Cooperativismo pode ser a saída para ter mais lucratividade nos negócios

Publicado em 15/08/2012 12:35
Aprosoja implanta programa de fomento e intercâmbio de cooperativas de produtores e quer estimular agricultores a trabalharem em grupos.
É cada vez mais crescente a concentração e expansão de grandes grupos empresarias na agricultura mundial. Impulsionados pela necessidade de ter mais eficiência, escala e competitividade, os pequenos e médios produtores rurais do estado veem no modelo de cooperativismo a oportunidade de se tornarem ‘grandes’ e conseguirem se manter na atividade dentro deste atual ambiente de negócios. E é exatamente estas vantagens que a Aprosoja irá apresentar, nos próximos dias 22 e 23 de agosto, em um Seminário de Cooperativismo, que será realizado em Sorriso.

Por meio do Cooprosoja - Programa de Fomento e Intercâmbio de Cooperativas de Produtores, a entidade objetiva estimular os agricultores a trabalharem em grupos ou em cooperativas para redução de custos e aumento dos ganhos.

O seminário vai reunir especialistas no assunto, como o professor Fábio Chaddad, um dos principais consultores e estudiosos em estratégia e organização de cooperativas, com muitos trabalhos realizados no setor. Chaddad é atualmente professor da Universidade do Missouri (EUA), e vem a Mato Grosso para apresentar o estudo que está realizado em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB-MT) sobre as melhores práticas cooperativistas do estado. O professor levantou dados e analisou o atual modelo das dez maiores cooperativas agrícolas do estado.

Segundo o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, o modelo antigo de cooperativismo afastou muitos produtores. “Queremos agora resgatar a confiança deste sistema e mostrar para os produtores que é possível trabalhar em cooperativas, atendendo aos atuais modelos de negócios. Realizamos uma ampla pesquisa e contratamos uma consultoria especializada no assunto, para munir os interessados de informações e exemplos bem sucedidos de trabalho em cooperativas”, afirmou Fávaro.

PESQUISA – Uma pesquisa da Aprosoja apontou que Mato Grosso possui 13% dos produtores de soja, milho e algodão em sistema de cooperativas, de um universo de 4.331 produtores analisados. A grande maioria dos cooperados está na cultura do algodão.

A Aprosoja pesquisou também junto aos associados da entidade de que forma eles negociavam a compra de insumos e a venda da produção. O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Vetor e os resultados foram: 75% informaram que compram os insumos de forma individual; 16% em condomínios ou cooperativas; 5% em grupo informal; 3% compram parte dos insumos em grupo formal e 2% parte em grupo informal.

No quesito venda da produção, 83% dos entrevistados comercializam individualmente a produção; 10% em condomínio ou cooperativas; 2% em grupo informal; 3% comercializam parte em grupo formal e outros 2% parte em grupo informal.

Aprosoja aferiu que os produtores de soja cooperados tiveram ganhos de 44% a mais do que os que atuaram isoladamente. A rentabilidade foi de seis sacas a mais por hectare dos cooperados frente aos não cooperados. As informações foram obtidas com base nos dados da safra 2010/11.

PROGRAMAÇÃO – O Seminário de Cooperativismo inicia no dia 22, às 14h, na sede do Sindicato Rural de Sorriso, com apresentações de Fábio Chaddad, da Aprosoja, da OCB, Sicredi e da consultoria Prado & Suzuki, que elaborou um manual prático das cooperativas agrícolas. Haverá também uma palestra do Instituto Pró-Governança, criado para identificar sinergias entre as cooperativas agrícolas já existentes no estado. O dia seguinte será de visitas e reuniões em duas cooperativas sediadas no município, a Cocaen e a Covil, esta última exclusiva de armazenagem.
Fonte: Aprosoja

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