Mercado de café: Diferenciais em tendência de ajuste

Publicado em 10/06/2012 19:55 e atualizado em 06/06/2013 17:12 613 exibições
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

DIFERENCIAIS EM TENDÊNCIA DE AJUSTE

Pela primeira vez desde 2008 a China corta sua taxa de juros, e ao mesmo tempo dá mais liberdade ao setor bancário para fazer empréstimos.

O mercado gostou da novidade e bolsas de ações e índices de commodities fecharam a semana em território positivo.

Por outro lado o sinal é de que a economia chinesa está tendo um crescimento pior do que se espera – alguns analistas apostam em menos de 7% em 2012. Da mesma forma os dados do PIB brasileiro mostraram um enfraquecimento no primeiro trimestre do ano, e na Índia a economia está longe da performance positiva vista em anos recentes. Ou seja, os BRIC que serviram de fonte de ânimo para muitos investidores, estão patinando.

Na Europa a declaração do primeiro-ministro espanhol sobre a necessidade de recapitalização dos bancos reflete que os líderes não têm muito mais para onde fugir. A revista “The Economist” desta semana pega pesado colocando a responsabilidade de “salvar o planeta” nas costas da primeira-ministra alemã, Angela Merkel.

Em uma semana de dois feriados na Inglaterra, e um no mundo cristão o café em Nova Iorque voltou a fazer novas mínimas, e Londres viu finalmente fundos reduzirem um pouco as suas posições compradas.

Dados de exportações brasileiras de maio divulgados pelo CECAFÉ mais uma vez comprovam um volume acima de 2 milhões de sacas, para a decepção dos altistas – ainda que não seja surpresa.

O destaque de embarques maiores, fora Vietnã, tem sido Honduras que no atual ano-safra incrementou suas exportações em 24.6% para um total de 3,97 milhões de sacas entre outubro e maio.

No físico os diferenciais do arábica para praticamente todas as origens enfraqueceram nos últimos dias, muito embora a negociação em geral é pequena. Para não dizer que não houve ofertas mais altas, cafés da África tem se mantido um pouco mais firmes, ajudados levemente por uma procura timidamente melhor.

A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o “C”, que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há 3 anos), é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal.

Parece que só mesmo os fundos vendidos em NY com uma possível cobertura de suas posições é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas.

A tendência de baixa continua intacta tecnicamente falando, mas por ora acho que o mercado deve respeitar os US$ 150 centavos por libra.

Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Costa* 

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

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Archer Consulting

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