Pecuária: A viabilidade do confinamento em 2012

Publicado em 03/02/2012 08:46 e atualizado em 03/02/2012 09:21
Se for para arriscar um palpite objetivo para explicar a diferença entre o sucesso ou fracasso no
confinamento, o mais evidente seria a capacidade decisória. É a antecipação tanto dos problemas quanto das oportunidades que o negócio apresenta diante das variações do mercado. E olha que durante o ano são muitas as variações. É só acompanhar o mercado pecuário para ver.

Nesse sentido, para se elaborar uma decisão adequada, coerente, é preciso estabelecer critérios de planejamento, que envolvem uma séria de variáveis. Entre elas podemos citar algumas, como: número de animais a serem confinados, peso de entrada e saída, período de confinamento, ganho de peso almejado, alimentos disponíveis e preços, tipo de dieta (baixo concentrado ou alto) e, logicamente, a remuneração da arroba de boi gordo na época de venda. Essas são, portanto, informações básicas para que o pecuarista possa avaliar os custos e resultados do confinamento e decidir, sobre a utilização da tecnologia em menor ou maior escala naquele ano.
 
Quando falamos em menor ou maior escala é porque, nessa situação, estamos analisando o
confinamento como uma estratégia para a entressafra, onde no período seco do ano - e estes têm sido drásticos - parte dos animais é terminada no confinamento, como forma de preservar as pastagens de uma taxa de lotação excessiva, o que resultaria em degradação das mesmas, caso isso acontecesse.
 
Bom, 2012 promete ser um ano pleno de incertezas e boa volatilidade. A começar pela oferta de
animais, exportações, consumo interno, cenário macroeconômico e também variações do preço dos grãos, boi magro e remuneração do boi gordo, a dúvida que fica é: como fica a viabilidade do confinamento em 2012 nos principais estados confinadores? Para responder a essa pergunta temos que realmente simular os custos e resultados do confinamento. Para tanto, vamos analisar (Tabela 1) os preços dos principais insumos nos estados de São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Mato Grosso (MT).  Para o boi magro (12@), a cotação da Bigma Consultoria indicou para hoje em SP o valor de R$1.218,36, para MG R$1.1.31,36, para MS R$1.128,00, para GO R$1.094,52 e para MT R$1.104,60.

Em relação ao custo operacional, este foi estimado em R$0,85/cabeça/dia para todos os Estados.

Clique no link abaixo e veja o artigo completo com gráficos e tabelas:

>> Viabilidade do Confinamento em 2012 - Lygia Pimentel

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Fonte:
Lygia Pimentel

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3 comentários

  • Charles Bezerra de Araujo Cuiabá - MT

    Concordo com o amigo Carlo, é um tiro no escuro, um risco que os pecuaristas não podem ter o luxo de correr, com a alta nos precos na agricultura, fica difícil, tratar de gado no confinamento, os agricultores estão de parabéns, merecem, são lutadores como nós, acontece que o preco do gado não acompanhou este reajuste brusco, e não temos uma perspectiva sólida de aumento no preco da @ do gado.

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    O Ministerio da Agricoltura e' o orgao mais incompetente de todos.

    No caso do confinamento so' haveria sucesso, se houvesse a priori um

    contrato entre criadores e frigorificos estabelecendo parametros de segurança. No caso do trigo onde os moinhos nao pagam o custo de

    produçao, deveria ser fomentado o plantio de canola, que se encaixa com a soja no periodo de lavoura e aproveitamento de maquinarios.

    Todo o oleo de canola engarrafado em Mayrinque pela Bunge e' importado do Canada.Voces acham que alguem com um pingo de

    inteligencia no Mministerio da Agricoltura?

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    O dia em que o confinamento representar uma parcela significativa de

    animais, os frigorificos (lobos maus) vao ficar na espreita e no fim do

    periodo de engorda vao oferecer preços tao ridiculos que o criador vai se arrepender de ter nascido. Ambientalistas, jornalistas e funcionarios

    do ministerio da agricoltura sao de uma ingenuidade de dar medo.

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