Em fevereiro, IBGE prevê safra 13,2% maior que a de 2012

Publicado em 07/03/2013 09:23 e atualizado em 07/03/2013 17:07 396 exibições
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A segunda estimativa do IBGE para a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta uma safra de 183,4 milhões de toneladas para 2013, 13,2% acima da produção de 2012 (162,1 milhões de toneladas), com variação quase nula (86.466 toneladas ou 0,0%) em relação à estimativa de janeiro. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola elaborado mensalmente pelo IBGE, a área plantada em 2013 deverá ser de 52,8 milhões de hectares, ou 8,0% maior que área colhida em 2012 (48,8 milhões de hectares). Esta segunda estimativa reduziu-se 201.605 hectares (-0,4%) em relação à primeira, de janeiro. Arroz, milho e soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,5% da estimativa da produção e 85,6% da área a ser colhida. Em relação a 2012, houve acréscimos na área de 1,4% para o arroz, de 7,6% para o milho e de 10,1% para a soja. Quanto à produção, comparados a 2012, os acréscimos são de 4,9% para o arroz, de 4,1% para o milho e de 26,8% para a soja.
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Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul 71,9 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 71,4 milhões de toneladas; Sudeste, 19,4 milhões de toneladas; Nordeste, 16,4 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, são constatados incrementos de 1,2% na Sudeste, 0,9% na Centro-Oeste, 29,6% na Sul e 37,7 na Nordeste. Na Região Norte houve decréscimo de 9,3%. Observa-se que o Mato Grosso, nessa segunda avaliação para 2013, lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,4%, seguido pelo Paraná (20,1%) e Rio Grande do Sul (15,6%), que somados representam 59,1% do total nacional.

Devido ao calendário agrícola, ainda não é possível avaliar a produção de segunda e terceira safras de alguns produtos, bem como das culturas de inverno (trigo, aveia, centeio, cevada e triticale). Assim, os dados aqui apresentados são projeções obtidas a partir das safras de anos anteriores.

Estimativa de fevereiro de 2013 em relação à produção obtida em 2012. Dentre os vinte e seis produtos selecionados, dezenove apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 1ª safra (6,5%), amendoim em casca 2ª safra (3,2%), arroz em casca (4,9%), aveia em grão (0,7%), batata-inglesa 1ª safra (4,7%), batata-inglesa 3ª safra (19,2%), café em grão - canephora (1,5%), cana-de-açúcar (9,4%), cebola (2,2%), cevada em grão (22,9%), feijão em grão 1ª safra (29,2%), feijão em grão 2ª safra (14,6%), feijão em grão 3ª safra (0,7%), mamona em baga (209,1%), mandioca (0,6%), milho em grão 1ª safra (8,9%), soja em grão (26,8%), trigo em grão (12,4%) e triticale em grão (4,5%). Com variação negativa são sete produtos: algodão herbáceo em caroço (26,9%), batata-inglesa 2ª safra (1,6%), cacau em amêndoa (5,3%), café em grão -arábica (6,1%), laranja (14,3%), milho em grão 2ª safra (0,1%), sorgo em grão (5,2%).

Estimativa de fevereiro em relação a janeiro 2013. Destaque no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro para as variações mensais nas estimativas de produção, comparativamente ao mês de janeiro, de nove produtos: amendoim total (16,6%), cana-de-açúcar (3,2%), café total (2,2%), soja em grão (0,4%), milho total (0,3%), mandioca raízes (-4,7%), sorgo em grão (-7,1), feijão total (-9,2), e laranja (-11,7%).

AMENDOIM (em casca) - Em relação ao mês de janeiro, a produção nacional de amendoim, somadas as duas safras, está estimada em 344.795 t. Esta produção apresenta um aumento de 16,6%, que está concentrada em São Paulo, maior produtor nacional. O estado apresenta crescimento de 19,5% na produção em relação à estimativa anterior e representa 86,4% da produção nacional.

