Duas mulheres. Uma é viciada em crack, a outra, em trabalho

Publicado em 19/01/2012 14:32 e atualizado em 28/02/2020 11:15 1028 exibições
por Reinaldo Azevedo, em veja.com.br

Duas mulheres. Uma é viciada em crack, a outra, em trabalho

Vejam esta foto de Luiza Sigulem, da Folhpress, publicada na Folha Online. Volto em seguida.

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À esquerda, vocês vêem Desirée Mendes Pinto, 35, grávida de quatro meses, viciada em crack e presa, pela quinta vez!, traficando a pedra. À direita, sua sogra, a faxineira Teresa Beatriz Viega, 68, cujas mãos e cuja idade sugerem ser viciada em… trabalho! Teresa, informa o jornal, estava à procura de Desirée para lhe oferecer ajuda. Ao saber da prisão da nora, desabafou, pensando no neto: “Ao menos na cadeia ela vai se alimentar melhor”. Na cadeia também está seu filho, João, o pai da criança, que é soropositivo. A reportagem de Emilio Sant’Anna e Afonso Benites está aqui.

Por que Desirée e o marido vivem nesse desvario, e Teresa, aos 68, faz faxina para sobreviver? Eis uma boa questão. Boa parte da imprensa, dos especialistas e dos poetastros que tratam do assunto gosta de fazer digressões sobre as razões do desvio, da adesão ao crime, da decadência. Mas pouco se investigam os motivos por que a esmagadora maioria dos pobres — A ESMAGADORA MAIORIA, ENTENDEM? — faz como Teresa: trabalha para sobreviver, enfrenta as dificuldades que a vida oferece — e toda vida é, a seu modo, difícil — e não se droga. Ao contrário: vemos ali uma senhora já idosa, trabalhadora, asseada, disposta a percorrer a cracolândia porque preocupada com a nora e com o neto que vai nascer.

Aonde quero chegar? As pessoas se drogam pelos mais variados motivos. Ricos infelizes podem recorrer a substâncias químicas, legais e ilegais, para enfrentar seu sofrimento. O mesmo pode acontecer com os pobres. Os que têm dinheiro acabam se tornando meio invisíveis — embora alguns acabem nas sarjetas, mas estimo que sejam casos excepcionais. Os pobres, dados, até havia pouco, a tolerância do Poder Público com as drogas e o discurso irresponsável dos proxenetas e cafetões morais dos viciados, começaram a se juntar nas cracolândias.

Não pode existir nas cidades um local com aquelas características, em que doentes — admitamos que os viciados são doentes — convivem com os fornecedores da causa de sua doença! A verdadeira violência, é evidente, não está na ação da polícia, mas na tolerância cruel. O que pode haver de mais desumano do que admitir a existência de uma Vale dos Caídos, em que pessoas são tratadas como dejetos? O padre Júlio Lancelotti celebrou outro dia o escárnio que foi a tal churrascada na cracolândia porque viu ali a saudável convivência entre os diferentes. Não ocorreu à sua teologia belzebu que os “descolados” que foram lá fazer proselitismo podiam voltar para o conforto de suas casas. Os zumbis não tinham a opção de voltar para a vida.

Sim, é preciso, sim oferecer tratamento aos viciados, tomando, no entanto, o cuidado para que não se crie a indústria do vício. Escrevi aqui dia desses que não se pode aplicar um método Pavlov às avessas, como parece querer o Ministério Público naquele texto inacreditável em que anuncia a abertura do inquérito civil para investigar eventuais violações de direitos na cracolândia. O estado não pode ser babá de viciado, de modo a recompensá-lo sempre com contínuos agrados.

O trabalho de prevenção — é uma questão de lógica elementar — chama-se “repressão”. O tráfico e o consumo de drogas não podem ter nenhuma forma de compensação. Por essa razão, a internação compulsória do viciado tem de estar no horizonte das autoridades que cuidam do assunto. Se a sociedade vai arcar com o custo do tratamento de quem insistiu em fazer escolhas erradas ou de quem, por qualquer razão, não pode escolher, tem de fazer também as suas exigências. Viciados não caem da árvore da vida, não são uma variante, sei lá, cultural, que tem de ser tolerada. O custo é muito alto. As donas Teresas, que compõem a maioria dos pobres do Brasil, também requerem atenção.

O governador Geraldo Alckmin diz não haver prazo para a PM deixar a cracolândia. Que não haja mesmo! Cracolândias, em São Paulo ou em qualquer lugar, nunca mais! Os supostos defensores dos direitos humanos que criticaram a ação da polícia confundem esses pobres desgraçados com rebeldes que contestam o sistema. É uma perspectiva estúpida e cruel. O sistema não está nem aí para eles, nem eles para o sistema. Impedir que se reúnam no Vale dos Desgraçados é que é expressão do humanismo. A Polícia Militar finalmente se interessou por eles. Os vigaristas ideológicos só os queriam como expressão da diversidade. E, como se viu, já aproveitaram para cuidar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

Aliás, espalhem esta também: Haddad, a exemplo de Gabriel Chalita, atacou a ação da polícia.

Por Reinaldo Azevedo

 

“Eles” tentaram criar o “drogadamente correto”, mas a sociedade rejeitou

Petistas, ongueiros, padres belzebus, jornalistas, consumidores recreativos de drogas… Toda essa gente se juntou para atacar a Polícia Militar em São Paulo, em sua correta ação na cracolândia, falando em nome de um novo código: o “Drogadamente correto”. A exemplo do “politicamente correto”, também esse é um código fascistóide, que pretende impedir as pessoas de pensar em nome de supostas verdades consolidadas, que são nada mais do que escolhas políticas e até ideológicas.

Não existe o “drogadamente correto”. Existem o legal e o ilegal. É claro que doentes têm de ser tratados — a menos que, na suposição de que possam escolher, eles não queiram. Se não tiverem mais poder de escolha, que se escolha por eles, segundo os direitos fundamentais garantidos pela Constituição (também os direitos de quem não se droga!!!).

Em qualquer dos casos — com ou sem poder de escolha —, viciados não podem sitiar em suas casas os que não partilham de seu vício nem são responsáveis por sua doença. Eis a questão que aquela gente não entendeu: os códigos regulam também a vida dos drogados; não serão os drogados a regular a aplicação dos códigos.

Ou é assim, ou é a volta ao estado da natureza, como se via na cracolândia.

Por Reinaldo Azevedo 

 

Serra não será candidato. Ponto! Só que o ponto é outro! Ou: O imbróglio eleitoral paulistano

Leio no Estadão que José Serra comunicou a seus aliados, no domingo, que não será candidato à Prefeitura. Definitivamente não! Seu projeto continua a ser nacional. Quem sabe os institutos de pesquisa cedam agora à realidade e parem de colocar o seu nome em simulações. Na verdade, nunca achei que cometeria a sandice de sê-lo. É evidente que dispõe de todos os predicados para o cargo e fez uma excelente gestão quando prefeito - tanto é assim que se elegeu, pela primeira vez na história, governador no primeiro turno, em 2006. “Sandice” por quê? Porque seus adversários passariam a campanha cantando o samba de uma nota só: “Se for prefeito, vai renunciar para se candidatar à Presidência…” Ocupar-se-iam menos em dizer por que eles próprios deveriam estar na Prefeitura do que em dizer por que o outro não deveria. E estariam, ainda que com más intenções, vocalizando o sentimento de boa parte dos paulistanos, que acham que seu lugar é a Presidência. Uma pesquisa bem-feita e honesta revelaria esse dado, estou certo.

