Resultados do PIB reforçam necessidade do seguro rural, aponta CNA

Publicado em 01/03/2013 19:14 e atualizado em 04/03/2013 08:17 713 exibições
Seca na hora de plantar e excesso de chuva na hora de colher causaram a queda de 2,3% no PIB em 2012
O recuo de 2,3% no desempenho do PIB da agropecuária brasileira, em 2012, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), refletem os efeitos da seca no período de desenvolvimento das culturas e excesso de chuva na época da colheita. Diante deste quadro, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, avalia que as perdas na renda do produtor e na cadeia produtiva reforçam a necessidade de se aperfeiçoar os instrumentos de gestão de risco no agronegócio brasileiro, em especial do seguro rural. “É a única maneira de manter a renda estabilizada e o nível de investimentos, minimizando os reflexos no setor”, afirma.

Em consequência deste cenário, houve queda da produção de importantes culturas, como a soja, que caiu 12,18%, o feijão, com redução de 17,73% e o algodão, de 2,05%. O aumento dos preços do milho e da soja impulsionou a elevação do custo com rações, motivando a recuo da produção do setor pecuário. A produção leiteira e a suinocultura registraram as maiores quedas, pois também enfrentaram menores patamares de preços em relação a 2011. No caso da avicultura, houve repasse parcial do aumento dos custos ao preço comercializado, o que minimizou as perdas, embora ainda pressionando a produção. Na bovinocultura de corte, muitos produtores desistiram do confinamento em função do aumento dos custos das rações, estagnando as estimativas de produção.

Os dados do IBGE demonstram que, em 2012, a agropecuária influenciou negativamente o resultado do agronegócio, que caiu 1,89%. O aumento dos custos de produção e a elevação dos salários reduziram as margens do setor, prejudicando seu desempenho. Houve queda nas produções de culturas com colheita relevante no quarto trimestre do ano, como o trigo, que recuou 23,19%, fumo, 15,83%; cana-de-açúcar, 8,04%; laranja, 4,23% e mandioca, 4,8%.

No entanto, a expectativa da presidente da CNA é de que o agronegócio retome seu dinamismo em 2013, em função da estimativa de uma safra recorde, avaliada em 184 milhões de toneladas de grãos e 596 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Os preços pagos pelos produtos vêm apresentando recuos diante do clima e das pragas, mas continuam em patamares superiores aos praticados nas últimas safras, justificando esta previsão.

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CNA

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