Boletim de Monitoramento Climático para a Agricultura

Publicado em 08/11/2010 10:29 e atualizado em 08/11/2010 11:00
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BRASIL: Chuvas favorecem o plantio das lavouras do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

A primeira semana de novembro já deu indícios da configuração do regime de chuvas de verão, com as frentes frias atuando mais sobre o Sudeste do Brasil e sendo realimentadas pela umidade proveniente da Amazônia, favorecendo assim a organização de chuvas também sobre o Centro-Oeste e Norte do Brasil.

Os maiores volumes de chuva dessa semana se concentraram sobre os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e sul do Tocantins e sul do Pará.
Nesses estados o acumulado de chuvas variou entre 50 e 100 mm (ver figura abaixo lado esquerdo). Enquanto no Sul do Brasil a semana foi de pouca chuva, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde já começam a serem sentidos os efeitos do fenômeno La Niña. Em alguns municípios do sul do Rio Grande do Sul, há mais de 30 dias não ocorre uma chuva significativa (>20 mm).

Os índices de Capacidade Hídrica do Solo (ver figura abaixo lado direito) refletem o resultado das chuvas dos últimos trinta dias e mostram uma recuperação da umidade do solo sobre os estados do Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil, que mesmo ainda insuficientes para repor o déficit hídrico acumulado, já conseguem dar sustentação ao desenvolvimento das lavouras de verão já plantadas e marcam o início da recuperação das pastagens.

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Previsão de CHUVA para o Brasil: Semana continua com chuvas concentradas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil. No Nordeste do Brasil chuvas se intensificam a partir da segunda quinzena de novembro.

Assim como observado na semana passada, nos próximos cinco dias uma frente fria atua entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e causam chuvas sobre Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Enquanto no Sul do Brasil e também em São Paulo e em Mato Grosso do Sul o mês de novembro começa com uma condição de tempo seco e temperaturas baixas e atípicas para essa época do ano, embora seja uma das características dos períodos de La Niña.

Porém, a partir da segunda quinzena de novembro, se observa uma ligeira mudança no padrão do comportamento das chuvas, com as frentes frias atingindo também o sul da Região Nordeste do Brasil. Com isso, as chuvas além de favorecerem as lavouras dos Estados do Sudeste, Centro-Oeste, beneficiam também as lavouras da Bahia, Maranhão e do Piauí. 

Mesmo assim, permanece a tendência de que o regime de chuvas se regularize e passe a apresentar um padrão mais típico de verão somente no final de novembro e decorrer de dezembro.
Para o Sul do Brasil a previsão é de pouca chuva para as próximas semanas, o que combinado com baixos volumes de chuvas registrados em outubro, especialmente para o Rio Grande do Sul já começa a configurar um quadro de estiagem.

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ARGENTINA e PARAGUAI: Tendência de pouca chuva para o mês de novembro.
 
A primeira semana de novembro foi de pouca chuva sobre a maior parte do território Argentino. Nesse período choveu apenas no extremo-sul do País e no leste da Província de Buenos Aires. E a tendência é que essas condições não mudem muito para o restante do mês de novembro, que no geral deve ter pouca chuva sobre as principais regiões produtoras da Argentina, incluindo o Pampa Úmido.   No entanto, no decorrer de novembro deve se observar uma gradual elevação da temperatura. 

No Paraguai, a primeira semana de novembro também teve pouca chuva sobre as principais regiões produtoras de milho e soja.

No entanto, ainda não representa risco, pois no mês de outubro as chuvas ficaram acima da média sobre o leste e sul do Paraguai, o que favoreceu o plantio e período de emergência. Porém a previsão de pouca chuva para o restante de novembro, passa a preocupar e caso se confirme representa risco para a lavoura de soja em especial. Essa preocupação aumenta, a considerar que estamos em um período de La Niña, que contribui para reduzir as chuvas no verão e aumenta o risco de estiagens regionalizadas.

prec

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Fonte: Somar Meteorologia

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