Força Nacional chega à Bahia para atuar em impasse com índios

Publicado em 17/08/2013 17:14 e atualizado em 19/08/2013 17:15
1032 exibições
Efetivo chegou a Ilhéus na noite de domingo, informa Ministério da Justiça. Atuação dos policiais é definida nesta segunda-feira pela Polícia Federal.

A Polícia Federal define nesta segunda-feira (19) a atuação de tropas da Força Nacional de Segurança na região sul da Bahia. O efetivo chegou ao município de Ilhéus na noite de domingo (18), segundo informações do Ministério da Justiça.
"Estamos definindo como será a atuação, mas a previsão é de que comecem a operar ainda hoje. Não posso informar a quantidade de policiais, mas afirmo que trata-se de um efetivo reforçado", diz Mário Lima, delegado chefe da Polícia Federal.
Na sexta-feira (16), a BR-101 foi fechada por produtores rurais que protestavam contra a ocupação de terras por índios. Na ocasião, quatro veículos do governo foram queimados.

Leia a notícia na íntegra no site do G1Bahia:

Na Folha de São Paulo: BA receberá Força Nacional para conter conflitos entre índios e fazendeiros

Tropas da Força Nacional devem chegar neste domingo (18) à cidade de Buerarema, no sul da Bahia, onde se intensificaram nos últimos dias os conflitos entre índios tupinambá e fazendeiros devido à invasão de 25 propriedades rurais que estariam em áreas indígenas.

A situação mais tensa ocorreu na sexta-feira (16), quando, durante protesto de fazendeiros na BR-101, a loja da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) foi saqueada pelos manifestantes, que também atearam fogo em três veículos da Secretaria Especial de Saúde Indígena, ligada ao Ministério da Saúde.

Na quinta-feira, dois índios foram baleados numa estrada vicinal quando voltavam da escola, à noite. Eles estão no Hospital de Base, em Itabuna, e não correm risco de morte.

Fazendeiros relataram que, numa das invasões, índios atiraram coquetéis molotov na mercearia de uma fazenda. Não houve feridos.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo.

No G1 BA: Fazendeiros acusam índios por invasão de terras no sul da Bahia

Uma área situada entre os municípios deBuerarema, Ilhéus e Una, em na região conhecida como Serra do Padeiro, no sul da Bahia, é alvo de disputa entre índios e fazendeiros. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), indígenas estão ocupando fazendas que se encontram no interior da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, que pertence aos índios Tupinambás.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirma que 300 indígenas Tupinambá participam das ações de ocupação das fazendas, que ficam em uma área de 47.376 hectares. Segundo o Cimi, entre os dias 2 e a terça-feira (13), 40 propriedades foram retomadas. O órgão conta que a área foi reconhecida pela

Funai e que o processo estaria parado no Ministério da Justiça, o que teria motivado a ocupação das terras.

Leia a notícia na íntegra no site do G1 BA.

 

No EmPorto BA: Juiz de Buerarema se preocupa com as invações dos índios

 

"Quem quiser ser índio mude para Buerarema" ,diz o juiz da Comarca, Antônio Hygino, preocupado com o desrespeito à lei na disputa por terras na região da Serra do Padeiro. Antônio Hygino disse que “não existem índios” no palco do conflito. 
A invasão armada promovida por bandidos que se dizem índios feriu quatro produtores rurais e deixou desaparecida pelo menos uma pessoa.
Apesar de temer um derramamento de sangue no município sulbaiano e defender o diálogo, Antônio Hygino, titular da Comarca de Buerarema, revelou desconhecer a existência de tupinambás na área em litígio. 
Hygino atacou o acobertamento de supostos tupinambás por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai). “Eles invadem terras que pertencem a pequenos produtores há anos, gerando esse conflito. O confronto nasceu de pessoas que se dizem índios”.
O magistrado acusou os tupinambás de “cometer uma barbárie, vandalismo” contra trabalhadores, “pessoas que tiram da terra o seu sustento”. Hygino condenou a omissão de entidades ligadas à questão indígena.
O juiz de Buerarema ligou o conflito à criação de uma associação com apoio da Funai e organizações não-governamentais. “Não existia conflito em Buerarema. Isso só começou há seis anos”.
Hygino concedeu entrevista ao repórter Fábio Roberto e disse que “está havendo um total desrespeito à lei” por parte dos supostos tupinambás. Ele observa que a discussão deve ser pacífica. 
“Pelo fato de se dizer tal [tupinambá], isso não dá direito a destruir, invadir fazendas, imóveis, tirar vidas. A situação é de caos total”.


Várias prisões 
O conflito ficou ainda mais intenso nos últimos dez dias. Na sexta, 19, duas das fazendas da região da Serra do Padeiro foram invadidas por “tupinambás”. Uma delas é a Serra da Palmeira, do agricultor Alfredo Falcão. 
Os índios atacaram a propriedade na quarta-feira, 24, após reintegração de posse cumprida com a ajuda da Polícia Federal (PF), ao cair da tarde. Mais de 100 deles cercaram a propriedade e chegaram atirando, conforme os relatos.

Leia a reportagem na íntegra no site EmPorto BA.

Tags:
Fonte: Folha de S. Paulo + G1

3 comentários

  • JOAO AUGUSTO PHILIPPSEN Santo Augusto - RS

    Este "CIMI" nada mais é que uma organização TERRORISTA, a cumpanheirada tá conseguindo o que quer, uns contra os outros, que DEUS te proteja HYGINO, porque a Lei que deveria prevalecer, o próprio Governo incentiva estes criminosos (índios) a não obedecer e muito me admiro que cumpriram uma ordem de reintegracõa de posse. Li a reportagem sobre Angola, e nela o reporter friza muito bem a questão da segurança Juridica, que dizem ter no BRASIL, será? .... estão conseguindo terminar com o único sussesso nosso que é o Agronegócio, vamos abrir os olhos, 2014 tá ai. E a propósito, alguel vio a Kátia?

    0
  • Antonio Nascimento campo mourão - PR

    Esse governo medíocre e essa mídia currupaco acham que enganam essa tática morde assopra e depois engole;PREDADORES do pais,estão provocando focos de desavenças sociais violentas pra depois apaziguar com mão de ferro bolivariana,Tá na cara só não quer!Moro num pais tropical..............

    0
  • Edison tarcisio holz Terra Roxa - PR

    vão la p´ra defender os falsos indios que insenasão

    0