Gastos públicos na Copa devem ultrapassar R$ 26 bilhões

Publicado em 15/07/2014 04:27 358 exibições
Copa custa R$ 8 bi em estádios e R$ 16 bi em outras obras; falta acabar 18% (no blog Achados Econômicos)

Copa custa R$ 8 bi em estádios e R$ 16 bi em outras obras; falta acabar 18% 

 
Estádio do Maracanã

Estádio do Maracanã

Os recursos contratados para as obras para a Copa do Mundo 2014 somaram até o momento R$ 23,45 bilhões, incluindo estádios e outras obras, e foram bancados pelos governos federal, estaduais e municipais e, em menor grau, por empresas concessionárias.

Desse valor, R$ 7,8 bilhões correspondem à construção ou reforma dos 12 estádios e R$ 15,6 bilhões se referem a outras ações, como mobilidade urbana, aeroportos e portos.

Os números se referem às informações mais atuais à disposição no Portal da Transparência. Diversas obras ainda não ficaram prontas, de modo que o custo pode aumentar. A previsão mais recente do governo é de que chegue a R$ 25,6 bilhões.

Ao todo, o grau de execução física das obras é de 82% de acordo com os dados mais recentes, ou seja, restam 18% a serem terminados.

Obras Recursos contratados (R$ milhões) % de execução física
Estádios                                   7.817 100%
Aeroportos                                   6.089 72%
Mobilidade urbana                                   7.250 68%
Outras                                   2.296 90%
TOTAL                                23.451 82%
Fonte: Controladoria-Geral da União

 

Existe uma diferença entre o percentual de execução física e o de obras concluídas. O percentual de execução física se refere a quanto de uma obra foi realizado, mesmo que ela não tenha sido inaugurada. O percentual de obras concluídas corresponde a quantas ações foram 100% concluídas, em comparação com número total de ações.

Por exemplo, se tivéssemos apenas duas obras na Copa, com o mesmo custo, sendo que uma teria sido 100% concluída e a outra estivesse pela metade, então o percentual de execução física seria de 75% e o de obras concluídas seria de 50%.

Vale acrescentar que o percentual médio de execução física é ponderado pelo valor contratado para a obra. Quanto mais caro o empreendimento, maior o peso que ele terá na média. Por exemplo, se temos duas ações, sendo que uma foi 40% executada e outra foi 60%, a média de execução não será necessariamente de 50%. Vai depender de quanto cada uma custou. Se a primeira vale R$ 100 milhões, e a segunda, R$ 50 milhões, a média de execução física será de 47%.

Veja abaixo qual foi o volume de recursos contratados para cada tipo de obra e qual o percentual médio de execução física. Aqui, os dados estão agrupados por tema. No próximo post desta série sobre a Copa, o blog falará sobre as obras mais caras em cada modalidade, informando também qual é o órgão responsável pela realização.

As ações que foram abortadas sem que se tenha contratado nenhum recurso não estão incluídas no cálculo. Nos casos em que foram contratados recursos mas não há informação sobre o percentual de execução da obra, o dado foi incluído apenas na coluna “Recursos contratados” e não foi considerado na média geral de percentual de execução.

Estádios

Cidade-sede Recursos contratados (R$ milhões) % de execução física
Belo Horizonte                        678 100%
Brasília                     1.438 100%
Cuiabá                        596 97%
Curitiba                        234 83%
Fortaleza                        519 100%
Manaus                        651 99%
Natal                        400 91%
Porto Alegre                        330 99%
Recife                        385 100%
Rio de Janeiro                     1.077 100%
Salvador                        689 100%
São Paulo                        820 93%
TOTAL                     7.817 98%
Fonte: Controladoria-Geral da União. Elaboração própria

 

Aeroportos

Cidade-sede Recursos contratados (R$ milhões) % de execução física
Belo Horizonte                        480 50%
Brasília*                     1.133 -
Cuiabá                        111 71%
Curitiba                        298 41%
Fortaleza                        405 16%
Manaus                        352 89%
Natal**                        164 100%
Porto Alegre                        279 16%
Recife 0 -
Rio de Janeiro                        425 70%
Salvador                        139 70%
São Paulo                     2.303 93%
TOTAL                     6.089 72%
* Em Brasília, não há dados suficientes que permitam calcular a média de execução física das obras.** Em Natal, há duas ações no aeroporto. Para uma delas, não há informação atualizada sobre o valor contratado nem o percentual de execução da obra. Foi considerada neste cálculo apenas a obra para a qual há dados

 

Mobilidade

Cidade-sede Recursos contratados (R$ milhões) % de execução física
Belo Horizonte                     1.175 93%
Brasília                           43 40%
Cuiabá                     1.593 51%
Curitiba                        344 80%
Fortaleza                        617 40%
Manaus 0
Natal                        324 5%
Porto Alegre*                           33 -
Recife                        848 81%
Rio de Janeiro                     1.702 82%
Salvador**                           21 77%
São Paulo                        549 55%
TOTAL                     7.250 68%
* Não há informação atualizada do percentual de execução de uma das obras em Porto Alegre. Por isso, esta tabela exclui a cidade do cálculo da execução média
** Não foi informado o valor contratado das obras de mobilidade em Salvador e São Paulo, por isso os números citados se referem ao custo previsto

 

Outras obras

A maior parte das obras da Copa pode ser dividida em reforma ou construção de estádios, reforma de aeroportos e ações de mobilidade urbana. Há, no entanto, algumas que não se encaixam nesses três grupos.

Entre elas estão ações de segurança pública, para as quais foram contratados R$ 504 milhões, e ações nacionais no setor de telecomunicações, ao custo de R$ 260 milhões.

Também há obras nos portos de Santos (R$ 274 milhões), Fortaleza (R$ 175 milhões em recursos contratados), Manaus (R$ 4,6 milhões), Natal (R$ 92 milhões), Recife (R$ 28 milhões) e Salvador R$ 31,2 milhões).

ECONOMIA

Crise no setor elétrico gera rombo de R$ 53,8 bilhões

por Eduardo Rodrigues, Estadão

A sucessão de problemas enfrentados pelo setor elétrico nos últimos dois anos deve gerar uma conta de R$ 53,8 bilhões para a sociedade brasileira, de acordo com um estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entregue a todos os candidatos à Presidência da República.

Esse valor representaria a soma de todas as medidas que o governo precisou tomar para corrigir falhas oriundas do pacote de redução das tarifas de contas de luz e reorganizar a capacidade financeira das empresas de distribuição diante da crise energética decorrente da falta de chuvas no País.

Venda de carros recua 10% neste mês

por Cleide Silva, Estadão

As duas primeiras semanas de julho ainda não apontam a esperada melhora de mercado para o segundo semestre, como esperam as montadoras. As vendas de veículos novos até sexta-feira foram quase 10% menores que em igual período do mês passado e 17% inferiores aos números de julho de 2013.

No acumulado do ano até agora, foi vendido 1,46 milhão de veículos, 7,8% inferior ao resultado de igual intervalo de 2013. Neste mês, até sexta-feira, foram licenciados 103 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Para o mês todo, as fabricantes preveem vendas de cerca de 270 mil veículos.

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UOL

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