Acordo selado: Código Florestal será votado em abril, diz Ciro Siqueira

Publicado em 28/03/2012 01:39 e atualizado em 28/03/2012 07:25 1781 exibições
do blog www.codigoflorestal.com
Terminou na madrugada na residência do Presidente da República em exercício, Deputado Marco Maia, uma reunião entre todos os líderes de partidos da Câmara. Maia afiançou um acordo com os líderes para votar o Código Florestal em abril. Em troca os partidos encerrarão a obstrução às votações de interesse do governo, incluindo a lei geral da Copa que deve ser votada amanhã. Não há acordo sobre o mérito do texto a ser votado, nem sobre o dia exato da votação.

Perguntei via twitter ao deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara que tem sido um bastião em defesa da agricultura nacional, sobre quem garantiria a votação do Código Florestal uma vez que não se firmou nenhuma data para a votação do texto. Veja a resposta.

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Ao que tudo indica o Legislativo resolveu exercer sua inpendência. Agora, ou a Ministra Izabella e os ambientalistas do governo entram num acordo com o setor rural brasileiro, ou dizem porque que não entram.

Texto anterior, publicado na 2a.-feira:

segunda-feira, 26 de março de 2012

Governo recua e reabre negociações sobre texto de reforma do Código Florestal

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A agência Reuters informou hoje que o governo reabriu o diálogo sobre o Código Florestal nesta segunda-feira e há disposição de negociar partes do texto com o relator da matéria, deputado Paulo Piau. A posição do governo era a de não abrir mão do texto aprovado no Senado que, segundo cálculos do próprio Ministério do Meio Ambiente, levará à destruição de 33 milhões de hectares de áreas agrícolas em APPs.

Por determinação da Presidente Dilma, que assumiu pessoalmente as negociações, o governo chamou Paulo Piau para uma conversa nesta segunda. Dilma quer saber do relator quais pontos texto do Senado precisam ser negociados para que haja um mínimo de segurança na votação.

Depois do puxão de orelha da presidente as ministras brucutus, Ideli Salvatti e Izabella Teixeira, mudaram o tom. Ambas iniciaram as negociações com os deputados assumindo a posição intransigente de aceitar apenas o texto do Senado, algo que os deputados já haviam dito que iriam modificar. Diante do impasse e da demostração de força da Câmara, que majoritariamente quer reformar o Código Florestal, as brucutus e o governo recuaram.

Agora há noite Ideli disse ao G1 que o governo vai discutir um "calendário" de votação do projeto que modifica o Código Florestal. "Nós tínhamos a convicção de que tudo que tinha sido feito no Senado poderia ser aprovado pela Câmara. Infelizmente parece que isso não corresponde à realidade", disse Ideli. Caiu na real, a brucutu.

Já a outra ministra canto-de-parede, Izabella Teixeira, foi destacada pelo Planalto para reabrir as negociações com relator Paulo Piau. Piau voltou a dizer à Izabella que os deputados não querem endossar destruição de agricultura e querem modificar a parte do texto que trata da recuperação nas APPs. "O governo ainda não revelou os pontos que podem entrar em negociação, mas quis saber o que realmente estava pegando", disse o Paulo Piau à Reuters.

Izabella saiu da reunião com Piau dizendo que pode recomendar a prorrogação do decreto insólito que torna crime a produção agrícola brasileira que vence no dia 11 de abril. "Se tiver necessidade de prorrogar o decreto para ter uma decisão que seja em torno da sustentabilidade das atividades florestais e da conservação da biodiversidade não tem nenhuma dificuldade de eu propor a prorrogação do decreto", disse a ministra Izabella.

Eis aí. Agora é negociar com o governo de pé, feito homem e com cuidado. Izabella é uma águia e piau é um peixe. A emenda pode ficar pior para os produtores rurais do que o soneto das ONGs.

A foto que ilustra o post é de José Cruz, da Agência Brasil.


terça-feira, 27 de março de 2012

Tudo bem. OK. Vamos preservar a Amazônia. Vamos salvar o mundo. Mas o que Maria leva?

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Governadores de estados amazônicos reunidos em Belém: Estamos fazendo nosso parte buscando a preservação da Amazônia, mas não estamos ganhando nada com isso. Onde estão as compensações do povo da Amazônia?
Foto: Cristino Martins / Agência Pará
Representantes dos governadores de estados da Amazônia se reuniram ontem em Belém para elaborar a "Carta da Amazônia", um documento conjunto que reunirá as demandas da região à Rio+20. Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso e um representante do Governo Federal se fizeram presentes.

O objetivo dos governadores é constituir uma voz única, que dará maior ressonância às necessidades da região. A Carta é “um documento sobre e para a Amazônia, feito por quem vive a Amazônia”, ressaltou o governador do Pará, Simão Jatene, idealizador do encontro. O documento, segundo ele, pretende apresentar ao mundo as ações implantadas pelos governos, para que sejam ampliadas, além das demandas regionais.

