Para combater aftosa, Brasil e Paraguai vão compartilhar mapa cartográfico da região da fronteira

Publicado em 09/03/2012 17:50 438 exibições
Elaborar um mapa cartográfico unificado da faixa de 15 quilômetros a partir da fronteira, onde vigorava as restrições da Zona de Alta Vigilância (ZAV), e atualizar a identificação individual de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos no Brasil e Paraguai. Estas foram algumas das definições tomadas durante a reunião entre representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Serviço Nacional de Calidad e Salud Animal (Senacsa), que aconteceu no Sindicato Rural de Ponta Porã (MS), nesta quinta e sexta-feira (08 e 09.03), com objetivo de intensificar as medidas preventivas contra a febre aftosa em curso nos dois países.
O encontro teve a presença do diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, e do presidente do Senacsa, Félix Otazu Leguizamón. Entre as práticas a serem adotadas estão o alinhamento de critérios para a identificação das propriedades de risco. “Algumas ações tinham critérios diferentes em cada lado da fronteira. Com a unificação de critérios a vigilância será mais padronizada”, explica o médico veterinário da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Horácio Tinoco, presente no encontro.
Entre as ações programadas também estão medidas preventivas tais como treinamentos sanitários educacionais para produtores e estudantes nos dois lados da fronteira e o fortalecimento do intercâmbio de informações de cadastro e das marcas dos animais. Outra medida alinhada será a análise criteriosa da eficiência das campanhas de vacinação. Todas as ações programadas em conjunto serão executadas na extensão de fronteira que vai de Porto Murtinho, região pantaneira, até Mundo Novo, Sul de Mato Grosso do Sul.
O diretor do Mapa afirmou que só ações conjuntas vão possibilitar que o continente sul-americano se livre da aftosa. "É possível erradicar a doença, pois sabemos como ela se comporta. Precisamos de políticas permanentes de melhoria do serviço sanitário", afirmou. “O problema não é brasileiro ou paraguaio. O problema é nosso”, enfatizou o superintendente Federal da Agricultura (SFA), Orlando Baez.
A próxima reunião entre autoridades sanitárias dos dois países foi marcada para outubro, no Paraguai. “Foi uma reunião produtiva na medida em que houve transparência dos dois países, ficou clara a disponibilidade de ambos para ações cooperadas e avançamos com medidas extras de prevenção”, avaliou o presidente da Famasul, Eduardo Riedel.
Além do Mapa, Senacsa e Famasul, participam da reunião na fronteira a secretária de Produção e Turismo de MS (Seprotur), Teresa Cristina Dias, o superintendente Federal da Agricultura (SFA), Orlando Baez, a diretora da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), Cristina Carrijo, e representantes de sindicatos rurais dos municípios de Antônio João, Aral Moreira, Caracol, Bela Vista, Sete Quedas e Ponta Porã.
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Famasul

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