JBS vira líder global em aves com aquisição da Seara

Publicado em 10/06/2013 15:27 794 exibições

A JBS se torna líder global na produção de carne de frango após a aquisição da Seara Brasil, divisão de aves, suínos e processados do grupo Marfrig, anunciada oficialmente nesta segunda-feira (10). A empresa, que já é a maior produtora de carne bovina do mundo, liderava o mercado de frango nos Estados Unidos e também tinha operações no México e em Porto Rico.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S.Paulo.

No Valor: Com Seara, faturamento anualizado da JBS se aproxima de R$ 100 bilhões

om a aquisição da Seara Brasil, a JBS deverá atingir um faturamento anualizado de cerca de R$ 100 bilhões, afirmou hoje o diretor de relações com investidores da empresa, Jeremie O'Callaghan. No ano passado, a JBS registrou uma receita líquida de R$ 76 bilhões.

De acordo com o executivo, a aquisição da Seara Brasil acrescentará cerca de R$ 10 bilhões ao faturamento da empresa. "Já estavamos esperando um faturamento de R$ 88 bilhões neste ano", lembrou o executivo da JBS. Ele ressalvou, contudo, que o resultado da Seara Brasil só deve aparecer totalmente no balanço da JBS em 2014.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico

 

Na VEJA: Marfrig fica 1/3 menor com venda da Seara

Negociação com a JBS não envolve pagamento em dinheiro – empresa dos irmãos Batista apenas assumirá a dívida da concorrente

Ana Clara Costa
Com a ajuda do BNDES, a Marfrig deve conseguir comprar a americana Keystone Foods

A JBS, maior empresa de carne processada do mundo, anunciou a compra das marcas Seara e Zenda, da Marfrig, por 5,85 bilhões de reais (Divulgação/Veja)

A JBS, maior empresa de carne processada do mundo, anunciou na manhã desta segunda-feira a compra das marcas Seara e Zenda, da Marfrig, por 5,85 bilhões de reais. O negócio, que não envolve pagamento em dinheiro, mas apenas assunção de dívidas, cortará em um terço o tamanho da Marfrig, segundo o diretor-presidente da Seara, Sérgio Rial. "A ideia agora é fortalecer a estrutura de capital (da Marfrig) e crescer no que a gente sabe fazer bem", disse Rial, em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira, em São Paulo. Segundo o executivo, as sucessivas aquisições feitas pela companhia ao longo dos últimos anos atrapalharam seu foco. "Não conseguimos dar à Seara a merecida atenção", afirmou. A Marfrig havia adquirido a Seara em 2009, da Cargill, por 900 milhões de dólares.

Radar:
JBS compra Seara e Zenda, da Marfrig, por 5,85 bilhões de reais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), grande acionista tanto da Marfrig quanto da JBS, não teve qualquer participação nas negociações, disse o presidente da Seara. "O banco detém debêntures conversíveis em ações da Marfrig, que são equities, não dívida. Então não há qualquer tipo de envolvimento", afirmou o executivo. O BNDES detém 19,6% de participação da Marfrig, após efetuar aportes de 3,5 bilhões de reais desde 2010 na empresa comandada por Marcos Molina - que, por sinal, não compareceu à coletiva para anunciar a venda da Seara.

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Sem a negociação, que deverá ainda ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o endividamento da Marfrig está em torno de 13 bilhões de reais. Rumores sobre a venda de ativos circulam no mercado desde o ano passado - sobretudo quando o BNDES se viu obrigado a aumentar sua participação de 14% para 19,6% na empresa. Segundo Rial, 65% do endividamento da Seara, especificamente, está em moeda estrangeira - situação pouco confortável no atual momento de câmbio volátil e dólar em franca valorização.

A dívida, na avaliação de Wesley Batista, presidente do grupo JBS, poderá ser melhorada devido ao bom relacionamento da empresa com os bancos nacionais (as dívidas com bancos eram o principal problema da Marfrig). "Vamos discutir com os bancos formas de melhorar o perfil da dívida da Seara. Se houver possibilidade de captar mais barato, vamos tentar", disse. Com a compra da Seara, a Marfrig ficará sem qualquer dívida com bancos, segundo seu presidente.

Nas palavras de Batista, a aquisição da Seara representará um acréscimo de 10 bilhões de reais na receita da JBS. O executivo disse, ainda, que a marca da empresa permanecerá, apesar das sinergias que deverão ocorrer em fábricas e centros de distribuição. Contudo, Batista garantiu que não haverá fechamento de plantas.

A JBS também garantiu que manterá a Seara como patrocinadora da Copa do Mundo de 2014 e da Fifa, além do patrocínio ao time de futebol Santos. Contudo, foi encerrado o contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cuja previsão de término era apenas em 2014.

O novo presidente da Seara será Gilberto Tomazoni, que dirige a área de aves, suínos e processados da JBS. Sérgio Rial deverá manter-se na Marfrig.

As empresas que mais receberam recursos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) direcionou 25,3 bilhões de reais para 10 grandes empresas este ano. O montante corresponde a 17% do total que o banco prevê desembolsar durante todo o ano, em todos os tipos de projeto que apoia

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Norte Energia - R$ 3,6 bilhões

construcao-usina-belo-monte-para-20111130-size-620.jpg?1323124583Vista aérea do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira, no Pará

A Norte Energia é um consórcio formado por empresas públicas e privadas responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da Usina Hidrelétrica do Belo Monte, no Pará. Entre as empresas com participação do projeto estão Eletrobras, Eletronorte, Companhia Hidrelétrica do São Francisco, além dos fundos Petros e Funcef. O financiamento de 3,6 bilhões de reais foi aprovado pelo banco no início deste ano.

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Folha + Valor Econômico + Veja

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