O cenário em São Paulo ainda é bastante confuso. O PT, como se sabe, terá candidato próprio: Fernando Haddad. Lula tenta emplacar uma dobradinha com Gabriel Chalita (PMDB), que seria convidado a ser vice na chapa encabeçada pelo petista, mas Michel Temer, vice-presidente da República e chefão do PMDB, acha que é o caso de sair com candidatura própria. Mantém relacionamento estreito com o DEM, que também namora com os tucanos - afinal, o partido integra a base de Geraldo Alckmin e está no governo. A propósito: caso se junte ao PMDB, teremos o Democratas dando apoio a um dilmista convicto. Dilma, no momento, é a mulher madura do peito de Chalita. O PPS, também da base em São Paulo, diz que vai de Soninha no primeiro turno. O PTB anuncia que fará o mesmo. O PC do B fala em Netinho, mas pode se juntar tanto a um nome apoiado por Gilberto Kassab como se juntar aos petistas.

O centro da indefinição em São Paulo está na relação PSDB-PSD. Kassab, por enquanto, só aceita fazer acordo com os tucanos se tiver a cabeça de chapa, com Guilherme Afif. Uma alternativa seria Serra, mas o prefeito é experiente o bastante para saber que essa possibilidade nunca existiu. Negociando com os tucanos de um modo muito peculiar, o prefeito se encontrou com Lula e propôs uma aliança: indicaria o candidato a vice na chapa de Fernando Haddad. E ainda teria anunciado que levaria consigo uma penca de vereadores. Uma guinada e tanto na carreira do prefeito, não é?, que se elegeu com os votos dos não-petistas em São Paulo. Uma parte do PT reagiu mal, mas Lula mandou estudar a proposta, e o comando do Diretório Estadual diz que é preciso ver a possibilidade sem preconceitos. Imaginem só: Haddad candidato com o apoio de Kassab, restar-lhe-ia fazer oposição aos, bem…, aos tucanos do governo do Estado, suponho.

Membros do PSDB de São Paulo ainda tentam salvar a aliança com Kassab, sem perder o DEM - que, nessa hipótese, fica um pouco mais arisco, dando piscadelas para Chalita - porque entendem que, num quadro muito fragmentado e com poucas alianças, quem sai ganhando é Fernando Haddad. O busílis é o seguinte: 2012 está sendo entendido como uma espécie de ensaio para 2014. Um eventual arranjo dos tucanos com Kassab, em São Paulo, poderia passar pela indicação do agora prefeito a vice na chapa de Akckmin nas eleições para o governo do estado, o que já projeta o jogo, vejam vocês, lá para 2018…

Não são poucos no PSDB os que resistem à possibilidade de uma chapa encabeçada por Afif, embora reconheçam que a eventual migração do prefeito para as hostes petistas concorre para a desorganização e fragmentação das forças não-petistas. A situação em São Paulo levou ontem o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio dos Bandeirantes para uma reunião com Alckmin. Ambos acham que é preciso haver uma reaproximação com o prefeito. Entendo.

Não deixa de ser irônico…
A iniciativa de Guerra e Aécio não deixa de ter o seu lado irônico. São Paulo é um estado que vive na mira dos ditos “moderados” do PSDB porque, dizem alguns, certas dissensões e confrontos são coisas “dos paulistas”, sem reflexos importantes no resto no Brasil. É mesmo, é? Isso sempre pôde ser dito com certa tranqüilidade enquanto se tinha a cidade (e o Estado) quase garantidos. O cenário confuso de agora sugere, para muita gente, uma chance real de o PT vencer a eleição na cidade, o que não seria bom para ninguém - inclusive para o futuro presidenciável do PSDB, seja ele Serra, Aécio ou J. Pinto Fernandes…

Aécio concedeu uma pequena entrevista e criticou o governo Dilma, o que sempre é bom, né?, vindo da boca de alguém eleito para ser oposição. Mas não há a menor chance de os tucanos terem candidato próprio em Belo Horizonte, por exemplo. Lá, vão de Márcio Lacerda (PSB) mais uma vez, em provável aliança com o PT. Não obstante, há o convite para que São Paulo resista!!! Entenderam a ironia?  Por mais que o quadro por aqui ande um tanto exótico, uma coisa é certa: PSDB e PT jamais estarão numa mesma trincheira. Sabem como esses paulistas são sangue ruim… Não vou sugerir que Alckmin vá a Minas para pedir ao PSDB de Belo Horizonte tenha, sei lá, coragem…

Agora as prévias
Eu estou entre aqueles que acreditam que o PSDB e PSD deveriam, sim, estar juntos - se com Afif na cabeça da chapa ou não, aí não sei. O meu candidato, já deixei claro!, é Andrea Matarazzo. É alguém em quem eu votaria com absoluta convicção. De todos os que se apresentam para a disputa, é quem conhece melhor São Paulo e tem uma longa folha de bons serviços prestados à cidade. Não sendo ele e não havendo a aliança na forma como quer Kassab, ficaria, dado o leque, com algum outro tucano. A chance de eu votar em Haddad ou em Chalita é bem inferior a zero. Nos pré-candidatos dos demais partidos, zero!

Numa eleição, a qualidade do candidato, infelizmente, não é tudo. Se ele é muito ruim, isso pode determinar a derrota. Se é muito bom, trata-se apenas de um fator relevante. Caso o PSDB tenha o seu próprio nome, Matarazzo ou qualquer outro, é claro que terá de estar unido a outras legendas, dispor de um bom tempo de televisão, de condições materiais para disputar etc. A luta é gigantesca! A máquina petista vem com tudo. Assim, buscar a aliança com Kassab, para os tucanos, é, sim, matéria de prudência. Eu só não acho que o jeito Kassab de negociar esteja ajudando muito… Ou PSDB ou PT??? Em São Paulo, esses termos nunca foram, assim, permutáveis.

Mas que fique claro: eu não me alinho com aqueles que estão certos de que Haddad daria um passeio na eleição mesmo no pior dos cenários para as forças não-petistas. Acho que não! Sempre dependerá da disposição dos adversários do PT de chamar as coisas pelo nome que elas têm. Eu até me arriscaria a considerar que, no momento, o ministro do Enem não chega a ser exatamente uma figura muito querida em São Paulo e no Brasil. A máquina publicitária petista é forte. Mas pode ser enfrentada. Eu estou entre aqueles que acreditam que sempre faltou a coragem necessária para confrontá-la.

