Fala Produtor

  • José Luiz Gonçalves de Andrade Gurupi - TO 16/03/2009 00:00

    Um dos grandes empecilhos à sustentabilidade na agricultura chama-se ausência de política econômica, pois um país sustentável é aquele em que os elos, como os de uma corrente, são fortes, todos por igual;

    O Presidente Lula fez como chavão de sua política de votos o “nunca neste país a comida esteve tão barata à população”, mas isto teve um custo muito alto para todo o elo produtivo. O evento de Varginha-MG é o reflexo exato do que digo;

    A sustentabilidade passa primeiro pelo conhecimento da atividade rural no país ao longo do tempo. Sustentabilidade significa em primeiro lugar haver renda suficiente para ter LUCRO, para permanecer no ramo, investir, proteger o solo, modernizar. Para tudo isso há necessidade de crédito, SEGURO rural (pois a única indústria a céu aberto, e à mercê do tempo, no país é o campo), acesso à pesquisa aplicada, preços mínimos que garantam a sobrevivência com rentabilidade mínima nos períodos adversos;

    Condena-se o subsídio lá fora, mas aqui dentro ocorre o oposto: além de não o ter, o produtor é jogado às feras, sem nenhuma proteção, sobrevivendo, quando dá e como pode (veja a opinião do Dr. Guilherme Dias do IEA-SP);

    Quando o produtor financia uma máquina, ou adquire adubos, o banco já se garante com a hipoteca ou penhor, a indústria já recebe seu pagamento, o país já garante o abastecimento. Se algo dá errado, por intempérie, especulação, excesso de produção ou falta dela, a quem o produtor recorre? Ficou com o mico. Ele tenta Deus, que é o único acessível, mas também ele não faz milagres, só em condições especiais! Aqui minha crítica ao produtor rural, que deveria brigar pelo que lhe devem, resgatar sua dignidade e não viver de esmolas;

    A pecuária sempre foi de baixa rentabilidade, por isso, ao longo do tempo o pecuarista auferia lucro na valorização da terra e escapava, mesmo com a baixa renda (alto risco, alto lucro – caso dos especuladores nas bolsas; baixo risco, baixo lucro, segurança – este é o ritmo do pecuarista). Ele foi estimulado a desbravar para integrar: PROTERRA, POLOCENTRO, etc., etc.. PLANTE QUE O JOÃO GARANTE. Este era o mote de então, e como até hoje ainda há gente daquela época no campo (não se muda conceitos tão rapidamente, quando há pessoas de baixa escolaridade envolvida, que é o grosso da população rural). Os filhos já se mudaram para a metrópole faz tempo! Há tempos um amigo alertava que, aqui, o rabo andava balançando o cachorro, que estava tudo errado! Agora a especulação ficou evidente (?), apareceu e deu no que deu!

    A intensificação na pecuária passa pela diversificação, pela integração lavoura/pecuária, pela adoção de tecnologias que requerem aporte de recursos, entre outras coisas. Por que não há investimento, por que não há absorção de mão de obra, por que não há uso adequado de solo? Quando se quer comida barata, o solo é do produtor! Quando se quer proteger o solo, a sociedade, que se beneficia da comida barata, quer que o mesmo produtor gaste o que não tem para fazer curvas de nível no terreno, correção de solo, correção da fertilidade, melhoramento genético, etc. Quem não faz isto de bom grado quando o retorno é adequado? Ninguém o faz para agradar a quem quer que seja, se não houver recursos para tal! Daí a degradação! Ela nada mais é que a conseqüência de anos de expoliação da “roça” para produzir comida barata para a população. Veja o exemplo do café: analise como ocorreu e pra que serviu o confisco cambial do café!

    Veja porque produtores usam máquinas ao invés de empregarem mão-de-obra. E na indústria, no comércio, é diferente? Esta é a evolução do homem na sociedade no mundo inteiro: CADA DIA MENOS GENTE NO CAMPO ALIMENTANDO MAIS GENTE NAS CIDADES! O aumento da escala na exploração é uma necessidade da era moderna: a enxada substituída pelo trator de 50 HP, e hoje pelo de 250 HP. Será que é tão difícil assimilar estas mudanças? Os filmes de “bang bang” mostravam o homem correndo, há mais de cem anos atrás, para disputar as terras devolutas do tio SAM (lá, já naquela época tinha concorrência). Aqui, se propala uma reforma agrária completamente anacrônica. Da forma como é feita, tirando o pobre coitado da favela, para longe da vista da sociedade, obrigando-o a cultivar de enxada o seu ganha-pão, e sem seguro rural que o proteja das intempéries!!! Porque não há arrendatários de terras? Será que ninguém descobriu o filão (como empobrecer sem retorno)?