A boa fase para o amendoim brasileiro em 2013, passa pela disponibilidade de áreas de renovação de cana-de-açúcar, liberadas após o término da colheita da cana no final de 2012, pelo clima relativamente seco, no mês de fevereiro em São Paulo, época da colheita do amendoim 1ª safra, e pela receptividade do produto na Europa, tradicional importador. A principal região produtora de amendoim em São Paulo é Alta Paulista (Tupã e arredores), com produto de alta qualidade. O momento favorável de disponibilidade de área e bons preços externos foram os principais responsáveis pelo crescimento apontado pelo GCEA/SP.

CAFÉ total (em grão)- Em relação a janeiro, as informações de fevereiro apresentam aumento de 2,2% na produção, totalizando 2.933.500 t (48,9 milhões de sacas). Aumento de 2,3% no rendimento médio que passou a ser de 1.399 kg/ha, e de 0,4% na área plantada total do país, somatório das áreas das duas espécies (arábica e canephora). Apenas a área destinada à colheita apresenta discreto decréscimo de 0,1%, influenciada pelas estimativas da Região Nordeste, sob influência da seca desde 2012.

CAFÉ ARÁBICA (em grão) - A produção nacional do arábica está estimada em 2.165.498 toneladas do grão, o que equivale a 36,1 milhões de sacas de 60 kg. Este número representa acréscimo de 3,3% em relação a janeiro. O rendimento médio também aumentou (3,1%), assim como a área plantada total (0,4%) e a área destinada à colheita (0,1%). Estes percentuais confirmam que a frutificação foi normal e que os chumbinhos conseguiram resistir às estiagens pontuais, sem maiores danos à produção.

Minas Gerais, maior produtor nacional, revê positivamente a expectativa da produção em 0,8%, devendo produzir 1.456.921 t (24,3 milhões de sacas). O rendimento médio está 1,2% maior. Em fevereiro, houve reavaliação em Três Corações e também em Patos de Minas, melhorando a expectativa para a colheita.

São Paulo, 2º maior produtor brasileiro, revê seus números de janeiro, apresentando aumento da produção esperada em 23,1% agora em fevereiro. A safra paulista deve ser de 261.000 t (4,4 milhões de sacas), com rendimento médio 17,2% maior que o estimado em janeiro.

CAFÉ CANEPHORA (em grão) – A estimativa da produção nacional em fevereiro de 2013 é de 768.002 toneladas (12,8 milhões de sacas), menor 0,9% que a estimativa de janeiro. Neste começo de ano o calor e a estiagem têm prejudicado algumas regiões de café canephora do estado do Espírito Santo, maior produtor nacional da espécie. Os dados foram reavaliados em reunião do IBGE e INCAPER, em virtude da falta de chuvas no período de frutificação dos grãos, podendo ainda haver queda no rendimento, o que será avaliado nas próximas reuniões das COMEAs (Comissões Municipais de Estatísticas Agropecuárias). A produção estadual está reduzida em 0,7% em relação a janeiro, totalizando, em fevereiro, 613.852 t (10,2 milhões de sacas). O rendimento do café canephora no estado está 0,9% menor que o estimado em janeiro, em função das condições climáticas adversas (estiagem e calor), principalmente neste início de ano. O Espírito Santo responde por 79,9% da produção de canephora no País.

CANA-DE-AÇÚCAR – Em relação a janeiro, o crescimento na produção foi de 3,2%, sendo composta por um aumento de 5,6% na área a ser colhida e uma redução de 2,3% no rendimento médio. Estas alterações foram observadas, principalmente em São Paulo e Mato Grosso do Sul, com acréscimos de 11,2% e 9,1% na área a ser colhida e reduções de 4,3% e 3,1% no rendimento médio, respectivamente.

FEIJÃO (em grão) total – A produção nacional de feijão considerando as três safras do produto é de 3,4,milhões de toneladas, 9,2% menor que a informada em janeiro. As Regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste foram as responsáveis por esta avaliação negativa da produção em relação a janeiro. Todas as safras apresentam decréscimo na variação mensal das estimativas de produção. A 1ª safra de feijão participa com 47,5% da produção nacional, a 2ª safra com 37,9% e a 3ª com 14,6%.