Por Reinaldo Azevedo

 

O Brasil, a democracia original e a ditadura original

Acima, trato do quadro partidário em São Paulo. O imbróglio é grande em todo o Brasil. Em parte, isso deriva do fato de que o PT montou uma base tão gigantesca na esfera federal que partidos governistas em Brasília são igualmente governistas em estados oposicionistas, havendo também casos em que aliados federais se engalfinham em disputas estaduais…

Os teóricos do baguncismo tendem a dizer que isso só demonstra que essa conversa de “ideologia” não faz mais sentido. Alguns apelam até a Deng Xiaoping, o homem que abriu a economia chinesa: “Não importa a cor do gato, mas se é ou não capaz de caçar ratos”. Huuummm… Para Deng, líder de uma tirania, a cor política dos gatos importava, sim. O massacre da Praça da Paz Celestial que o diga…

O Brasil não reinventou a democracia. Existe oposição em todo o mundo democrático. Partidos e líderes partidários, nos outros países, não estão com este hoje, com aquele amanhã e com um terceiro na semana seguinte. Essa lambança serve aos próprios políticos, não ao país. Quem deu a Kassab a projeção que ele tem hoje? O eleitorado petista? Acho que não! De fato, os petistas, até agora, tentaram foi inviabilizar a sua gestão. Por que Aécio acha que o PT é bom o bastante para compartilhar com o PSDB a Prefeitura de Belo Horizonte, mas tem de ser derrotado na disputa federal?

Como construir, assim, uma alternativa de poder? Nessa toada, o PT fica no poder até quando houver líderes capazes de manter a sua unidade. Só poderá ser vencido, quando for, por sua próprias contradições. É evidente que o Brasil seria incapaz de inventar uma democracia original. Isso não existe.  No máximo, tanta feitiçaria resulta é numa ditadura muito original…

Por Reinaldo Azevedo

 

Kassab, o PT, o PSDB e o risco da perda de energia por causa do atrito. Ou: Cuidado para que muitos não acabem sem nada!

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, faça o que achar melhor, não é?, já que não sou ombudsman do seu partido, o PSD. Se acha que uma aliança com o PT seria “coerente”, já que seu partido “é de centro”, que tente. A questão, parece, é saber se os petistas querem essa aliança, já que também precisam ter um discurso. Ou melhor: a questão é saber se a querem sem relegar o PSD a uma condição subalterna. Qual é a possibilidade? O PT falar em nome da continuidade em São Paulo? Parece difícil! É preciso tomar cuidado com essa história de que, se o “centro” existe, então tudo é permitido. Aos olhos dos políticos, talvez; aos olhos do eleitorado, acho que não.

Na Folha, leio a seguinte declaração do prefeito:
“Em relação à postura do partido [PSD], não sendo o Serra o candidato, temos um candidato natural, que é o Guilherme Afif Domingos, e o que tenho dito, desde o início, é que o PSDB, entendendo que o vice é candidato, a aliança estaria formada naturalmente.”

Já escrevi o que penso. Acho que, em respeito ao eleitorado, sim (e não foram os petistas que elegeram Kassab, muito pelo contrário),  “natural” é a existência da aliança com o PSDB, mas ainda não entendi por que o nome do PSD é “natural” para encabeçar a chapa. Ainda não li uma explicação razoável. De todo modo, acho estranho o método: “Já que sou de centro, se não posso ir pra cá, então vou pra lá. Negocio com os dois ao mesmo tempo”.

O conjunto deixa outra pergunta sem resposta: o PSD aceitaria a condição de vice do PT, um adversário, digamos, histórico de Kassab até anteontem, mas acha impensável ser vice do PSDB, um aliado histórico? Por quê? A resposta poderia ser esta: “Ah, é que Haddad é forte, e os tucanos ainda não têm esse nome tão forte”. À parte a questão embutida, de difícil digestão, de que a fraqueza ou fortaleza do outro muda, então, “uma candidatura natural”, há que se indagar: Afif é mesmo tão mais forte do que os pré-postulantes tucanos?

Entendo que, para a saúde política dos não-petistas e dos não-agregados ao petismo de São Paulo, o razoável é que todos eles estejam juntos. Mas atenção! Também essas negociações têm um tempo ótimo. Excesso de fricção começa a cheirar a borracha queimada. Como disse um poeta, “as glórias que vêm tarde já vêm frias”. Se o processo se arrasta demais, o atrito vai gerando perda de energia. Quando sair a aliança, já ninguém mais tem forças para nada, consumida toda ela em… fazer a aliança.

Por Reinaldo Azevedo

 

Haddad, aquele que acha que a culpa é sempre dos outros, inventa mais uma!

Fernando Haddad, ainda ministro da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, é mesmo uma figura ímpar. Raramente vi um político tão ligeiro em transferir a outros responsabilidades e falhas que são suas. Sempre que deu algum pepino no Enem ou no Sisu, escolheu um dos seus estafetas para falar em seu lugar. Raramente apareceu. No imbróglio daquele estupefaciente kit gay preparado para distribuir nas escolas, também sumiu, escafedeu-se. Negou-se até mesmo a dar explicações a dois parlamentares sobre a distribuição de camisinhas em escolas. Prestar contas não é com ele. Agora, ele se sai com mais uma: prometeu realizar duas provas do Enem por ano, não vai cumprir a portaria que ele próprio assinou e já tem um culpado na ponta da língua: a, pasmem!, Justiça!!! Caso venha a se eleger prefeito de São Paulo, os moradores da cidade já sabem: será inútil reclamar com ele.  Leiam o que informa a VEJA Online:

O ministro da Educação, Fernando Haddad, encontrou um novo culpado para não cumprir a antiga promessa de realizar duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano: a Justiça. O motivo seria a decisão da Justiça Federal no Ceará, proferida nesta terça-feira, que determina que todos os participantes do Enem tenham acesso à correção de suas redaçãoes - uma reivindicação de muitos estudantes. A decisão, vale lembrar, é de primeira instância, e a Advocacia Geral da União (AGU) já anunciou que vai recorrer, representando o MEC. A entrevista de Haddad foi concedida ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação.

“Não podemos colocar a máquina em fadiga. Há uma questão tecnológica a ser resolvida. É um problema novo que foi colocado e que não é tão simples assim”, disse Haddad, que se despede do MEC na próxima semana, transferindo o posto a Aloizio Mercadante. “Por enquanto, teremos um por ano até que tenhamos fôlego para atender às exigências. A questão está sendo discutida e pode não haver [o exame] em abril.”

No entanto, antes mesmo da decisão da Justiça Federal no Ceará, Haddad já havia colocado em xeque a realização das duas edições do Enem em 2012. No último dia 11, o ministro declarou que Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC responsável pelo Enem, enfrenta dificuldades para “dobrar o esforço da realização de uma prova de 5 milhões de pessoas”.

A nova orientação do ministro contraria portaria publicada no dia 20 de maio de 2011 no Diário Oficial da União. O texto determinava a realização do Enem “pelo menos duas vezes ano ano”, a partir de 2012, e definia até mesmo as datas de aplicação da avaliação federal no primeiro semestre: 28 e 29 de abril. De acordo com as declarações do ministro nesta manhã, a portaria, assinada pela presidente do Inep, Malvina Tuttman, corre sério risco de virar letra morta.