    Somos um país hipócrita, onde cafeicultores que ajudaram o país a se desenvolver, a promover sua industrialização, são hoje PRESOS por agredir o ambiente, depois de terem dado a alma para o país. Veja a manifestação de VARGINHA-MG. Temos um ministro, Minc, que não se manifesta sobre a ocupação dos morros do Rio de Janeiro, onde morre gente toda vez que dá uma chuvinha; os lixões a céu aberto no país inteiro não são também agressão ao meio ambiente? E a ocupação nas praias, no litoral, apenas com fim especulativo? Isto é ambiente degradado.

    A senadora Kátia Abreu, que nos livrou (o país inteiro) da CPMF, assumiu a CNA com um discurso firme, coerente, botando os pingos nos “iiis”, e nem sequer foi divulgada na grande mídia a sua posse na confederação do setor que carrega o país nas costas.

    A sociedade também é hipócrita quando não raciocina, quando é conivente, quando tira proveito de determinadas vantagens em detrimento de seu semelhante. Sugiro: Tragam o sr. Luis Hafers para uma entrevista. Ele é coerente, preparado, extremamente vivido, CULTO (este é um defeito grave nestas terras) e cafeicultor, coitado! (perdoe-me a deferencia “seu Luis”, sou um admirador seu)...

    Em defesa da verdade e da agropecuária! Saudações, José Luiz Gonçalves de Andrade, Pecuária de corte e leite (família de ex-cafeicultores, café com leite)- eng.agrº, especialização em sobrevivência. Gurupi-TO -

    (63)3312.4950.

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  • paulo roberto tavares salvador - BA 16/03/2009 00:00

    À redação do Notícias Agrícolas - Assisto sempre o programa dos sSrs. e quero fazer dois reparos:

    1- estou localizado na região de Feira de Santana -BA, e a previsão de tempo dada nunca menciona Feira, nem o semi-árido baiano, muito pouco o semi-árido nordestino. Nós existimos. Tempo bom aqui é chuva sempre.

    2-A cotação do boi dos srs. exclui Feira de Santana, a segunda praça do nordeste, perdendo apenas para Salvador, a maior cotação do nordeste.

    Muito obrigado. Paulo

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  • Lucas Barbosa Rosana - SP 16/03/2009 00:00

    Meu caro amigo João Batista queria parabenizar você, toda sua equipe e a rede bandeirantes pelo excelente trabalho prestado em prol da classe produtora, uma classe tão massacrada nesse País de injustiça!!!

    Lucas Barbosa.

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  • Horacio Guillermo Canova Spelling San Alberto (Paraguay) - PY 16/03/2009 00:00

    Srs. da redação do noticias Agricolas.

    Pediria por favor duas coisas ao Joao Batista

    1.- Voltar ao ping-pong com a Desiree. pois ele faz perguntas que a gente gostaria de fazer e obtem uma ampliaçao da infomaçao. Eles interagem muito bem, tenho saudades do bloco.Continuo aguardando a possibilidade de ampliar as imformaçoes para o Paraguay.

    2.-Tentar obter uma informaçao nao contaminada (Traders) de qual é a quebra real da produçao da soja. Agora todo mundo (Aprosoja do Rio g.do sul) diz que o dano não foi tal.Custa acreditar. Aqui no Paraguay ja perdemos no minimo 3 milhões de Toneladas, ou seja, 50% . Essa informaçao é vital para a comercializaçao. Muito obrigado Horacio

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  • Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF 16/03/2009 00:00

    Amigos do Noticias Agricolas

    A meu ver 03 Entidades, no momento, são as grandes responsáveis pela crise - ainda inicial no agronegócio brasileiro -, e somente um "murro na mesa" do Presidente Lula poderá alterar a situação e os milhares de desempregos já ocorridos e os milhões que ainda, infelizmente, tendem a ocorrer se nada for feito de prático e imediato (conforme analises do meu grupo de amigos - consultores sérios e independentes em Bsb -, a crise só chega a 50% do efeito maléfico potencial nos países onde nasceu e a 20% no Brasil).

