Café: mercado global próximo do equilibrio entre oferta e demanda

Publicado em 21/12/2011 05:46 294 exibições
dados são do USDA, confirmados pela OIC
O mercado global de café estará em quase perfeito equilíbrio no ano-safra 2011/2, de acordo com as últimas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção global é estimada pelo USDA em 133,8 milhões de sacas de 60 kg, enquanto o consumo previsto é de 133,86 milhões de sacas.
O USDA reduziu sua estimativa de produção de café em 0,9%, para 133,8 milhões de sacas de 60 kg, em virtude de chuvas pesadas em regiões produtoras de café, como a Colômbia. No início do mês, a Organização Internacional de Café (OIC) previu que a produção global 2011/12 totalizará 128,6 milhões de sacas, queda de 3,4% em relação à temporada anterior.
A redução da estimativa de produção global 2011/12 significa que a demanda superará pouco a oferta, segundo o USDA. O relatório do governo norte-americano estima os estoques finais de café em 24 milhões de sacas, o que representa diminuição de 2,4 milhões de sacas em relação a junho - o menor nível desde o menor ano-safra 2000/01.
Na semana passada, a OIC afirmou que o consumo global de café para o ano calendário 2011 não seria menor do que no ano passado, mas o crescimento no ano deve ser mais fraco, em virtude do estado atual da economia global.
O diretor de operações da OIC, José Dauster Sette, afirmou que, embora o consumo de café não deva cair, a taxa de crescimento no ano deve ser menor do que em anos anteriores. "As taxas de crescimento do consumo durante os últimos anos mostraram que o café tem forte demanda. Neste ano, esperamos ver uma firme demanda no Brasil, na Ucrânia, na Rússia, na Índia, no México e na Coreia do Sul", disse Sette.
Segundo a OIC, o consumo global de café no ano calendário 2010 foi estimado em 135 milhões de sacas, um aumento de 2,4% ante 2009 e de 27,4% ante 2000. As informações são da Dow Jones.

CLIMA: SOBRAM CHUVAS EM MINAS, FALTAM NO NORTE DO PARANÁ

As chuvas que estão atingindo, durante todo o mês de dezembro, as principais regiões produtoras de café do Sudeste estão possibilitando que haja a manutenção da umidade do solo e dando boas condições ao desenvolvimento do café e dos grãos. A maioria deles, quase 90%, está nas fases de chumbão e granação. Apenas a região da Zona da Mata de Minas Gerais vem apresentando problemas nos cafezais, devido às fortes chuvas ocorridas nesses últimos dias.
Os fortes temporais têm derrubado vários grãos, mas as perdas ainda são bem pequenas, não alterando de forma significativa as estimativas de produtividade. Na região norte do Paraná a falta de chuva frequente tem reduzido os níveis de água no solo, mas ainda não está causando danos severos à cafeicultura. O nível de umidade está no patamar inferior, ou seja, caso não ocorram chuvas boas nos próximos dias, os níveis de umidade tendem a diminuir e causar reduções nos potenciais produtivos.
Nos próximos dias não há previsões de chuvas volumosas e generalizadas sobre a região norte do Paraná e sudoeste de São Paulo. As precipitações devem ocorrer somente sobre as regiões produtoras de Minas Gerais.
No Sudeste, os percentuais de abortamento de grãos continuam altos para o período, variando entre 35 e 42%, valor alto para a época. Essa anomalia está sendo provocada pelas chuvas irregulares ocorridas nos meses de outubro e novembro. Contudo, com o aumento na área foliar, provocado pelo retorno das chuvas mais freqüentes e níveis maiores de umidade do solo, as perdas por abortamento estão diminuindo gradativamente. Além disso, a ocorrência de temperaturas mais amenas durante as noites, calor ao longo do dia e umidade sobre as folhas tem permitindo que fungos, como o da ferrugem do cafeeiro se proliferem mais rapidamente.
As lavouras estão apresentando, em muitas regiões, percentuais maiores de infestação de ferrugem, obrigando que os cafeicultores realizem as pulverizações tanto preventivas quanto curativas. As informações são da Somar.
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Fonte:
O Estado de S. Paulo

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