Santa Catarina renova certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação

Publicado em 27/05/2014 11:27 274 exibições

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) renovou a certificação de Santa Catarina como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação e reconheceu oito estados brasileiros como livres da doença com vacinação. A entrega dos certificados internacionais aconteceu nesta segunda-feira (26) em Paris, onde também acontece a 82ª Assembleia Anual da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O diretor geral da OIE, Bernard Vallat, deu a boa notícia aos representantes de cada estado durante recepção oferecida pela Embaixada do Brasil na França. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, e o diretor de Defesa Agropecuária, Roni Naschenveng Barbosa, estão em Paris e representaram Santa Catarina no evento.

O Brasil possui agora 23 estados com certificação de Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação e Santa Catarina continua sendo o único estado livre da doença sem vacinação. A resolução da Assembleia Anual da OIE deverá ser publicada nesta quinta-feira (29). O secretário Spies explica que anualmente a Organização publica os status sanitários em relação à febre aftosa de todos os países ou estados específicos, como é o caso de Santa Catarina. “Como no último ano, em Santa Catarina não tivemos nenhum caso de febre aftosa, nosso status é renovado”, destaca.

O status sanitário catarinense, reconhecido pela OIE em 2007, foi fundamental para a conquista de mercados competitivos para carne suína, como Japão, China e Chile, com perspectivas de exportação também para a Coréia do Sul e Estados Unidos. “Esse status sanitário faz com que Santa Catarina tenha uma vantagem competitiva importante, tanto que apesar de ser um estado pequeno é o maior produtor de suínos do país”, ressalta Spies. 

Na oportunidade, o secretário Airton Spies convidou o diretor geral Vallat para vir ao Brasil e proferir a palestra inaugural da 5ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária, programada para os dias 25 a 28 de novembro em Florianópolis. O convite foi reforçado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, que chefia a delegação brasileira na França.

A presença do diretor geral da OIE, Bernard Vallat, na Conferência é bastante aguardada devido à importância da Organização na promoção da saúde e qualidade de vida animal em todo o mundo, garantindo a segurança sanitária no comércio de animais e seus produtos. De acordo com Spies, a Organização Mundial de Saúde Animal é fundamental para que a produção animal seja feita com responsabilidade e segurança. “A OIE é responsável por garantir informações sobre a saúde dos rebanhos e com isso proporciona segurança para os mercados e consumidores. O diretor geral Vallat estará trazendo a palavra da maior entidade ligada à saúde animal do mundo para o maior evento de discussão da defesa agropecuária do país”, afirma.  Vallat garantiu a Spies e ao ministro Neri Geller que, se não houver nenhum outro compromisso internacional a ser cumprido, ele virá ao Brasil proferir a palestra magna na Conferência.

A Assembleia Anual da OIE teve início dia 25 deste mês e o encerramento será nesta sexta-feira (30). Durante o evento são abordados temas relacionados às principais enfermidades animais que devem ser objeto de medidas de políticas públicas. Por Santa Catarina ser o maior produtor nacional de suínos, dois temas são muito importantes para o estado:  a situação da peste suína africana, que voltou a se espalhar pelo mundo, e da diarreia epidêmica suína. Outro conceito apresentado pela Organização é o termo “uma saúde”, que defende que saúde animal e saúde humana estão totalmente relacionadas.

A Organização Mundial de Saúde Animal foi criada em janeiro de 1924 para combater as enfermidades dos animais em nível mundial e atualmente conta com 178 países membros, dispõe de escritórios regionais em todos os continentes e mantém relações permanentes com 45 organizações internacionais. Um dos principais objetivos da Organização é garantir a transparência da situação sanitária no mundo, assim como a garantia da segurança sanitária no comércio mundial de animais e seus produtos, particularmente dos alimentos. As regras internacionais elaboradas pela OIE protegem os países contra enfermidades e são cumpridas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tags:
Fonte:
Sec. Agricultura de SC

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário