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Editorial do Estadão: PIB do agronegócio foi o que mais cresceu

Publicado em 25/10/2013 16:55 650 exibições
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O PIB do agronegócio cresceu 0,13%, em julho, e 3,31%, nos primeiros sete meses de 2013, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. A produção do campo evita, assim, um agravamento do déficit comercial e contribui para o Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento previsto em cerca de 2,5%.

Calculado com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da USP, o PIB do agronegócio inclui não só a produção "dentro da porteira" - onde o Brasil é mais competitivo -, como a distribuição e a industrialização de insumos e dos bens produzidos no campo. É medido pelo valor da produção, ao contrário do indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estima a quantidade produzida.

O PIB do agronegócio corresponde a 23% do PIB total, mas deverá contribuir com cerca da metade do crescimento econômico deste ano, segundo a consultoria GO Associados, em estudo realizado no mês passado. A agricultura tem peso maior que a pecuária, mas esta será a líder do crescimento do setor.

A pecuária básica, puxada por suínos e aves, cresceu 9,44% entre janeiro e julho, mais que o dobro do avanço de 4,47% da agricultura. A expectativa de crescimento da receita da cadeia pecuária, no ano, é de 16,73% - principalmente em razão dos preços, que subiram cerca de 10% entre 2012 e 2013. Na cadeia agrícola, a quantidade produzida deverá aumentar 8,83%, mas os preços tiveram ligeira queda (0,87%, nos primeiros sete meses do ano). Batata, trigo e tomate são as culturas com cenário mais favorável, ao contrário da laranja, com queda da produção e dos preços.

Investimentos maciços transformaram o País num dos mais competitivos do mundo no agronegócio. O grande responsável é o setor privado, com o apoio de núcleos ou empresas de pesquisa da área pública, caso da Embrapa.

O agronegócio gerou, até agosto, um superávit comercial de US$ 57, 7 bilhões, 11,3% maior que o do mesmo período de 2012. É exemplo do vigor do mercado: os preços de parte das commodities agrícolas aumentaram, em 2012, mas caíram, em 2013, sem que houvesse desequilíbrio entre a oferta e a demanda. Falta ao governo reconhecer o quanto o Brasil depende do agronegócio para assegurar boas condições à produção, reduzindo, em especial, os custos logísticos da atividade.

Endividamento dos brasileiros cresce e bate novo recorde em agosto

Valor total das dívidas correspondeu a 45,36% da renda do trabalhador no período, segundo o BC

 
O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro cresceu em agosto pelo oitavo mês consecutivo e bateu novo recorde. O valor total das dívidas correspondia, naquele mês, a 45,36% da renda do trabalhador nos últimos 12 meses, segundo dados do Banco Central, ante 45,10% em julho (recorde anterior). No final do ano passado, estava em 43,44%. Em agosto de 2012, em 43,80%.

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 30,38% da renda em agosto, ante 30,41% em julho. Nesse caso, o recorde continua sendo os 31,51% registrados em agosto de 2012.

Comprometimento de renda 

O BC também informou que o comprometimento de renda dos brasileiros, que considera valores mensais para renda e para as prestações pagas aos bancos, recuou pelo terceiro mês seguido em agosto. As prestações correspondiam a 21,40% da renda mensal dos trabalhadores em agosto, ante 21,46% em julho (dado revisado). É o porcentual mais baixo desde junho de 2011 (21,17%). O recorde para esse indicador são os 22,98% registrados em janeiro do ano passado.

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Na VEJA: Setor externo

Déficit em conta corrente soma US$ 2,629 bi em setembro

Nos nove primeiros meses do ano, o déficit em conta corrente está em 60,416 bilhões de dólares, o que representa 3,63% do Produto Interno Bruto (PIB)

Dólares

Setor externo: investimentos estrangeiros diretos somaram 4,770 bilhões de dólares em setembro (Divulgação)

O resultado das transações correntes seguiu negativo no mês de setembro ao registrar um déficit de 2,629 bilhões de dólares. O número ficou dentro das previsões de analistas, que iam de um saldo negativo de 1,2 bilhão a 4,4 bilhões de dólares. A mediana estava em 1,950 bilhão de dólares. Trata-se do menor saldo negativo mensal do ano, que é explicado, segundo o Banco Central, pela melhora da balança comercial e ao ingresso de remessas de lucros e dividendos de empresas.

Nos nove primeiros meses do ano, o déficit em conta corrente está em 60,416 bilhões de dólares, o que representa 3,63% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no acumulado dos últimos doze meses até setembro de 2013, o saldo é negativo em 80,507 bilhões de dólares, o equivalente a 3,60% do PIB.

Em setembro, o saldo da balança comercial foi positivo em 2,146 bilhões de dólares, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 4,529 bilhões de dólares. A conta de renda também ficou deficitária no mês passado em 406 milhões de dólares. O resultado da conta corrente inclui as transações do país com o exterior, como comércio, serviços e operações unilaterais.

IED — Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 4,770 bilhões de dólares em setembro, resultado que ficou acima dos 4,393 bilhões de dólares de igual mês de 2012. Os aportes externos voltados ao investimento produtivo ficaram dentro das estimativas do mercado financeiro, que iam de 3,5 bilhões a 5 bilhões de dólares, com mediana de 4,8 bilhões de dólares.

No acumulado do ano até o mês passado, o IED soma 43,782 bilhões de dólares, o equivalente a 2,63% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado somou 47,597 bilhões de dólares (2,84% o PIB). Nos 12 meses até setembro, o IED está em 61,457 bilhões de dólares, o que corresponde a 2,74% do PIB.

O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou positivo em 274 milhões de dólares em setembro, informou há pouco o Banco Central. As receitas (3,029 bilhões de dólares) superaram as remessas (2,755 bilhões de dólares) no mês passado. No mesmo período de 2012, o resultado foi uma saída líquida de 1,129 bilhão de dólares. No acumulado de 2013, o saldo está negativo em 17,025 bilhões de dólares, ante 15,352 bilhões de dólares em igual período de 2012.

O BC informou ainda que as despesas com juros externos somaram 714 milhões de dólares em setembro e 9,571 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2012, o gasto com juros totalizou 726 milhões de dólares em setembro e 7,547 de dólares bilhões nos primeiros nove meses do ano.

(com Estadão Conteúdo)

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Fonte:
O Estado de S. Paulo + veja.com.

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