Durante o encontro, Simão Jatene lembrou que a Amazônia, que era um dos principais emissores de gás carbônico do mundo, diminuiu drasticamente estes índices, superando a meta estipulada pelo Protocolo de Kioto, o qual determinava a redução de um ponto de gigatons de toneladas de carbono lançadas na atmosfera. “A Amazônia liberava 1.2 gigatons de CO2 anualmente. A última medição indicou que estamos liberando 0.4, uma diferença de 2.2 pontos, graças às iniciativas dos governos locais, sem qualquer compensação econômica que garanta a continuidade das ações ambientais”, frisou o governador paraense.

As compensações financeiras de ações relacionadas à preservação do meio ambiente serão o espírito da "Carta da Amazônia". Os governadores ensaiam usar a carta para esbofetear o ambientalismo internacionais que tem exigido a preservação da Amazônia sob os escombros da população amazônica. “São 25 milhões de pessoas que vivem na Amazônia e precisam produzir e consumir. A floresta como ativo é muito importante, mas não podemos ignorar as necessidades de comunidades que vivem e exploram esta floresta. O modelo sustentável é viável e o mais indicado, mas é necessário que haja pacotes políticos para minorar as perdas e os custos deste modelo”, afirmou Omar Aziz, governador do Amazonas.

Camilo Capiberibe, governador do Amapá, que se colocou do lado das ONGs contra a reforma do Código Florestal queixou-se do excesso de Unidades de Conservação no seu Estado. O Amapá possui 73% do seu território compostos por áreas de conservação ambiental. “Em 2002 foi criada uma reserva que corresponde a 30% do Estado do Amapá. Alguns municípios da área rural possuem até 90% de seus territórios dentro da reserva, e não podemos mais usufruir dessas áreas. O Governo Federal se comprometeu em pagar compensações, e até hoje nada”, contou ele.

A Carta da Amazônia pretende ser um instrumento de gestão e governança que, segundo Simão Jatene, “nos possibilitará desenvolver e preservar na Amazônia a partir de experiências e ideias nossas. Ideias baseadas na sustentabilidade. É preciso preservar, mas é necessário desenvolver, e é fundamental que encontremos este meio termo”. A depender das ONGs e ambientalismo fundamentalista só é preciso preservar a Amazônia. Desenvolver, jamais.


Em tempo, quem conhece e acompanha do blog do Código Florestal sabe que eu denuncio essa estratégia canalha do marinismo para a preservação da Amazônia há anos: Releia o texto Crime Perfeito escrito há dois anos. Veja esse outro post do ano passado: A desumanidade moral do verdismo de Marina Silva em 4 Atos

O discurso de mísero blog chegou finalmente às esferas oficiais e será levado pelos governadores da Amazônia à Rio+20. É o início do fim desse onguismo safado, desumano, irresponsável, fundamentalista, safado, que possuiu o ambientalismo no brasil.

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Fonte:
www.codigoflorestal.com

4 comentários

  • GERALDO MAGELA DA ROCHA São João Nepomuceno - MG

    Temos que nos mobilizar como nunca, pois agora é a batalha derradeira e não podemos deixar estas ONGS mandarem no Brasil. Vamos pressionar os deputados como na primeira votação na Câmara, aproveitando o desgaste do Governo com a base aliada.

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  • miguel nunes neto Guajará-Mirim - RO

    Mais uma vez estamos sendo enganados por este governo. Eles não vão cumprir o combinado. Depois que for votado o que eles querem, o codigo florestal irá pro espaço. Infelizmente os ambientalóides estão ganhando a guerra. Querem deixar a votação para depois da Rio + 20, ou seja, para nunca ser votado. Não podemos deixar que isso aconteça. Votação do codigo florestal já, imediatamente, sem negociação, temos os votos necessários. Miguel Nunes Neto - Engenheiro Agrônomo, Produtor Rural e Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Guajará Mirim - Rondonia.

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  • Carlos Marcio guapo Campo Florido - MG

    Atenção Homens do Campo, a batalha esta armada, vamos ficar atentos pois nós já conhecemos este governo e a nossa Camara.

    Chegou a hora de defender as posições do Campo, temos mais alguns dias e eu como produtor rural conclamo os sindicatos, a CNA, as cooperativas agricolas, a Sociedade Rural, e a todos os setores envolvidos com campo , para trabalharmos na busca de nossas verdades, no nosso patrimonio, nas nossas vidas.

    É agora ou nada

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  • Paulo de Tarso Pereira Gomes Brazópolis - MG

    Parabéns Ciro, você com sua coerência esta cada vês melhor, nos produtores agradecemos pelo seu empenho em busca da verdade e contra os fundamentalistas do meio ambiente que insistem em mentir e caluniar os produtores que sustentam esse pais.

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