Dólar fecha em alta após piora de perspectiva do Brasil

Publicado em 07/06/2013 17:44 699 exibições
no terra.com.br

O dólar fechou esta sexta-feira em alta frente ao real, mas longe das máximas do dia, uma vez que operações pontuais e a melhora do cenário externo compensaram em parte a ameaça de rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. O dólar ganhou 0,48%, cotada a R$ 2,1327 na venda. Na máxima da sessão, o dólar chegou a atingir R$ 2,1541 e, na mínima, R$ 2,1247. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,45% ante o real. Pouco após o início dos negócios, o dólar chegou a ultrapassar o patamar de R$ 2,15, nível que colocou em alerta o mercado pela possibilidade de atuação do Banco Central (BC), o que acabou não ocorrendo. 

"Um dos fatores que manteve essa alta (no dia) foi a possibilidade de rebaixamento do rating do País. Vai demorar, mas é um primeiro aviso e já está alertando que alguma coisa não está funcionando para o País", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. 

A S&P revisou na quinta-feira à noite a perspectiva do rating soberano do Brasil de "estável" para "negativa", citando o fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista do País. 

O fortalecimento da divisa dos EUA perdeu força no final da manhã, no entanto, sob influência de operações pontuais de entrada de dólares e da melhora nos mercados internacionais. "O cenário externo deu uma melhorada, mas essa desaceleração foi um fluxo pontual", afirmou o operador de câmbio da Advanced Reginaldo Siaca. 

As bolsas americanas fecharam em alta, com os principais índices avançando cerca de 1%, impulsionados pelo relatório de empregos dos Estados Unidos indicando que a economia ainda precisa do suporte do banco central dos Estados Unidos, aliviando preocupações de que o Federal Reserve pode encerrar seus esforços de estímulo antes do esperado. 

As expectativas de uma possível redução do estímulo do FED têm motivado amplo fortalecimento do dólar nos mercados globais, uma fez que ela poderia reduzir a liquidez internacional. Somente em maio, o dólar avançou 7% e encostou em R$ 2,15 - fazendo o BC intervir no último dia do mês com leilão de swap cambial tradicional, que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro e ajuda a puxar a cotação para baixo.

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