Por Reinaldo Azevedo

 

Uma boa e uma má notícia: Planalto confirma saída de Haddad da Educação e anuncia Mercadante

Por Rafael Moraes Moura, no Estadão Online:
O ministro da Educação, Fernando Haddad, deixará o governo na próxima terça-feira, 24, informou a Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. Haddad será substituído pelo atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. De acordo com a secretaria, o atual presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Raupp, assume a pasta de Ciência e Tecnologia no lugar de Mercadante.

Em nota, a presidente Dilma “agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros”. “Da mesma forma, (a presidenta) ressalta o trabalho de Mercadante e Raupp nas atuais funções, com a convicção de que terão o mesmo desempenho em suas novas missões.”

Na próxima terça-feira, 24, serão realizadas a posse e a transmissão de cargo dos novos ministros. Um dia antes, o Palácio do Planalto prepara um grande evento de bolsas do ProUni - Programa Universidade Para Todos para marcar a saída de Haddad do governo. No mesmo dia, segunda-feira, está prevista uma reunião ministerial, à qual devem comparecer Haddad, Mercadante e Raupp.

Por Reinaldo Azevedo

 

Com corte de meio ponto, Copom reduz juros para 10,5%

Por Gabriela Valente, no Globo:
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu - por unanimidade - cortar os juros pela quarta vez seguida em 0,5 ponto percentual. A taxa básica (Selic) caiu para 10,5%, como previu a maioria dos economistas. É a menor taxa desde junho de 2010. A expectativa maior não era pela decisão do Banco Central (BC), mas estava sobre o comunicado que a instituição divulgaria. A esperança era se ele dirimiria a principal dúvida dos analistas: até quando o BC continuaria a cortar os juros? Já que no horizonte, 2013 surge com expectativas de alta na inflação.

 

“O Copom entende que ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para meta em 2012″, afirmou a nota divulgada no início da noite após a reunião.

A maioria dos economistas acreditam em mais dois cortes de 0,5 ponto percentual seguidos. Assim, a taxa cairia para 9,5% em abril. Dois argumentos para essa aposta: a inflação nos últimos 12 meses está em 6,5% (limite máximo) e tende a cair não apenas por questões econômicas, mas por estatísticas. A fórmula de calcular o IPCA a partir deste ano será diferente com pesos menores para alimentação e educação.

Para o ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas, é importante a instituição dar um sinal de quais serão os próximos passos na condução da política monetária. Na sua avaliação, se o BC não desse um indicativo, isso significaria que o mercado subiria os juros nos contratos futuros o que impactaria negativamente os juros ao consumidor. “O BC está num dilema. É melhor ir em doses homeopáticas porque estamos no escuro. E quando se está no escuro, a gente tem de andar devagar”, disse o economista.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Leilão dos três principais aeroportos do país pode ser adiado

Por Geraldo Doca, no Globo:
O governo corre o risco de adiar o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos (Campinas), marcado para o dia 6 de fevereiro, em São Paulo, e esperado com grande expectativa pelo setor privado. A mudança no prazo pode ocorrer, porque o Tribunal de Contas da União (TCU) viu “várias inconsistências” no edital, conforme relatou uma fonte, que poderiam prejudicar a formulação das propostas e restringir a concorrência.

Segundo a fonte, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terá que fazer as correções determinadas pelo Tribunal e publicar um novo edital, o que resultará na reabertura do prazo. Pela lei de licitações, o leilão só pode ser realizado 45 dias após sua publicação.

Também pesam inúmeras dúvidas do setor privado sobre os editais. A Anac recebeu em torno de 1.100 questionamentos e ainda não conseguiu publicar a ata com as perguntas e as respostas. Terminou no último dia 13 o prazo para pedir esclarecimentos ao órgão regulador.

Oficialmente, o TCU evita comentar os problemas do documento, alegando se tratar de um tema polêmico. Há ainda a preocupação do Tribunal de não ser responsabilizado pelo adiamento do leilão, diante da necessidade urgente de ampliar a infraestrutura aeroportuária, tendo em vista os eventos da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas, em 2016.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Espalhem: Chalita é contra a operação na cracolândia. Ou: Chalita decidiu cassar as prerrogativas de Alckmin. Ou ainda: Chalita, que escreveu 7.398 livros, não sabe o que diz

Alguns aproveitam as circunstâncias para expor as unhas. O deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), adepto da “pedagogia do amor”, resolveu pôr pra fora seus punhos de renda. Resolveu entrar numa disputa para ver quem fala mais besteiras sobre a correta ação da Prefeitura e do governo do Estado na cracolândia.

Ele era um dos presentes àquela patuscada promovida pela ONG petista Nossa São Paulo (ver post anterior), aquela, sabem, dirigida pelo Oded Grajew do Lula… Convidado a se manifestar sobre a operação, ele a classificou de “desorganizada” e “desastrosa”. Disse mais:
“Acho que o prefeito [Gilberto Kassab] e o governador [Geraldo Alckmin] deveriam procurar a presidente da República [Dilma Rousseff] e buscar uma decisão real e não midiática. Colocar a polícia num lugar e tirar as pessoas para que elas possam ir para outros lugares é uma ação errada no conceito. A gente vai higienizar essas pessoas, vai jogá-las fora?”.

Como se nota, o amigão do padre acredita que prefeito e governador perderam a autonomia e não devem usar das prerrogativas constitucionais de que dispõem para governar. Ambos teriam, antes, de pedir licença à presidente Dilma Rousseff, a mais nova mulher madura por quem este pensador está a-pai-xo-na-do - intelectualmente falando, é evidente, já que, como revelou a própria Dilma, ela não é, assim, tão romântica…

Os números indicam o sucesso da operação, inclusive com a prisão de dezenas de foragidos. Com uma única traficante, foram encontrados 3 quilos de cocaína, 3,6 quilos de maconha e nada menos de 16 mil pedras. Vocês conhecem os dados. Sem a ação da polícia, ficaria simplesmente impossível separar o consumidor do traficante. Os agentes sociais não teriam nem como atuar na região - a não ser com a concordância dos “chefes” da área, que é o que faziam algumas ONGs picaretas, amigas de traficantes e viciados.

Chalita chama de “midiática” a ação do governo do estado e da prefeitura, mas não a do governo federal, que anunciou hoje que vai liberar, neste ano, em duas parcelas, apenas 1,28% do que disse que pretende investir na cracolândia.