    A primeira delas é o BIS e outras entidades capitalistas da Suiça e que criou os Programas de Adequação e Redução de Riscos dos Negócios Bancários no Mundo, chamados de "Basiléia I" e "Basíleia II" e que os Bancos no Mundo deveriam obedecer, mas somente os Bancos do Brasil estão, realmente, tentando cumprir (nos EUA e U.E. estava algum cumprindo ?). Com isto, o BB por exemplo, tem de ampliar sua segurança nos emprestimos e, pior, ser muito mais exigente na abertura ou na ampliação dos chamados "limites de créditos" das empresas e dos produtores rurais, fatos que estão matando as empresas do agronegócio brasileiro e neste momento em que mais precisam de capital de giro para tocar a empresa, estocar produtos transformados ou matérias-primas e sem que precisem demitir.

    Mesmo com quase nenhum Banco externo obedecendo as tais Basiléias, no momento, diversos analistas - e dirigentes de agroindustrias que já pleitearam e que aguardam pacientemente na fila do "pires na mão" e do "por favor" - comentam que o BB está procedendo da seguinte forma após a crise: a) reduziu tal limite de muitas empresas; b) dificulta ao máximo suas ampliações e renovações e mesmo com apresentação de novas garantias, até hipotecárias; c) não permite mais a transferência dos sub-portfólios dos limites integrantes do limite total (em geral em número de 3 com objetivos diferentes, mas para um risco único, por exemplo, 60%+30%+10% = 100% do risco a conceder), e segundo os interesses das empresas e os momentos das safras (por exemplo: do portfólio de custeio (60%) e do portofólio de investimentos (30%) - ainda não utilizados e/ou já pagos- , para o portfolio de comercialização e demais itens, no inicio com 10%, mas que poderia chegar a 100% se o Banco assim quisesse, só que não vem permitindo); d) nas operações em que não há mais riscos de preços e de perfomances e, assim de credito, pois já foram contratadas externamente e/ou mitigadas (por exemplo nos ACC - em que já se contratou o embarque e o câmbio - e nas operações garantidas por hedge direto ou cruzado na BM&F). O BB - mesmo sendo justas e legais - ainda não considera tais reduções de riscos e que, beneficamente, incentivam a adoção de mitigadores e as proteções - tanto de preços como de oscilação do câmbio - na BM&F pelas agroindustrias e produtores rurais (como se faz muito nos EUA e UE).

    A Segunda Entidade é a BOVESPA - que no afã de reduzir os riscos dos investidores e sobretudo dos pequenos (ou seja: ganho fácil com o suor e o sangue do trabalhador) - continua exigindo das empresas, sobretudo dos Bancos, uma forte redução dos seus riscos e de seus custos, de forma a se adequarem no chamado "Novo Mercado" (uma pura balela que se vê agora após a crise mundial que levou a queda de 70 mil pontos para quase 30 mil pontos do Índice Bovespa e que mostrou que não funciona, pois grandes empresas como a Vale - integrante do Novo Mercado - foram as que mais cairam. Na prática, com isto, mesmo que o Governo jogue dinheiro nas linhas de crédito e obrigue os bancos a financiarem, eles não podem fazê-lo, pois as suas prioridades atuais e legais são gerarem grandes e crescentes lucros para os acionistas e/ou investidores - boa parte estrangeiros - e não o povo e as agroindústrias e produtores rurais brasileiros.

    A terceira Entidade - que parece que tudo isto vê e que com tudo concorda - é o BACEN, pois sabe das obrigações dos Bancos com o BIS e as Entidades externas e com a BOVESPA, mas - mesmo podendo -não bate o "murro na mesa", pois suas prioridades são o combate a inflação e a politica cambial e para isto luta tanto também pela sua chamada "Independência" e que muitos parlamentares - votados por nós agricultores - engolem e por ela lutam. Ser independente é contribuir para quebrar a agroindustria e o produtor rural brasileiro ? e ainda gerar milhares de desempregos atuais e milhões futuros ? De que adiantaram e onde estão os Bancos Centrais poderosos e independentes dos Países onde a crise atual está bem pior do que no Brasil ? O que aquelas países ganharam, realmente, com a independência de seus Bancos Centrais ?

