Exportações baianas crescem 35,3%

Publicado em 15/02/2012 10:42 458 exibições
Com o crescimento de 35,3%, as exportações baianas atingiram US$ 813,5 milhões em janeiro, mesmo com a crise financeira na Europa, restrições impostas às importações na Argentina e à volatilidade do câmbio. Para o coordenador de Comércio Exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Arthur Souza Cruz, "o bom desempenho das exportações frente a janeiro de 2011 resultou, principalmente, da expansão do volume total embarcado, que alcançou 33,6%".

De acordo com ele, derivados de petróleo (127,2%), produtos metalúrgicos (109,4%), metais preciosos (198%) e algodão (145%) foram os itens com maior expansão. Juntos, esses setores foram responsáveis por 50% do total da receita de exportação do mês", disse Arthur Cruz. Contribuiu ainda para o bom desempenho, em janeiro, o aumento médio de 6,84% nos preços praticados em relação a igual mês do ano passado.

Influências – Os itens com maior valorização foram petróleo, ouro, magnesita e algodão. Também influenciaram positivamente a recuperação, mesmo que lenta, da economia americana e o ainda forte ritmo da economia asiática, maior destino para as vendas baianas no período.

Já as exportações para a União Europeia diminuíram 15,8% em decorrência do agravamento da crise na Zona do Euro, enquanto que as restrições impostas à compra de produtos importados na Argentina – como licenças não automáticas de importação e retenções demoradas nas alfândegas – provocaram queda de 3,6% nas vendas ao Mercosul. Em 2011, a Argentina foi o principal destino das exportações baianas, com 13,3% de participação.

Importações – Em janeiro, as importações também cresceram, porém com menor vigor em relação às exportações, alcançando US$ 654,6 milhões, que representaram alta de 19,5% em relação ao mesmo mês de 2011. O saldo comercial do estado ficou em US$ 158,8 milhões – 198% acima de igual período do ano passado.

Em comparação ao mesmo mês de 2011, as importações registraram crescimento, principalmente no setor de bens de consumo, com os automóveis liderando a pauta, seguidos de nafta, minério de cobre e cacau.

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Fonte:
Seagri - BA

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