Puxa-saco
Já lembrei aqui que Chalita era impiedosamente ridicularizado pela imprensa quando tucano em razão de suas patuscadas subliterárias e subfilosóficas. A este escriba, como sabem, nunca seduziu… Sua, digamos, “literatura” não chega a ser de auto-ajuda. Eu a classifico como arma de destruição em massa de neurônios. Só não é tão “em massa” assim porque vende muito menos do que dá a entender. Tão logo se bandeou para o “lado de lá”, passou a ser considerado um pensador que tem o que dizer e virou fonte de jornalistas e de colunas de fofoca política. Uma fala sua explica em parte o motivo. Ao comentar a nota baixa que os paulistas teriam dado aos políticos, ele comentou, como se não fosse um deles:
“Essa visão da classe política se deve à idéia de que político mente, político diz uma coisa e faz outra. São Paulo tem uma imprensa que faz o que um político deveria fazer, de entrevistar, de falar com a população”.

Viram? Agora ele é puxa-saco da imprensa e a trata como se fosse uma alternativa aos políticos, o que é uma visão cretina.

Ah, sim: ele ainda está destreinado na linguagem esquerdopata. Indagou: “A gente vai higienizar essas pessoas, vai jogá-las fora?” Chalita é mestre em aprender tudo com as orelhas. Não é assim que se fala. O conceito de higienismo social não compreende “higienizar as pessoas”, o que se faz com sabonete Lux e pasta de dente. A aplicação de uma política higienista compreenderia remover para sempre os viciados de lá, dando um jeito de fazê-los desaparecer socialmente. A medida em curso compreende justamente o contrário: há um centro sendo construído para tratamento.

O que Alckmin fez foi devolver a área ao estado de direito. Mas Chalita é contra. Se é contra, então entendo que queria a área entregue aos traficantes, como estava.

PS - Ah, sim: Chalita vive dizendo por aí que eu o critico a pedido de Serra. Que coisa! Até parece que eu preciso de alguém para me ajudar a entender as tolices que ele diz. Reitero o pedido. Espalhem que Chalita é contra a ação da PM na cracolândia.

Por Reinaldo Azevedo

 

ONG petista acostumada a mistificar volta a produzir números sobre SP para servir à campanha eleitoral e é tratada como entidade isenta

Existe uma ONG chamada Nossa São Paulo, da qual já falei aqui algumas vezes. É comandada pelo petista e ex-empresário Oded Grajew, que já foi assessor especial de Lula e é um dos fundadores do Fórum Social Mundial. É um daqueles ricos que só querem ser amados pelas esquerdas, o que conseguiu. Mas não vou aqui me dedicar a seu perfil, que vocês encontram por aí. O fato é que ele criou a tal ONG, agora “Rede Nossa São Paulo”, obteve o apoio de dezenas de empresas e entidades - de modo a conferir à coisa certo ar suprapartidário - e serve, com denodo, ao PT. Volta e meia, especialmente em ano eleitoral, a Nossa São Paulo produz uma montanha de dados que serve ao proselitismo petista. Seus números, depois, são alardeados nos jornais e nas rádios, sempre se omitindo quem é Grajew. O que é um trabalho partidário se confunde com a verdade.

Dou um exemplo do rigor com que essa gente opera. Em janeiro de 2008 - sim, ano eleitoral!!! -  Oded e sua turma vieram a público com uma pilantragem intelectual e matemática, que foi comprada inteiramente, daquela vez, pelo Portal UOL, que escreveu:
“Uma pesquisa realizada pela ONG Movimento Nossa São Paulo e divulgada nesta quinta-feira (24) traduz em números a desigualdade econômica e social entre as diferentes regiões da capital paulista. O estudo, feito com dados oficiais, fornecidos pela Prefeitura de São Paulo, revela que enquanto bairros de classe média como os de Pinheiros e Jardins têm serviços de saúde, educação e cultura semelhantes aos de países desenvolvidos, bairros da periferia da capital apresentam total carência de serviços essenciais.
O estudo revela quanto a Prefeitura efetivamente investe em cada uma das 31 subprefeituras da cidade. Ao analisar o orçamento de cada subprefeitura em 2006 e dividi-lo pelo número de habitantes atendidos, a ONG conseguiu detectar que o volume de recursos que chega aos bairros ricos é em média 4 vezes maior que chega aos bairros pobres.”

O leitor tinha todo o direito de ficar revoltado, né? Ocorre que eles usavam dados reais para contar uma falácia, para fazer uma conta de energúmenos ou de malandros. Sabem por quê? O orçamento das Subprefeituras CORRESPONDE A MENOS DE 4% DO ORÇAMENTO DA CIDADE. Pegar uma fatia ínfima desse Orçamento e tratá-lo como se representasse 100% é uma estupidez.

Nas contas perturbadas dessa turma, simplesmente não entram os investimentos das outras secretarias, prioritariamente voltados para as áreas pobres da cidade. O Hospital do M’Boi Mirim, por exemplo, entra na conta ou não? Não! E as AMAs que eram construídas nas periferias? E os novos CEUs? Ora, era e é absolutamente razoável que uma verba destinada basicamente à zeladoria seja maior em bairros já consolidados, onde bem pouco se pode investir.

Nossa São Paulo de volta
O ano eleitoral chegou, e a Nossa São Paulo está aí de novo para dizer quão detestável é São Paulo até mesmo num quesito em que a cidade é um “case” internacional. Leiam, em vermelho, trecho do que escreve Jair Stangler no Estadão Online. Volto em seguida.

A população deu notas baixas para Transparência e participação política em São Paulo (3,5)  e honestidade dos políticos (2,9), segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 18, pela Rede Nossa São Paulo.  O evento de lançamento da pesquisa Ibope sobre os Indicadores de Referência de Bem-Estar do Município (Irbem) contou com a participação dos pré-candidatos a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS),  além de representantes dos demais partidos. O PT enviou o vereador Antonio Donato no lugar de Fernando Haddad, que cumpria agenda como ministro; o PSOL, que ainda não definiu candidato, mandou o presidente municipal da legenda, Maurício Costa, e o PV, também sem candidato, mandou Luiz Carlos Bosio, da executiva municipal. PTB e PSDB não mandaram representantes.
(…)
A pesquisa mostrou ainda crescimento de insegurança na cidade. De 24% que consideravam a cidade nada segura em 2010, o número passou para 35% em 2011. Os pré-candidatos aproveitaram o dado para linkar com a questão da cracolândia, que vem pautando o debate na cidade nos últimos dias.

O Irbem constatou, entre outros dados, que 56% se mudariam da cidade se pudessem, 51% mais que no ano passado. Das 25 áreas, 19 receberam notas abaixo da média, que é 5,5. A nota geral para a qualidade de vida teve leve queda, passando de 5 para 4,9. A pior nota foi para Transparência e participação política, com 3,5. Acessibilidade para pessoas com deficiência ficou em 3,9 e Desigualdade Social com 4.

O levantamento apontou ainda preocupação dos paulistanos com o tempo de espera para ônibus - 22 minutos - e no tempo de espera para atendimentos de saúde - 52 dias para realização de consultas no serviço público, 65 para realização de exames e 146 dias para procedimentos complexos. Os números apresentaram melhoras, mas ainda são considerados altos.

