Presidente da Faesp é reeleito

Publicado em 15/12/2011 16:25 35 exibições
O Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Fábio Meirelles, foi reeleito para a presidência da entidade, em eleição realizada nesta quinta-feira (15/12), em São Paulo, com a participação de 180 delegados representantes. A nova diretoria comandará por mais quatro anos (2012/2016) a Faesp, que congrega 237 sindicatos rurais, com 327 extensões de base, estando presente em um total de 564 dos municípios paulistas, dentre os 645 que compõem o estado de São Paulo.
 
Em discurso após o encerramento da votação, Meirelles defendeu a permanente união do setor e das entidades representativas da atividade rural como forma de sensibilizar os poderes públicos para a necessidade de implantar no País uma real política agrícola abrangente e de longo prazo, com fortalecimento das cadeias produtivas, como forma de amortecer os efeitos danosos das políticas macroeconômicas sobre o setor.
 
Declarou que a política agrícola deve resgatar sua identidade tornando-se, de fato, uma guardiã da renda no campo. “Com estabilidade e adequado nível de renda desaparecerão os problemas de endividamento, os produtores investirão em tecnologia, gerarão empregos e produzirão alimentos mais baratos para o consumidor. Os produtores clamam por uma política agrícola de longo prazo que lhes garanta estabilidade de renda, sobretudo diante de conjuntura desfavorável dos mercados e adversidades climáticas, e que também incorpore instrumentos que balizem o desenvolvimento da agropecuária por mais de uma década, ou seja, que transcendam as medidas pontuais e de caráter anual constantes nos Planos de Safra”.

Rentabilidade

Disse que, nos últimos anos, a renda do produtor não tem aumentado e o setor vem atravessando uma crise de rentabilidade. "Mesmo com exemplar produtividade,  o produtor não vem conseguindo ter rentabilidade adequada. Este é o gargalo do processo produtivo. Se não houver o fortalecimento e equilíbrio entre os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio, o produtor rural não poderá manter a produção e muito menos continuar a aumentar a produtividade, dificultando a sua permanência nas suas atividades ".

Por essa razão, Meirelles ressaltou ser necessária a implantação de um projeto que atenda às expectativas de expansão de áreas como a agricultura energética, além dos segmentos de grãos e pecuária, em consonância com o desenvolvimento sustentável.

 E, para tanto, o setor público deve não só implementar medidas, como determinar a seus organismos que façam cumprir as suas decisões. “Essa uma das principais condições para a agropecuária brasileira aumentar sua produção, tanto em volume como em qualidade, cumprindo seu compromisso com o abastecimento e a segurança alimentar, além da geração de emprego e renda para o País".

Oportunidade

Na sua opinião, o momento mundial abre oportunidade de reafirmação de nosso País como potência agrícola e energética, não só em termos tecnológicos e comerciais, mas, também, estratégicos e geopolíticos.

 “Hoje, a agropecuária nacional se depara com novos e ampliados desafios que podem ser traduzidos pela necessidade de reduzir o custo da energia, enaltecer a eficiência dos biocombustíveis, baratear os fertilizantes, manter discussões com os países desenvolvidos referentes aos seus subsídios, incentivar o livre comércio agrícola, investir em tecnologia, elevar a produtividade e a produção agrícola,  em sintonia com os preceitos sócio-ambientais”.
Afirmou que o SENAR/SP vem dando exemplo de disseminação de conceitos fundamentais para a preservação ambiental, por intermédio de cursos para a aplicação das corretas técnicas do uso de agrotóxicos, e uso racional do solo, além de programas de agricultura orgânica, que vem beneficiando o exigente mercado consumidor, que procura cada vez mais produtos de melhor qualidade.

Destacou também como uma das formas eficientes para garantia da sustentabilidade agro-pastoril, não permitir que o produtor seja afetado por medidas e atos jurídicos punitivos que, muitas vezes, podem inviabilizar as atividades no campo.

Código Florestal
Lembrando um tema de grande destaque na imprensa, em razão das discussões sobre a reforma do Código Florestal, Fábio Meirelles acentuou que o embate forjado pelos ambientalistas entre a produção e o meio ambiente não existe, pois os produtores rurais são a favor da proteção ambiental, porque o desequilíbrio no meio rural impede a sustentabilidade da produção rural. “O produtor rural é por natureza conservacionista, por ter na terra e no meio rural a razão de sua subsistência”.
Disse que “no nosso entender, a proposta original da Câmara é mais favorável aos produtores, porquanto os ajustes feitos no Senado limitaram as definições e a abrangência das medidas de regularização ambiental. A proposta não contempla todas as demandas e questões que afligem os produtores rurais. No entanto, representa um avanço em relação à legislação vigente que sofre de inúmeras deformações e vícios, penalizando sobremaneira os agricultores paulistas e brasileiros”.

Relacionou, em seguida, algumas questões atuais fundamentais para a  agropecuária nacional: 1) investimentos apropriados em infra-estrutura de transporte e logística; 2) aprovação e regulamentação do Código Florestal que tem colocado produtores honestos na ilegalidade e 3) fortalecimento das políticas de gerenciamento de risco com programas de garantia de renda via política de crédito e seguro rural, contra os riscos climáticos (queda da produtividade) e de mercado (queda dos preços).
 
Concluindo afirmou que, além disso, outras questões precisam ser encontradas para elevar a competitividade dos produtores rurais, com ações que aumentem a remuneração dos produtos e reduzam o custo de produção.

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