Chuvas agravam precariedade das estradas estaduais e ameaçam escoamento da safra do Oeste da Bahia

Publicado em 26/01/2012 07:42 679 exibições
Os recordes de produção que fizeram do Oeste da Bahia a maior fronteira agrícola do Brasil e despertaram o interesse do mundo para esta região são, agora, uma ameaça para a sua própria viabilidade. Isto porque a precariedade da estrutura logística regional atravanca a produção crescente, comprometendo o escoamento da safra. Esta situação aumenta os custos para o produtor e tira sua competitividade, em um mercado de commodities, onde cada real economizado na produção tem grande peso na remuneração do agricultor.

O Oeste deve colher, na safra 2011/12, sete milhões de toneladas de grãos, segundo a estimativa do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Dentre as principais culturas estão a soja, o milho e o algodão. O transporte rodoviário, praticamente o único modal de escoamento dos grãos, é comprometido pelas péssimas condições das rodovias estaduais. Não bastasse a falta de manutenção da grande malha viária vicinal, as chuvas sazonais prejudicaram ainda mais o pouco asfalto remanescente, e tornam intrafegáveis muitos dos trechos.
 
Ameaçados pelo problema, os agricultores, representados pela Aiba, propõem a instituição de uma Parceria Público Privada (PPP) para a recuperação e manutenção das rodovias. A entidade formalizou o pleito no início do ano, com cartas protocoladas em audiência com o secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, Otto Alencar, e ao Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia, Derba.

De acordo com o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, a proposta é uma ação emergencial para minimizar os problemas no escoamento da safra atual. Pela proposta, o Derba participa com as máquinas e equipamentos, e os produtores entram com o transporte do cascalho e assistência nas frentes de trabalho.

“Trata-se de uma solução paliativa para não inviabilizar esta safra. Em médio prazo, esperamos a pavimentação de alguns trechos estratégicos para o que contratamos projetos executivos no âmbito do Programa de Rodovias Estaduais do Oeste Baiano, para uma parceria entre Aiba, Governo da Bahia e Banco do Nordeste”, diz Pitt.

Intransitável

A situação é crítica em muitos trechos, segundo o vice-presidente da Aiba. Ele lista como principais:

- BA 458 – que liga a BA 459 (Anel da Soja) à região da Garganta, até o Km 135 (Panambí);

- BA 461 – que escoa toda a produção da região de Bela Vista, fazendo a interligação entre a BA 460 e a BR 242, trecho que totaliza 56 quilômetros, sem pavimentação;

- BA 462 – que escoa a produção das Regiões de Novo Paraná e Alto Horizonte, fazendo a interligação entre a BR 020 e a BR 242 – com 58 quilômetros de extensão, sem pavimentação;

- BR 242 – via fundamental para escoamento da produção agrícola do município de Luis Eduardo Magalhães, no trecho entre a interseção com a BA 460 até a divisa com o estado do Tocantins, equivalente a 49 quilômetros sem pavimentação;

- Estrada Timbaúba, braço da BR 020 no sentido da Serra, em 45 quilômetros;

- Estrada da Soja, braço da BR 020, sentido da Serra, em 33 quilômetros.

- Anel da Soja (BAs 458, 459 e 460), vias pavimentadas, com extensão de 200 quilômetros, em péssimo estado de conservação.

- Trecho da BR 135 (Barreiras até São Desidério) e BA 463 (São Desidério até Roda Velha, entroncamento com a BR 020).

 “Há estradas intransitáveis. Várias delas são BAs sem pavimentação, de chão batido, que se acabaram com as chuvas. Isso é inconcebível em uma região pujante como o cerrado da Bahia”, diz Pitt. Ele complementa, ainda, informando que a manutenção de boa parte da BA 458, que liga a BA 459 (Anel da Soja) à região da Garganta, até o Km 135 (Panambí), está sendo executada com máquinas fornecidas pelo Estado do Tocantins, abrindo corredores estratégicos para o escoamento da produção para aquele estado.

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Aiba

2 comentários

  • Emanuel Geraldo C. de Oliveira Imperatriz - MA

    Quem mandou votar no PT? Lula loteou os ministerios, a corrupção impera, solta, na verdade é estimulada. O dinheiro esta na corrupção e o brasileiro NÃO REAGE! Até quando?

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  • joao luiz ryzik floresta - PR

    se o governo da bahia não tem condições de cuidar dessas estradas então doa para o tocantins la os agricultores foram previlegiado com asfalto e rede de energia; na bahia quem quisesse ter energia teve que puxar com o dinheiro do bolso; o anel da soja foi dinheiro doado pelo japão para fazer o asfalto hoje não consegue tapar os buraco, ano passado eu e mais alguns agricultores tampamos varios buracos entre a ouro verde e a mato sul;ja não to nem falando das estradas das fazenda essa nois ja cuida .cade o secretario do transporte sr governador

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