30% consideram a atual administração municipal ruim ou péssima, contra 21% em 2010. Também houve queda no grau de confiança em instituições. A Câmara Municipal teve as piores respostas de desconfiança, com 69%, seguida pelo Tribunal de Contas do Município (63%) e pela Prefeitura (64%).
(…)

Voltei
A Nossa São Paulo faz alarde da pesquisa, certamente, na expectativa de que Kassab se aliará a tucanos na disputa pela Prefeitura. Não contava, creio, com a hipótese de que possa estar junto com Fernando Haddad…

Releiam este trecho do texto do Estadão: “A pesquisa mostrou ainda crescimento de insegurança na cidade. De 24% que consideravam a cidade nada segura em 2010, o número passou para 35% em 2011.” Que coisa! Nem mesmo se opta pela expressão “sensação de segurança”. Nada disso! Afirma-se que houve “crescimento de insegurança”. Não houve, não! A cidade nunca foi tão segura, com índice de homicídios, por exemplo, abaixo dos 10 por 100 mil habitantes. São Paulo é hoje a capital em que menos se mata. A redução de homicídios é de tal ordem que passou a ser um caso estudado internacionalmente.

Mas e daí? Observem que a capital que tem, inegavelmente, na média, os melhores serviços urbanos - é claro que há áreas mais ricas e áreas mais pobres - é caracterizada como um verdadeiro inferno. Está à espera do quê? Ora, do Godot com a estrela vermelha. Ou, então, quem sabe?, à espera dos bárbaros.

Diferenças
Outro dia um leitor indagou por que intervenção em cracolândia, no Rio, contava com o apoio da imprensa, das esquerdas, das ONgs etc. Respondi o óbvio: porque o PT é situação. Então não há crítica possível. Em São Paulo, como a gente sabe, “eles” estão na oposição.

O Estadão deu especial destaque para as notas aos políticos. É… Vai ver precisamos de uma cidade gerenciada por aquela inigualável ética petista. Algum espírito de porco poderia indagar, tentando ser sarcástico: “Não seria ruim, Reinaldo! Seria a ética que demitiu seis ministros acusados de corrupção”. Ao que eu responderia: “Não! Seria a ética que nomeou os seis acusados de corrupção!”

A Nossa São Paulo, independente como um táxi, produziu mais uma vez uma cartilha com arsenal para ser empregado pelo PT. Se o partido estiver unido a Kassab, aí a turma dá um jeito de dizer que é tudo culpa do PSDB e que, sem Kassab, poderia ter sido ainda pior…

Por Reinaldo Azevedo

 

Competência de Aloizio Mercadante assombra o mundo!!!

Ah, sim! Este blog havia cometido uma falha e deixado de registrar mais um sucesso formidável na carreira de Aloizio Mercadante, que está pronto para levar sua estupenda competência para o Ministério da Educação. Faça-se justiça a Lula num particular: em oito anos de governo, jamais deu um ministério ao homem. Acabou convencendo Dilma a fazê-lo… Leiam texto da Folha:

Brasil é acusado de atrasar construção de megatelescópio

A construção do maior e mais avançado telescópio espacial do mundo, em solo chileno, está atrasada por causa do Brasil.  A afirmação é de Tim de Zeeuw, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), o conjunto de instrumentos de observação em solo que mais produz publicações científicas no planeta.

“Fizemos várias tentativas de falar com o ministro da Ciência e Tecnologia [Aloizio Mercadante], mas nunca obtivemos qualquer resposta. Só silêncio”, disse de Zeeuw em um encontro com jornalistas brasileiros no Chile. Em dezembro de 2010, o Brasil assinou um compromisso de adesão ao ESO. O país seria o 15º membro do observatório, o único não europeu.

Para formalizar o acordo, porém, o texto precisa passar pelo Congresso e pelo Ministério das Relações Exteriores. O responsável por enviar esse material para a votação é o titular da pasta de Ciência e de Tecnologia, mas isso não aconteceu. Ao tornar-se membro do ESO, o Brasil tem amplo acesso às avançadas instalações do grupo. A contrapartida é o pagamento de uma anuidade.

Os cientistas brasileiros, porém, já receberam o direito de usar o observatório, como se o país fosse membro pleno. A bandeira do Brasil figura no site e em todo o material oficial do ESO.  Pelas negociações iniciais, o acordo deveria ter sido enviado para o Congresso até dezembro do ano passado. As contribuições financeiras deveriam ter começado em 2012.

A indefinição já começa a ameaçar os projetos que dependem da participação brasileira, sobretudo a construção do E-ELT (European Extremaly Large Telescope), um gigante de 40 metros no deserto do Atacama, no Chile. “Sem a definição do Brasil, o ESO não tem como começar os contratos de construção. Essa demora é algo que me surpreende muito, especialmente com as condições que foram oferecidas ao país”, disse de Zeew. Essa não é a primeira vez que o país atrasa seus compromissos na área espacial.

O Brasil prometeu à Nasa e a outras agências, em 1997, que daria US$ 100 milhões para a construção da ISS (Estação Espacial Internacional), além de fabricar peças. O país nunca entregou os componentes e pagou só US$ 10 milhões do prometido. Acabou afastado do projeto. O diretor do ESO afirma que, se até o meio do ano a questão não for resolvida, o país pode ser substituído por Rússia, Israel ou Austrália, que têm interesse no projeto.

Por Reinaldo Azevedo

 

Se não existe memória, então tudo é permitido

A ação anticrack do governo federal em São Paulo também é evidência de um rebaixamento: o da qualidade da mentira. Houve um tempo em que ainda havia  disposição de boa parte da imprensa e dos agentes públicos para confrontar os petistas com a realidade. De adesão em adesão, as coisas foram mudando. E o Planalto já nem se ocupa mais em mentir direito. “Ah, qualquer coisa serve mesmo!”

Assim, um ministro de Estado, como Alexandre Padilha, vai à cracolândia, afirma que o governo federal pretende, em 2012, investir R$ 6,4 milhões no programa de combate à droga. Mas, até 2014, serão R$ 500 milhões, hein!!!. Ulalá: 1,28% agora e os demais 98,72% nos dois anos seguintes. Muito bem!

Na inauguração de uma creche - Dilma deveria ter construído 1.695 só no ano passado (fez quantas?), Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, discursa como se fosse o pai do Fundeb. Seu partido combateu este fundo, quando ele ainda se chamava Fundef.

Desmemoriados
Qual é o benefício que encontram os picaretas quando falam a desmemoriados ou a serviçais da causa? Não precisam jamais se explicar nem se ocupar com a coerência e com a história.

Se não existe memória, então tudo é permitido.

Por Reinaldo Azevedo

 

Dilma entope SP com verba anticrack: pretende liberar neste ano 1,28% do dinheiro prometido! Mas em duas parcelas!

Então vamos lá, desafiando o que parece tão óbvio. O governo federal passou a se interessar pela cracolândia, em São Paulo. Até outro dia, os petistas consideravam a região intocável, e à menor menção de intervir ali despertava a fúria cidadã da companheirada, que saía gritando, agarrada à não-batina do tal padre: “Higienismo!” . Leiam o que vai no Estadão Online. Vamos ver se vocês percebem algo de estranho. Volto em seguida.

