada na Câmara Federal. Os agricultores que plantaram dentro da lei e das orientações agronômicas de suas épocas não podem ser chamados de desmatadores, e nem, de torturadores com a alcunha de “anistiados”!

O agronegócio comercial brasileiro é como regra preocupado com os aspectos ambientais e sociais, pois estão submetidos às leis de mercado. E não são os supermercados e as agroindústrias processadoras de matérias primas vegetais ou animais, que irão correr riscos de terem suas marcas prejudicadas, ou suas vendas cortadas por estarem usando grãos, carnes, fibras ou energia oriunda de práticas predadoras. Isso existe? Sim, mas não é mais a regra.

Onde porém, existe a fraude, o crime, o desmatamento ilícito e o predadorismo, não empreendedorismo, mas o predadorismo contumaz? Como regra isso tem a concentração de ocorrências nas terras ilegais, na grilagem, e nos que fazem mau uso dos assentamentos e terras devolutas. Para a ilegalidade existe polícia e a mão pesada da lei e da justiça. Para policiar precisa investir em maior vigilância , tecnologia, fiscalização e velocidade nos processos, julgamento, combate à corrupção e aplicação da lei. E, é exatamente ai, onde há décadas reside o problema, que é histórico na realidade brasileira. Não é o gaúcho que abriu o cerrado enfrentando, inclusive a ilegalidade, o crime e ainda hoje convivendo com a falta de estrutura fora das porteiras da fazenda que está o inimigo do ambientalismo.

Presidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa. E essa mão na massa significa dizer: “Agora, como é que nós vamos fazer para definir as normas gerais dos programas de regularização ambiental (PRA), previstos nos textos da lei, adequando regionalmente à aplicação do código conforme as realidades locais do Brasil? Isso sim representa colocar foco no que interessa, promover a agricultura de baixo carbono e a integração pecuária, lavoura e floresta, a defesa da pesquisa genética tropical, e não aquilo que distrai a atenção do que é verdadeiramente a causa estratégica do País. Não corrigimos o presente consertando o passado, e muito menos faremos o futuro nos distraindo com as ilusões do presente.