    E tudo isto em nome do combate a inflação no Brasil (melhor seria termos uma taxa anual de 10% a 30% como na Russia do que ficar desempregado e passar fome) e ainda do câmbio (que, após a brilhante Lei Kandir, há 10 anos está matando o agronegócio e a agricultura brasileira e aos pouquinhos, como disse aqui o nosso sábio articulista Waldir Sversutti) e, muito pior, gerar muitos dividendos - e uma próxima fantástica valorização das ações - para um grupo pequeno de investidores, de especuladores e de espertos e poderosos Fundos de Pensão anti nacionalistas e pouco patriotas, que querem ganhar fortunas de forma fácil e sem trabalhar como ocorreu nos EUA e levou a toda esta quebradeira. Vejam que, nos últimos anos, em quase todas as cacas" e "bandalheiras" ocorridas no Brasil, quase sempre, tem a atuação ou o lobby forte de um poderoso Fundo de Pensão. Isto é público e basta ler nas grandes revistas semanais.

    Assim, para resolver é fácil e são duas as possibilidades: a) O Presidente Lula - desde que bem assessorado - dá afinal o "murro na mesa" e mostra quem manda, obrigando a abertura, renovação e, se necessária, a ampliação, dos limites de créditos dos bancos para as empresas e produtores rurais neste momento de crise. Também, se quiser manter as nefastas situações anteriores, manda o Tesouro voltar a assumir 50% do risco das operações rurais e agroindustriais, como ocorria até cerca de 3 anos antes. Lembro, aqui que a maioria dos produtores rurais ainda acredita no Presidente Lula e acha que alguma medida será tomada por ele rapidamente, se seus assessores e o BACEN assim o deixarem; 2) Que estatizem logo o BB e o BACEN e que estes passem a investir - verdadeiramente - no social brasileiro e no nosso desenvolvimento, pois as ações atuais do BNDES neste sentido só beneficiam as grandes empresas, melhor diria, os grandes empresários, segundo muitos críticos.

    Concluindo, além das que falei - com efeitos para o médio médio prazo - , insisto que apenas uma medida imediata - a meu ver - poderia reverter rapidamente o desemprego anterior e futuro no Brasil - e até servir de modelo para outros países - e que seria o estimulo direto e imediato ao consumo de alimentos (como adotado emergencialmente nas guerras). Sugiro que seja criado um Cupom Alimentação no valor mensal de R$ 100,00 e a ser distribuido pelos próximos 12 meses para as cerca de 13,0 milhões de familias - integrantes do Bolsa familia e de outros Programas federais e estaduais semelhantes - comprarem apenas alimentos e nos supermercados e varejos legalizados. O custo mensal de tal Programa seria irrizório diante do que se está gastando no momento na salvação dos Bancos e Empresas, sobretudo dos espertos fabricantes de automóveis. Imaginem os impactos positivos em todas as cadeias e de baixo para cima.

    As exportações de produtos agricolas e de alimentos pelo Brasil estavam muito alavancadas e serão precisas medidas severas para enxugar as sobre ofertas atuais e futuras e que estão quebrando as nossas empresas, que não conseguem mais exportar nos mesmos volums e preços (fortes quedas das receitas e com custos iguais), nem vender maiores volumes no mercado interno e nem têm capital de giro para tanto.

    A todos os consultores e economistas sérios - que realmente conhecem os assuntos, não sendo meros "chutadores" -, com quem falo sobre isto, concordam que este seria, realmente, o melhor caminho para o momento e sua urgência. Também, em recente seminario que participei no IPEA Brasilia sobre a crise internacional, por coincidência, uma técnica da OIT falou que é, exatamente, este tipo de medida a única que já deu certo em outras ocasiões de crises e em outros países. Para ela - também como tenho afirmado - reduções de juros, reduções de impostos, ampliação dos créditos, aumento dos gastos com infra-estrutura e obras etc.., ou não funcionam para o caso, ou demoram muito para funcionar.