FEIJÃO (em grão) 1ª safra - Para o feijão 1ª safra, aguarda-se para 2012 uma produção de 1.592.255 toneladas, menor 8,9% em relação ao primeiro levantamento. Essa queda é devida principalmente à previsão de queda de 19,9% no rendimento médio avaliado na Bahia e de 6,6% em Minas Gerais que estimam produções menores 38,7% e 13,1% respectivamente, em relação ao último levantamento devido à estiagem. Vale ressaltar que no Paraná, maior produtor para esta safra, a produção esperada é de 314.934 toneladas, 6,4% menor que a estimativa de janeiro devido ao excesso e chuvas.

FEIJÃO (em grão) 2ª safra - Para o feijão 2ª safra, a produção esperada de 1.269.977 toneladas, frente a janeiro, registra recuo de 2,5%. No Paraná, maior produtor nacional também para a 2ª safra, as investigações de campo, indicam uma área a ser plantada com a cultura do feijão da ordem de 216.903 ha e uma produção esperada de 404.678 toneladas do produto, estimativas menores que as do mês anterior em 5,4% e 5,0%, respectivamente. Aproximadamente estima-se que 80% da área já se encontra plantada. A cultura está sendo prejudicada pelo excesso de chuva.

LARANJA - A safra estimada de laranja para 2013 é de 16.252.815 t (398,4 milhões de caixas de 40,8 kg) e aponta decréscimo de 11,7% na produção e 14,1% na área colhida, em relação ao levantamento realizado no mês de janeiro, devido ao abandono ou erradicação de talhões mais improdutivos.

Em São Paulo, principal produtor brasileiro, é crítica a situação da citricultura. A queda de produção em relação a janeiro é de 15,7%. A área total ocupada no estado cai, só neste mês, 11,8%. A erradicação de plantas menos produtivas é apontada como responsável por esta redução de área. A área a ser colhida diminui 21,0% em relação ao mês anterior e demonstra a gravidade da situação da citricultura no estado.

MANDIOCA (raízes) - Embora a produção de mandioca no país esteja sendo influenciada positivamente pelo preço elevado do produto, em algumas regiões da Bahia, terceiro maior produtor do país, os efeitos da seca prolongada em alguns municípios produtores continuam. Assim, a região Nordeste está estimando uma redução de 6,8% na produção em relação ao mês anterior, com a Bahia estimando uma redução de mais de 610 mil toneladas, ou 17,3% em relação a janeiro de 2013.

O Sudeste também estima redução de 22,4% na produção em relação à última informação, deixando de ser produzidas mais de 678 mil toneladas, destacando São Paulo e Rio de Janeiro com reduções de 34,3% e 21,4%, respectivamente. Esses estados tiveram expressivos aumentos de produção em 2012, havendo indicação de colheita precoce de muitas lavouras em função dos preços elevados, sacrificando assim, parte da produção que seria colhida em 2013.

MILHO (em grão) total - De acordo com o levantamento de fevereiro, a produção total de milho grão (74.411.751 t) aumentou 0,3%, expectativa de safra recorde. Apesar das áreas plantadas e a ser colhida reduzirem 0,1% e 0,5% respectivamente, o rendimento médio aumentou 0,8%, promovendo o acréscimo da produção. Dos 74,4 milhões de toneladas, 36,1 milhões de toneladas são de milho 1ª safra e 38,3 milhões de toneladas são de milho 2ª safra. A 2ª safra de milho é superior à 1ª com participação de 51,5% contra 48,5% da 1ª safra. Apresentando-se mais capitalizados, os produtores empregaram mais em tecnologia à cultura, visando aumentar a produtividade e consequentemente a lucratividade, uma vez que o produto apresenta-se com bons preços no mercado.