Por Wladimir D’Andrade, da Agência Estado:
O governo federal deu início hoje (18) à liberação de R$ 3,2 milhões para serem aplicados nos próximos seis meses em políticas de combate ao crack na cidade de São Paulo. Somados a mais R$ 3,2 milhões previstos para o segundo semestre, o repasse de recursos ao município totalizará R$ 6,4 milhões em 2012. A informação sobre a liberação foi divulgada durante visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, às obras do Complexo da Rua Prates, construído para abrigar e oferecer assistência médica e social a dependentes químicos na região central da capital paulista.

Ao todo, o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack do governo federal prevê o repasse de R$ 500 milhões para o Estado de São Paulo até 2014. Os R$ 6,4 milhões fazem parte desse montante. Segundo o ministro, os recursos iniciais serão utilizados para a criação de 16 equipes de profissionais médicos e assistentes sociais que vão identificar e encaminhar a unidades especializadas os dependentes que necessitam de tratamento na cidade de São Paulo.

A verba também será destinada à inauguração de dez unidades de atendimento que irão aumentar em 100 a 150 o número de leitos utilizados para a internação de dependentes por longos períodos. A previsão é que essas unidades estejam prontas até o final de março. Além disso, segundo Padilha, está prevista a contratação de mais leitos em clínicas terapêuticas com os recursos liberados pelo governo federal.

“O crack é um problema de todo o País”, afirmou o ministro, ao classificar o avanço da droga em território nacional como “epidemia”. “É necessário uma integração entre assistência social e de saúde aos dependentes”, completou. Já o prefeito Gilberto Kassab destacou a parceria entre os poderes executivos. “Esse é um trabalho que precisa ser feito em conjunto, Prefeitura, governo federal e governo estadual”, disse.

As declarações de Padilha e do prefeito foram feitas no canteiro de obras do Complexo da Rua Prates, o primeiro da cidade que reunirá em apenas um lugar assistência social e de saúde para dependentes químicos. A construção está sendo conduzida pela Prefeitura paulistana, que ficará responsável pela assistência aos dependentes adultos e adolescentes. O governo federal cuidará do atendimento médico e ambulatorial.

O cronograma da Prefeitura prevê que o complexo funcionará a partir do começo de março, quando já deverão estar prontos o albergue para 1.200 pessoas e o centro de convivência. Até meados de março serão entregues o albergue das crianças e adolescentes e o restante da parte destinada à assistência social. No final de março, deverão funcionar os serviços médicos.

PM. Questionado se as ações de repressão da Polícia Militar (PM) na cracolândia pegaram o governo federal de surpresa, Padilha se esquivou de uma resposta direta. Disse que desde dezembro conversava com a Prefeitura paulistana e o governo estadual sobre a liberação dos repasses para o combate ao crack e minimizou o fato de o governo federal não ter sido avisado das operações da PM. “Existem várias ações no âmbito da Prefeitura que o Ministério não precisa ser avisado”, afirmou.

Voltei
Viram? O governo federal continua a ter tudo na ponta da língua. O seu programa de combate ao crack é tão bom, ágil e presente quanto cinco mil creches e três milhões de casas… Tenham a santa paciência! A quem tentam enganar? Pelo visto a quase todo mundo, incluindo a imprensa.

Então ficamos assim. O tão alardeado plano de intervenção do governo federal para São Paulo prevê ESTUPENDOS R$ 6,4 milhões (Ohhh!!!) neste ano de 2012. Mas não de uma vez, hein?! Em duas parcelas! Metade só vem no segundo semestre. Com essa montanha de dinheiro, Padilha anuncia a criação de 16 equipes de médicos e outros profissionais, ampliação de 100 a 150 leitos de atendimento e a contratação de mais clínicas. Cristo multiplicou o pão. Padilha multiplica o dinheiro destinado ao combate ao crack.

A coisa é ridícula por sua própria natureza. Até 2014, diz o ministro, estão previstos para São Paulo nada menos de R$ 500 milhões. Entendo! Em 2012, tudo sendo entregue conforme o prometido, o governo repassa, ATENÇÃO!, 1,28% do planejado. Os outros 98,72% ficam para 2013 e 2014.

E a coisa é anunciada assim, com essa cara-de-pau. Padilha, claro!, não endossou a ação da Polícia Militar. Preferiu driblar o assunto. Ora, se boa parte da imprensa não reconhece que, sem a correta ação repressiva, é impossível começar a trabalhar, por que seria um petista a fazê-lo?

O dado mais notável destes tempos, inclusive no que concerne a setores do jornalismo, é que o petismo não precisa nem mesmo se esforçar para dar sentido aos absurdos que anuncia. Muito bem, gente! O governo federal está atento à cracolândia, tá? Até o fim deste semestre, estado e prefeitura podem se esbaldar com 0,64% de tudo o que Dilma pretende investir.

Governar assim é fácil demais! Um mente, o outro anuncia, e quase ninguém faz conta.

Por Reinaldo Azevedo

 

A operação Haddad e a mentira como método. Ou: Cadê as 1.695 creches, soberana?

Outro dia recebi um comentário mais ou menos assim: “Reinaldo, você é o ultimo oposicionista do Brasil!” Numa reunião de jornalistas, contam-me, alguém se referiu à oposição, e um desses jornalistas isentos, engajados no governismo, ironizou: “Que oposição? O Reinaldo Azevedo?” e riu satisfeito. Os gracejos - um amistoso, outro hostil - são falsos de várias maneiras, mas refletem o espírito do tempo.

Não sou “de oposição” porque não faço política partidária. Já fui hostilizado por alguns tucanos, por alguns democratas e, obviamente e desde sempre, pelas esquerdas. E mantenho relações cordiais com pessoas de todas essas correntes. Mas, obviamente, não sou da turma do pudê. Meus valores não estão representados nesse governo - todo mundo que me lê sabe disso.

Tampouco sou o único, inclusive da imprensa, a ter um posicionamento crítico em relação ao petismo - na verdade, a governos. Há muito mais gente. “Sempre crítico, não imposta o tema?” Não! Contra alguns parceiros liberais, com os quais costumo estar alinhado, defendi, por exemplo, a decisão de baixar os juros - e ainda os considero excessivamente elevados, a despeito de todos os motivos que explicam a taxa. No caso daquela patuscada de Belo Monte, eu e os petistas de carteirinha estivemos do mesmo lado. Eu nunca me ocupo em saber antes o que os outros pensam para depois dizer o que eu penso. E nem tudo o que não é petismo me interessa. Como sempre digo tudo, lá vai mais uma vez: considero o marinismo mais obscurantista do que o petismo.

Mas acabei me alongando demais nos considerandos introdutórios, hehe - “Diga-me um de seus defeitos, Reinaldo…” E eu diria: “Escrever demais!” Sigamos. Confrontar o que se diz com os fatos não é “fazer oposição”, mas expressar apreço pela verdade. No post anterior, vemos um Haddad todo ancho, a afirmar: “O governo federal não tinha programa para a educação infantil. Incluímos a creche e pré-escola no Fundeb [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica] e repassamos recursos para investimentos.”