    Falando nisto, em dias anteriores, também fiquei muito preocupado ao ler uma declaração de um ex-diretor da FEBRABAN de que, mesmo que a SELIC caia para 0%, a redução real na taxa de juros da economia real seria somente de 25%. Então, porque estamos comemorando estas pequenas quedas atuais ? Quem irá, realmente, nos dizer as verdades ? Quem poderá nos defender ?

    Sera que alguém que está me lendo tem poder ou condição de levar estas humildes ideias e propostas ao Presidente Lula ? e para que não seja o último a saber ?

    Prof. Clímaco Cézar

    AGROVISION - Brasília

    www.agrovisions.com.br

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  • Renato Archile Martini Cascavel - PR 14/03/2009 00:00

    Olá, amigos do Notícias Agrícolas, diante dos últimos acontecimentos envolvendo o MST e suas ações nefastas, esdrúxulas e absurdas, não poderia deixar de manifestar aqui a minha indignação em relação a esse movimento que se esconde em baixo da ilegalidade para cometer seus crimes contra a sociedade e, que vem a anos afrontando a Justiça. Realmente é necessário dar um basta nestas atrocidades que são financiadas com o dinheiro do povo, para o qual esse governo está fingindo resolver o problema. Quem garante que esse dinheiro destinado a esses movimentos chega 100% a seu destino? Pois tudo isso pode estar sendo usado para desviar dinheiro público para contas partidárias para financiar campanhas politicas e se manterem no poder. Para nós, agricultores, isto é um insulto..., enquanto uma meia-dúzia de vagabundos recebe dinheiro público de graça, milhares de empregos na cadeia do agronegócio estão se perdendo. Será que realmente não é isso que o nosso governo quer? quanto mais miseráveis mais votos podem ser comprados, sob o pretexto de se fazer assistência social. Está na hora de sabermos quem realmente quer o bem deste País... e a mídia e as entidades de classes que representam o agronegócio e nós, agricultores, temos um papel muito importante nesse momento. A sociedade urbana tem o direito e o dever de saber o que acontece para que o alimento chegue à sua mesa..., caso contrário muitos lobos continuarão se passando por lindos cordeirinhos..., vamos abrir nossos olhos e ficar atentos, temos que vencer mais esta barreira e, "vamos em frente".

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  • Sergio B. de Santana Salvador - BA 14/03/2009 00:00

    Joao, por favor peça a Desiree, para nos dar uma tendência de chuvas para a regiâo de E. da Cunha-BA, no periodo de abril,maio e junho, estes justatamente quando começamos a plantar feijão e milho em nossa região. Grato. Sergio.

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  • Paulo Alberto Rezende Martins Pres. Prudente - SP 13/03/2009 00:00

    RECUPERAÇÃO JUDICIAL OU NEGOCIO?

    Companheiro produtor rural, para os que não me conhecem, hoje estou com 59 anos de vida, durante principalmente os utimos anos, em nossa atividade, conseguimos evoluir muito em nosso sistema de produção como nunca. Porem quando vejo o momento atual da Indústria de carne, me lembro bem quando era menino meu pai passando pela mesma situação a qual estamos vivendo hoje. Isto mostra que em nada evoluímos em nosso sistema de comercialização e muito pior, continuamos desunidos em relação aos nossos interesses em comun, enquanto que a indústria evoluiu bastante, chegando ao ponto de devolver gado que estava no curral para abate, provocando assim o popular sossega leão em nossos companheiros que tinham, NPR vencidas e não a protestaram na boa Fé.

    Fiquei demais surpreso quando o advogado que representa um produtor rural, esteve no Fórum de Cajamar para tirar copias do processo, qual a surpresa o mesmo era bastante extenso. Será que se prepara um pedido de recuperação judicial deste porte em que tempo???

    Por informação de pessoas de Nova Andradina, no ultimo mês de 2008, a arrecadação de ITBI, foi a maior do ano. Será que havia intenção antecipada de atitudes por parte de alguém em transferir imóveis.

    Companheiros, mesmo você não sendo vitima das ultimas ações de Frigoríficos, é o momento de colocar sua mão na conciencia e pensar que você poderá ser a próxima vitima se nada for feito. Pense em caso de alguma indústria protegida por uma recuperação Judicial, voltar a abater, terá que comprar à vista, e o dinheiro usado nesta aquisição poderia ser o seu.

