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O esperado Plano Safra

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O esperado Plano Safra está sendo considerado pelas lideranças do agronegócio, um ano cheio de escassez de recursos do governo.

 

Precisamos considerar que, além do uso da tecnologia, nesta safra, foi o fator positivo do clima, o que nos levou a mais de 230 milhões de toneladas.

 

Dessa forma, “se São Pedro ajudar de novo”, teremos condições sim de bater novo recorde para a próxima lavoura, que começará a partir de agosto deste ano.


 Os volumes de crédito são um pouco superiores em relação ao ano passado, chegando agora a 190 bilhões de reais. Os juros tiveram queda de cerca de 1 ponto percentual… e existem alguns incentivos para alguns programas como o da construção e ampliação da armazenagem.

 

Também cresce o volume para o programa de modernização da frota de tratores e máquinas agrícolas, com colheitadeiras… e aparece um programa de subvenção ao prêmio do seguro rural.

 

Mas, parte das lideranças também considerou este plano safra acanhado perante as necessidades dos produtores rurais.

 

Por outro lado, o que me preocupa mesmo é a instabilidade do atual governo, o que traria mais insegurança, incerteza e ambiente negativo para o agro na nova safra, e uma nova bomba que pode estourar tem vínculos com o Porto de Santos, local estratégico do agro brasileiro pela sua importância logística

 

Das 82 perguntas encaminhadas ao presidente temer pela Polícia Federal – e que não foram respondidas- , nove delas têm ligações com o Porto de Santos e supostos pagamentos de propinas pagas no início dos anos 2000 ao presidente da Companhia Docas de São Paulo, e ao então presidente da câmara…o próprio Michel Temer.

 

Ou seja, há riscos de toda ordem para a nova safra, mas a pior de todas está exatamente na confiança da liderança governamental.

 

A hora do agronegócio, plantando, criando e enfrentando turbulências.

Campeões da soja – Fórum Nacional da Máxima Produtividade

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Estou em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Nacional da Máxima Produtividade, evento realizado pela CESB – Comitê estratégico Soja Brasil.

 

Neste evento estão sendo premiados os campeões brasileiros de produtividade de soja. Ao longo de 10 anos a produtividade do concurso cresceu 70%.

 

 No final da década passada, o campeão obteve 82,8 sacas de soja de 60 kg por hectare!

Neste ano, o campeão obteve o recorde de 141,8 sacas de soja por hectare, enquanto no ano passado os campeões atingiam cerca de 120 sacas por hectare.

 

O presidente da CESB, Luiz Nery Ribas, enfatiza ser emblemáticos esses resultados, pois revelam o quanto temos de potencial para crescer no campo.

 

Para termos uma ideia comparativa, as médias nacionais variam de região para região, mas ficam em torno de 50 a 55 sacas de soja por hectare.

 

No concurso dos campeões as médias estão em níveis entre 70 a 80 sacas, e os recordes com mais de 140 sacas por hectare. Ou seja, quase 3 vezes mais do que a média brasileira.

A boa notícia é que isso é possível com gestão e uso do conhecimento, acessível aos produtores do país todo.

 

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade festejará os campeões e os participantes, todos com médias muito superiores ao país, além das apresentações técnicas empregadas.

 

A Cotrijal, cooperativa de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, considerada hoje uma das cooperativas mais capazes em tecnologia, também participará da organização do evento.

 

Portugal, uma agrossociedade

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Portugal, terra do pastel de Belém, ponto alto turístico e símbolo do agronegócio chamado setor agroalimentar. Este que tem crescido no país por conta do incentivo do governo, em Portugal as verbas para política agrícola comum tem previsão de crescimento em 2% para o próximo ano, reunindo mais de 43 bilhões de euros.

Uma novidade portuguesa que com certeza chama a atenção é que agora é possível abrir uma cooperativa em apenas um dia. O governo quer estimular o cooperativismo já que os pequenos produtores são a constante, e que basicamente, os produtos portugueses se caracterizam por pães, broas, doces, fulares, azeites, vinhos, uvas, como o vale das rosas, de extraordinária qualidade, frutas.

Este programa português é chamado de Cooperativa da Hora e está no projeto Simplex. Antes havia uma burocracia e custos, era necessário um certificado de admissibilidade mas, agora é possível abrir uma cooperativa instantaneamente, sem custos, e o registro comercial chega pela internet.

