Soja: A espetacular decolagem dos preços

Publicado em 29/02/2012 08:54
Na minha entrevista do último dia 25 de janeiro, ao Canal Rural, manifestei minha opinião de que os preços alcançariam US$ 13,40 por bushel até o final de março, se não antes. Era quase inimaginável para o mercado que os preços poderiam ter esse desempenho.
 
No dia 17 de fevereiro, postei um artigo no Notícias Agrícolas dizendo que os preços agrícolas iriam decolar para novas e duradouras altas, como apontavam os fatores históricos.
 
Sempre considero minhas manifestações de estudos de formação de preços com muita responsabilidade, porque somos nós, da ponta do mercado, que podemos orientar ou mesmos trazer opiniões abalizadas sobre o desempenho dos preços.
 
Meus modelos históricos sugeriam essas situações em cada tempo. Através de minha longa experiência nesses conteúdos, que resulta em objetivos de preços muito próximo da realidade
a médio/longo prazo, desde que, operamos em mercados projetados a futuro.
 
A repetição dos acertos de minhas análises históricas conferiu-me a condição de poder afirmar os preços que podem ser alcançados em determinado tempo. Digo isto porque é importante que a história confirme como o atual desempenho dos preços a efetividade de minhas análises.
 
Fundamentalmente, quando os objetivos históricos apontam esses substanciais aumentos de preços, não trazem no escrutínio de seu DNA ou padrão os meios que se apresentarão para realizar aquele objetivo de preço final que está objetivado para ser alcançado.
 
É importante notar que no epílogo do meu livro "Como Lucrar Negociando Soja", escrito dia 4 de março de 2011, praticamente há um ano, já tinha afirmado que durante o ano de 2012, os preços da soja poderiam ter novamente patamares de exceção, talvez os mais altos da história moderna. 

Aliás, quem leu meu livro vai perceber a mesma constatação em anos anteriores, onde estão literalmente descritos.
 
Aparentemente, estamos em direção incontestável de uma escalada de preços para todos os produtos agrícolas, até o mês de junho próximo, pelo menos.
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Fonte:
Liones Severo

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2 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Caro Everton, obrigado pelo seu comentário. Não sou a pessoa mais indicada para lhe responder. Minha especialidade é o mercado internacional de grãos e oleaginosas. Mas, sem dúvidas, a agricultura é o motor de nossa economia e quanto melhor os preços obtidos, acrescenta-se profundas melhorias relativas para o nosso povo, que as últimas estatísticas apontam um crescimento estupendo de renda para as classes C e D. Hoje cerca de 105 milhões de brasileiros já pertencem a classe média com rendimentos médios de r$ 1,575 ate r$ 3.500.- e uma das razões que detonou um grande potencial de consumo interno. grande abraço.

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  • Everton Pereira de Oliveira Três Corações - MG

    São profundos seus raciocínio , porém gostaria de questionar e caso seja possível de ter uma resposta.

    Seria viável trabalharmos com preços de exportação ( livre , oscilando conforme determinar mercado mundial conforme é ) e preço vigiado pelo governo para mercado interno para não massacrar nosso povo tão sofrido diante de tamanhas diferenças ?

    Preço vigiado pelo governo seria : Insumos e combustível com prazos maiores ou iguais as dos nossos concorrentes , parte negociada entre governo e produtor dentro deste recurso ficaria para atender mercado interno, não alterando a tão necessitada cesta básica de cada mês, pois esta é 90% de nossa população e não podemos nos esquecer disto , pois é ela que alavanca nosso consumo.

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