    É o momento de darmos o basta com ações sincronizadas, de Norte a Sul do Brasil, pois estas indústrias cresceram de Norte a Sul. Precisamos estar em união com nossas entidades e as mesmas entre si para termos sucesso em nossas ações.

    Paulo Alberto Rezende Martins

    Engº Agº Produtor Rural

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  • Nádia Feres Vilela Ituiutaba - MG 13/03/2009 00:00

    João Batista,

    Gostaria muito de ir à Varginha apoiar os cafeicultores (apesar de eu não ser), mas infelizmente, não posso porque já tinha um compromisso com o frigorífico Bertin que, graças a Deus, não está na situação do Independência, nem de outros! E rezo, espero que nem chegue a estar, porque se isto acontecer, eu não vou ter mais saída, eu quebro mesmo!... Isto porque a fazenda tem uma área grande arrendada para cana, a usina não me paga desde agosto de 2008, e também está em recuperação judicial... Não sei ainda quando vão pagar...

    Quando arrendei, eles queriam toda a área útil da fazenda mas, felizmente, eu aposto na diversidade, e fiquei ainda com uma para tocar, apesar de pequena, com gado e milho, que é o que tem nos sustentado.

    Desejo sucesso e boa sorte a todos os cafeicultores, e pra vocês também! Acompanharei pela TV Terraviva.

    Um abraço

    Nádia

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  • Maria Angela de Oliveira Prado piraju - SP 13/03/2009 00:00

    URGENTE!!! - Fui hoje fazer o pagamento de 40% do valor de FINAME, conforme lei 11775/2008, medida 445, com vencimento em 15 de março próximo, e o BRADESCO recusou-se a receber conforme comprova documento em anexo!

    Fui então orientada pela Lybor Landgraf, da qual sou cliente, a abrir uma "conta de consignação de pagamento" na Caixa Economica Federal ou no Banco do Brasil, em nome do BRADESCO, para fazer o referido pagamento e esyar em conformidade com a lei.

    Quem está cumprindo a lei? Eu ou o Banco?

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 13/03/2009 00:00

    A GRANDE MARCHA - Nós que hoje marchamos todos juntos em direção à cidade de Varginha -MG, vindos de todos os cantos e recantos deste grande Brasil, trazemos em nosso coração o sentimento de defender a MÃE DE TODAS AS ATIVIDADES PRODUTORAS AGRÍCOLAS E NÃO-AGRÍCOLAS DESTE PAIS, A CAFEICULTURA.

    Cafeicultura que desde o seu inicio marchou de Norte a Sul e de Leste a Oeste neste grande pais, criando riquezas e realizando sonhos.

    Cafeicultura que marchou sobre os lombos dos burros nas montanhas do sul de Minas e Rio de Janeiro.

    Cafeicultura que marchou sobre as rodas dos primeiros caminhões (FORD) importados diretamente dos EUA, trazendo o progresso das estradas para o Brasil.

    Cafeicultura que marchou com a chegada das locomotivas, colocando o Brasil nos trilhos do desenvolvimento industrial.

    Cafeicultura que singrou os oceanos ligando o Brasil aos demais continentes deste nosso planeta.

    A história nos mostra que desde a sua chegada em solos brasileiros a cafeicultura marchou incansavelmente para todas as regiões, tornando o Brasil o maior produtor mundial.

    A Cafeicultura Marchou por todos nós Brasileiros, criando riquezas, cidades, indústrias, empregos e o maior tesouro de todos, deu uma identidade para o nosso povo. Sim, uma identidade, pois, apesar de sermos uma mistura de Índios, Italianos, Espanhóis, Japoneses, Portugueses etc., somos filhos de uma única mãe que nos uniu sob o seu véu de flores brancas e frutos vermelhos.

    E depois de tantas Marchas realizadas por esta mãe (cafeicultura), é chegada a hora de seus filhos marcharem por ela, não somente os cafeicultores, mas também seus filhos comerciantes, industriais, intelectuais, banqueiros, funcionários públicos, políticos, etc.Pois se esta atividade morrer, não haverá apenas o remorso de deixarmos milhares de trabalhadores sem emprego, mas o verdadeiro remorso de que uma única atividade que um dia deu vida a tantas outras, desapareceu pela falta de reconhecimento e coragem dos seus diversos filhos espalhados por este BRASIL.