Huuummm… Como é que se conta a verdade inteira? O PT FOI CONTRA A CRIAÇÃO DO FUNDEF, que antecedeu o Fundeb - na verdade, o “b” substituindo o “f” foi mais uma das patranhas petistas. Resolveram botar marca nova no que já havia. Quem criou o Fundef foi o ministro Paulo Renato, este, sim, um grande ministro da Educação, a despeito da história recontada pela ligeireza de Sérgio Cabral. Grande e perseguido pela escória sindical.

O petismo fez com o Fundef o mesmo que fez com o “Bolsa Família”. O partido era contra as bolsas, chamava-as de “esmola”. Lula o disse LITERALMENTE. Mais: afirmou que pobre que recebia dinheiro do governo deixava de plantar macaxeira, sugerindo que se tornava um vagabundo. Em lugar do programa, inventou um troço que nunca chegou a existir: o “Fome Zero”. Algum tempo depois, dados o insucesso e as trapalhadas da iniciativa, reuniu, por decreto, todas as bolsas criadas pelo governo FHC numa bolsa só: a “Família”. E passou a cacarejar. Como Haddad cacareja agora.

FHC chegou ao poder, em 1995, e a taxa de matrícula no ensino fundamental era de 89%. Quando Lula assumiu, estava perto de 98% - o mesmo índice em que está agora. No início do governo tucano, havia 33% dos brasileiros de 15 a 17 anos fora da escola; no fim, eram  18% - redução de 15 pontos percentuais (ou 45%). No governo Lula, caiu para 14,8% (redução de apenas 20%). Uma coisa é assumir a Presidência sem dispor de um instrumento para intervir da educação, ter de criá-lo (enfrentando a oposição de petistas e de seus aliados sindicais) e operá-lo com eficiência, como fez Paulo Renato. Outra, distinta, é chegar com tudo pronto, com o fundo disponível, e poder trabalhar sem ter de enfrentar sabotadores - porque, afinal, os sabotadores passaram a ser poder… Paulo Renato criou ainda o Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Básico) - a portaria que o instituiu é de dezembro de 1994, mas só começou a existir, de verdade, no governo tucano - e o Exame Nacional de Cursos, depois rebatizado de Enade pelos petistas. No post abaixo, a gente lê que Sérgio Cabral considera Haddad o melhor ministro da Educação da história do Brasil. Claro, claro… Quando se tem a determinação de puxar o saco de alguém, os fatos contam muito pouco. E eu trato de fatos.

Finalmente, no que diz respeito ao post abaixo, vemos Dilma e Haddad a fazer proselitismo na inauguração de uma creche. Não porque eu seja da oposição (não sou; até porque a oposição não parece ser de oposição, hehe); não porque eu esteja determinado a não reconhecer os méritos dos companheiros (a acusação é tola), mas porque, mais uma vez, estamos diante de fatos.

DILMA PROMETEU, NA CAMPANHA ELEITORAL, CONSTRUIR CINCO MIL CRECHES ATÉ 2014. As metas para 2011, aliás, eram estas:
- 3.288 quadras esportivas em escolas;
- 1.695 creches;
- 723 postos de policiamento comunitário;
- 2.174 Unidades Básicas de Saúde;
- 125 UPAs.

Quantas creches a soberana construiu até agora? Lembro, como arremate, que Lula prometeu erguer um milhão de casas, e Dilma, mais dois milhões. No ritmo de entrega, na conta que fiz em dezembro, a promessa será cumprida daqui a 22 anos…

Encerro
“Pô, Reinaldo, quem tem de dizer essas coisas é o Sérgio Guerra, é o Aécio, é a oposição…” Eu não tenho a menor pretensão de pautar que quer que seja.

Eu sei o que eu tenho a obrigação de dizer.

Por Reinaldo Azevedo

 

Começou a “Operação Haddad”. Como de hábito, ancorada na mistificação

É…

Considerando que eles nunca foram conhecidos por seu excessivo amor à democracia, digamos que estejam cumprindo o seu “papel histórico”, como gostam de dizer alguns esquerdistas: a construção, na prática, de um Partido Único, onde caiba de tudo. Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida.

Dilma usa inauguração para exaltar Haddad

Por Italo Nogueira, na Folha Online:
A presidente Dilma Rousseff usou evento de inauguração de uma creche na tarde desta quarta-feira (18) para exaltar o ministro da Educação, Fernando Haddad, que sairá da pasta para disputar a eleição à Prefeitura de São Paulo. Na cerimônia de inauguração da creche Júlia Moreira da Silva, em Angra dos Reis (RJ), Dilma o classificou como “um dos grandes ministros desse país na área de Educação”. Haddad também foi elogiado por outros políticos presentes no evento.

“Ele viu que a Educação tinha que começar e ter importância desde a criança ao nascer. Quando ele cunhou a frase que a educação era um projeto da creche à pós-graduação, cunhou uma coisa importantíssima para o Brasil, que é a igualdade de oportunidade”, disse a presidente.

Em tom de despedida, Dilma disse que Haddad merece “reconhecimento” antes de sair do governo. “O ministro Fernando Haddad vai sair do governo, enfrentar outra realidade. Ele merece o reconhecimento do meu governo e do presidente Lula pela contribuição que deu para que pudéssemos aprofundar esse momento do país, que é de crescer e distribuir renda”, disse a presidente.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que Haddad foi o melhor ministro da Educação que o país já teve.
“Dizem que Anísio Teixeira foi um grande ministro da Educação, e Gustavo Capanema [também]. Sem dúvida foram, mas em períodos não tão densamente democráticos como esse –uma coisa é ser ministro do Estado Novo, ou ser ministro de um período em que o presidente não chegou ao poder eleito diretamente. Onde não havia Ministério Público ou imprensa livres. Outra coisa é ser ministro, graças a Deus, com MP e imprensa livres. Não tivemos no período democrático ministro da Educação que se compare a Haddad.”

O ministro foi econômico no discurso. Agradeceu Dilma pelo “gesto” de inaugurar a creche e exaltou o aumento das matrículas em creches e universidades durante o governo Lula. “O governo federal não tinha programa para a educação infantil. Incluímos a creche e pré-escola no Fundeb [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica] e repassamos recursos para investimentos.”

Comento
Ainda volto ao tema no próximo post. Perguntem aos milhões de estudantes que fizeram o maior vestibular do mundo, inventado por Haddad, o Enem, o que eles pensam da atuação deste mago da educação. Sérgio Cabral, como sempre, está dedicado a seus superlativos encomiásticos, que não encontram lastro na realidade. Ele próprio deve se achar o maior governador que o Rio já teve, como bem sabe a população da região serrana do estado.

Em algum lugar, li que Cabral não era exatamente um estudante dedicado. Nota-se. História do Brasil não estava, certamente, entre as disciplinas em que mais se destacava. Mas há muito mais a respeito.

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo

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