Discute-se muito em Portugal, da mesma forma como no Brasil, o futuro agroalimentar, a biotecnologia, o retorno do jovem ao campo, assim como demandas por crédito e apoio financeiro ao setor. Por exemplo, o fortíssimo segmento do vinho português está para receber uma ajuda de 65 milhões de euros para sua modernização, e  na mais antiga feira rural do país, no Ribatejo, em Santarém, discute-se a produção de cereais  e recebe 200 mil visitantes.

O novo agronegócio ou agroalimentar, como costumam chamar nesta terra, está cada vez mais para uma agrossociedade moderna, jovem, empreendedora e cooperativista do que em qualquer outro período da história.

12 de junho de 2017 as 12:59

A força do cooperativismoo

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As cooperativas no Brasil precisam assumir um papel muito mais percebido, atuante e inspiradores da sociedade brasileira como um todo…

Vivemos uma crise de credibilidade, liderança e falência de estruturas que nos trouxeram até aqui, mas que não nos levarão mais ao futuro… Modelos político partidários, entidades empresariais que se comprometeram com os sistemas públicos falidos, sindicatos ultrapassados e uma utopia da esquerda destruída.

As cooperativas no agronegócio representam metade de tudo o que é produzido no país, e cerca de 1 milhão de produtores rurais. Temos visto que, onde existe uma boa cooperativa com líderes íntegros, a qualidade de vida de toda a cidade e região é melhor.

O Diretor de Assuntos Sociais da ONU, Maxwell Haywood, esteve no Brasil e disse em alto e bom som…” as cooperativas precisam de mais ação. Deixar de ser tímidas e mostrar o seu potencial “.

Maxwell Haywood está na ONU há 25 anos, é natural da Ilha Caribenha de Saint Vicent, e lá na sua ilha ele afirma que 60 % da sua população está de alguma forma ligada a alguma cooperativa.

O Diretor de Assuntos Sociais da ONU ainda reforça e recomenda para as cooperativas brasileiras: se certifiquem de sua capacidade e levem ao grande público a informação do que está sendo feito no Brasil.

As cooperativas estão fazendo um grande trabalho no nosso país, mas não comunicam como deveriam e da forma como o responsável pela ONU salienta…

Dirigentes das cooperativas do Brasil, usem e abusem da nossa ajuda. Tudo o que envolve o agronegócio precisa doravante de muito mais do bom cooperativismo do que as cooperativas precisam do agronegócio….

O mundo mudou…

4 de abril de 2017 as 13:17

Cooperativismo, a sociedade consciente

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Em São Paulo hoje e amanhã acontece o Fórum das Cooperativas Agropecuárias, um evento da Informa Agro, no Hotel Maksoud Plaza.

Os temas são abrangentes e fundamentais neste momento de transformações globais. O cooperativismo no mundo inteiro envolve cerca de 1 bilhão de pessoas, uma base humana considerável…

No Brasil. a totalidade de pessoas conectadas a alguma cooperativa atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, e as cooperativas agropecuárias contam com quase 1 milhão de produtores rurais, significam praticamente a metade de tudo o que é produzido no país, em alimentos, fibras, agroenergia , essências.

Temos cooperativas nas áreas  de agregação de valor, como carnes que competem com o estado da arte do melhor do mundo…

E cooperativas sendo agora estimuladas e formadas nas novas áreas do país, como Mato Grosso, com a presença da Aprosoja, no Oeste da Bahia, em Luis Eduardo Magalhães, com uma ótica na produção de sementes, por exemplo. Quer dizer, o cooperativismo não é apenas solução de micros e pequenos, representa a melhor e única formação possível de organização e orquestração das cadeias produtivas quando falamos de agronegócio.

Neste Fórum, os temas em debate envolvem a intercooperação, a gestão de cooperados, as marcas das cooperativas, a visão das cadeias produtivas e as mudanças estruturais na distribuição de insumos agrícolas no paí.

Numa época de crise de caráter, integridade, de falência da direita e das esquerdas, e num sindicalismo fora de moda, precisamos olhar e prestar muita atenção na opção cooperativista. Para mim, vital e fundamental não só para o agronegócio que irá ao futuro, como para a recomposição do melhor da cidadania brasileira e mundial.