Navio encalhado no Porto de Rosario (Argentina) atrapalha exportações de soja do Paraguai

Publicado em 21/03/2014 11:16 740 exibições
Na Argentina, o excesso de custos chegar a 5.600 mil dólares reportados.

Há  mais de dez dias, um navio de bandeira liberiana, com 45 mil toneladas de soja paraguaia, está encalhado no porto de Rosario e isso causa sérios problemas no comércio entre Paraguai e Argentina e seus importadores. A sobrecarga por atrasos com os  EUA já custa $ 5,6 milhões nas exportações argentinas, informa o relatório ambiental IMASS. Cinco rebocadores já tentaram sem sucesso puxar a embarcação desse navio de 190 metros, que se dirigia ao Reino Unido. A prefeitura naval informou que 49 navios já carregados estão bloqueados dentro  da baía, e quase 100 barcos esperam nos portos de San Lorenzo, San Martim e Timbues para serem carregados. As perdas estimadas são milionárias, e a maior dificuldade para desencalhar o barco deve-se ao baixo nível do rio Paraná, na região da Prata.

Enquanto ainda não há quantificação dos prejuízos peloo atraso desse navio encalhado, a  gerente de Comércio Exterior da Câmara de Exportadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) paraguaia, Sonia Tomassone,  explicou que esta situação provoca atrasos na lista de carga dos navios e, como resultado tras ainda mais altos custos de logística. 

Ainda não se consegue quantificar as perdas por atrasos de até 10 dias, mas há perdas significativas, disse o sr. Juan Carlos Muñoz, vice-presidente do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos (Cafym),  informando que até o momento não há relatos de retenção no rios da Prata e  Paraguai e nos portos platinos. O navio está encalhado no canal de saída oceânica.

 Durante os dois primeiros meses do ano, o Paraguai exportou 1,3 milhões de toneladas de soja, ao custo de US $ 580 milhões. 

O navio MV Paraskevi, que encalhou ao sair do porto da Cargill em Villa Gobernador Gálvez, causou bloqueio de 80% do tráfego no rio Paraná. William Wade, gerente da Casa do Porto e atividades marítimas de Rosario, disse que o dano é imenso, não só para os custos - pois mais de 80 navios  não podem navegar na área, além do que o trabalho vai exigir o resgate de massa de aço do navio avariado.

--  "Cada barco custa cerca de 20 ou 25 mil dólares por dia por demouragée. Com 12 dias de atraso e com o número de navios que chegaram, o dano é imenso",  disse Wade, falando para o jornal argentino La Capital. 

Atualmente, o navio está sendo esvaziado e os trabalhos deverão durar pelo menos três dias mais.

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APS (Py)

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