MILHO (em grão) 1ª safra - Para a 1ª safra de milho, alguns estados merecem destaque devido às reavaliações das estimativas para esta safra. A Bahia reduziu a estimativa de produção 4,8%, devido à redução de área a ser colhida em 6,4%. Minas Gerais, 2º maior produtor nacional com 18,8% de participação, também diminuiu seus números, a produção caiu 2,0% e a área a ser colhida 3,6%. São Paulo, que este mês reajustou os dados, informou queda de 4,0% na produção e 6,4% nas áreas plantadas e colhidas. Na Região Sul, o Paraná, maior produtor com 18,9% de participação, reduziu a produção em 1,2% devido a reajuste negativo de rendimento em 1,2%. O Rio Grande do Sul, ao contrário dos estados acima apresentados, subiu suas estimativas, mostrando crescimento de produção de 11,6%, devido ao aumento de rendimento em 12,2%.

MILHO (em grão) 2ª safra - Poucos estados reavaliaram os dados para a 2ª safra de milho neste mês. A produção esperada aumentou 0,7% em relação a janeiro, devido a reajustes positivos de 0,4% na área e 0,3% no rendimento. Este acréscimo deve-se principalmente a São Paulo, que aumentou sua estimativa de produção em 32,5% neste mês, causado pelo aumento de área (14,7%) e rendimento (15,5%). Minas Gerais e Paraná reajustaram negativamente sua produção em 2,8% e 0,6%, respectivamente. Os preços do grão estão favorecendo o aumento da previsão de plantio nos estados que produzem 2ª safra.

SOJA (em grão) - Com preços atraentes, a previsão é de aumento na produção nacional deste grão. Neste ano a classe produtora espera colher 83.288.808 toneladas de soja. A área de 27,5 milhões de hectares sofreu acréscimo de 0,3% nesta avaliação em comparação a janeiro. O excesso de chuva tem prejudicado a colheita em várias regiões produtoras, afetando principalmente os plantios atrasados e as lavouras com variedades mais tardias. No Estado do Mato Grosso, maior produtor nacional, a previsão de colheita é de 24.387.908 toneladas, cerca de 29,3% do total. Em Goiás, existem relatos de falta de chuva em dezembro, em determinadas regiões, o que junto com o excesso de chuva na colheita, provocou redução no rendimento médio de 1,3% frente à informação de janeiro. Isto resulta na perda de 67.131 toneladas na produção esperada pelo estado. No Mato Grosso do Sul percebe-se a maior redução, no último mês, do rendimento médio esperado (4,0%), consequentemente a produção esperada foi reduzida na mesma proporção. Mesmo assim este estado deve encerrar a colheita com 5.702.400 t do grão, o que supera em 24,1% (1.108.044 t) a produção de 2012. A Região Sul espera contribuir, neste ano, com cerca de 35,3% do total da soja produzida pelo país. Depois da intensa seca ocorrida na safra anterior, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aumentaram a expectativa de área a ser colhida com soja em média 0,5%, na comparação mensal. O Paraná, que espera produzir 18,5% do total nacional (15.370.500 toneladas), já colheu cerca de 45% da soja deste ano, e apesar de pequena perda no rendimento médio, causada por chuvas na colheita no último mês, informa preço entre R$ 58,00 e R$ 60,00/sc no município de Ponta Grossa. No Rio Grande do Sul, o clima favoreceu a cultura, cabendo citar a avaliação do GCEA, de aumento na produção, na comparação mensal, de 4,4% (518.026 toneladas).

SORGO (em grão) - A estimativa de produção de sorgo em 2013 está caindo 7,1% em relação à última informação em função principalmente das estimativas de produção da Bahia, que está caindo 41,6%, com queda de 47,5% no rendimento esperado. O estado é o terceiro maior produtor nacional deste grão e vem recebendo chuvas abaixo do normal para esta época do ano em muitas regiões produtoras, persistindo os efeitos da seca iniciada em 2012

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Ibge

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