    NÃO SE ACOVARDEM...

    MARCHEMOS EM VARGINHA DE CABEÇA ERGUIDA, SEM VERGONHA DE NOSSA SITUAÇÃO COMO DEVEDORES EM BANCOS E COMÉRCIO, POIS A CAFEICULTURA SEMPRE MARCHOU POR ESTE PAIS DE CABEÇA ERGUIDA E OLHOS BEM ABERTOS PARA VISLUMBRAR SEUS FEITOS. HOJE ELA ESTA AO NOSSO LADO COMO UMA MÃE PEDINDO QUE MANTENHAMOS NOSSOS OLHOS ABERTOS PARA VISLUMBRARMOS E COMPROVARMOS TODO O DESENVOLVIMENTO QUE ELA TROUXE PARA ESTE PAIS, E TERMOS VERGONHA DE SERMOS CAFEICULTORES SIGNIFICA NEGAR ESTA HERANÇA DEIXADA PELA SUA MARCHA!!!!!!!!!

    silvio marcos altrao nisizaki

    3491920743

    [email protected]

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  • Denilson C. Trevisan Orlandia - SP 13/03/2009 00:00

    Fora MST! (Artigo), todos deviam ler esse artigo, a verdade pura sobre o mst, seus verdadeiros ideais e onde o mediocre lula esta pondo nosso dinheiro em vez de apoir os sim HEROIS produtores rurais.

    http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=41464

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  • Renato Archile Martini Cascavel - PR 12/03/2009 00:00

    Olá João Batista e amigos do Notícias Agrícolas, quero parabenizar a todos do Terraviva por defenderem o agricultor desse País... e, agora vemos a Rede Bandeirantes com uma campanha na TV aberta em favor do agricultor, isso, com certeza, é uma bela semente que está germinando. Cabe também a nós, agricultores, fazermos com que esta semente produza bons frutos. Parabéns a todos, o caminho é longo e requer muito esforço, porém o solo é fértil e promissor. Eu voltei "e vamos em frente".

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  • João Ademir da Conceição Barra do Garças - MT 12/03/2009 00:00

    João Batista, mais uma vez parabéns pelo seu programa...,João, o que mais que precisa acontecer para que os produtores, pecuaristas, cafeicultores, sejam respeitados pelos governantes??!! Acontece uma demissão lá na EMBRAER, o governo intervem..., demitem lá na Volkswaguem o Governo reduz o IPI, os banqueiros pegam um resfriado, o governo logo manda abrir o cofre. E nós, produtores, pecuaristas e cafeicultores, como ficamos???. O setor dos frigorificos demitem milhares de pessoas pelo Brasil afora e o Governo nada..., no setor da cafeicultura acontecem o mesmo: milhares de pessoas estão perdendo seus empregos, mas não vejo NINGUEM comentar, nem os grandes meios de comunicação, a não ser vcs do Noticias Agricolas... João, nós só seremos percebidos se acontecer uma tragedia, só quando faltar alimentos na cesta basica ou na mesa do cidadão das capitais, caso contrario jamais seremos lembrados. João, imagine se as traders pegarem a doença dos frigorificos??!! Ou seja, se depois de receberem a nossa soja ou o nosso milho, pedirem a tal da recuperação judicial??!!? e se essa moda pega??? Mesmo assim, João, vamos em frente??!!

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  • José Walter de Oliveira Sacramento - MG 12/03/2009 00:00

    João Batista, o pessoal do café está de parabens pela iniciativa de lançar o SOS-Café. Será somente na pressão que o Governo Federal vai nos dar atenção. Pois, quando as industrias começam a demitir sai uma solução em menos de 24 horas. Já para a agricultura o governo central não está percebendo que no campo são milhões de empregos que podem aumentar suas estátisticas. É por isso que temos de lançar o SOS-milho, SOS-frango, SOS-suino, SOS-soja, ou um único SOS-Agricultura e exigir do governo uma atenção maior.

    Homens do campo, somente com união teremos vitória; não desanime, procure seus sindicatos e associações e vamos nos organizar.

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