Datafolha: Dilma e Aécio já empatam no 2º turno; cresce reprovação ao Governo

Publicado em 18/07/2014 01:15 1216 exibições
No primeiro turno, Dilma marca 36%, Aécio Neves tem 20% e Eduardo Campos aparece com 8%. Índice de indecisos, brancos e nulos ainda é alto

A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira trouxe duas más notícias para a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). A primeira é que a tendência de a eleição ser decidida no segundo turno ganhou consistência. E a segunda, esta sim uma grande novidade: pela primeira vez, quando o adversário é Aécio Neves (PSDB), o cenário é de empate técnico.

Segundo a pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, Dilma marca 36% da preferência do eleitorado, Aécio tem 20%, e Eduardo Campos (PSB), 8%. Pastor Everaldo, do PSC, aparece com 3%. Os demais candidatos, somados, têm 8%. Outros 13% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou nulo, e 14% não souberam responder.

Em relação à pesquisa anterior, nos dias 1º e 2 de julho, Dilma oscilou dois pontos percentuais: de 38% para 36%. O tucano manteve 20%, e Campos oscilou de 9% para 8%.

O índice de rejeição a Dilma subiu três pontos em quinze dias: de 32% para 35%. No caso de Aécio, a oscilação foi de 16% para 17%. Campos manteve os 12%.

2º turno – O instituto simulou dois cenários para o segundo turno. Quando Dilma enfrenta Aécio, o resultado foi um empate técnico de 44% a 40% a favor da petista – a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Contra Campos, Dilma venceria por 45% a 38%.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios nesta terça e quarta-feira. A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro  BR-00219/2014.

Dilma na largada, por Fernando Canzian (articulista da Folha de S. Paulo) canzianfernando canzian

Dilma Rousseff entra na corrida eleitoral com indicadores econômicos bastante fracos. E o pessimismo entre consumidores e empresários é baixo em níveis históricos.

O mau humor é provocado por um desarranjo de duas vertentes: inflação alta e medidas pontuais e imprevisíveis que conturbaram o planejamento do setor produtivo.

Agora mantendo o juro básico da economia em 11% ao ano para tentar segurar os preços, fica ainda mais difícil fazer o país andar.

Do ponto de vista do dia a dia dos brasileiros, eles estão com menos dinheiro no bolso neste início do período eleitoral.

O crescimento da massa salarial recuou de 5,2% para 2,8% em 12 meses e o do crédito caiu de 10% para 6%. Isso vem batendo nas vendas do comércio, que hoje crescem a um ritmo três vezes menor do que há um ano (2,5% no acumulado em 12 meses).

Dilma ainda é favorita, e conta com uma taxa de desemprego baixa, que não deve mudar muito até a eleição.

Mas ela não terá vida fácil nos três Estados mais populosos do país, São Paulo, Minas e Rio, onde se concentra cerca de 40% do eleitorado e onde o PT terá adversários muito competitivos.

Por isso, Dilma terá de contar como nunca com o Nordeste para ser reeleita. Em 2010, dos 12 milhões de votos que obteve no segundo turno a mais do que Serra, 11 milhões saíram da região.

É lá onde a inflação é mais sentida pelos brasileiros, já que a população gasta grande parte da sua renda com alimentos, que vinham subindo acima da média dos preços.

Na eleição deste ano há ainda o fator Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco que, em vez de ajudar (e muito) Dilma como em 2010, será seu adversário no coração do Nordeste.

Em 2010, Dilma foi eleita em um cenário onde a economia crescia a um ritmo de 7,5% ao ano. Hoje, estamos falando de 1%.

Nas sabatinas em que participaram nesta semana em São Paulo, Aécio Neves (PSDB) e Campos (PSB) bateram muito na tecla das expectativas dos agentes econômicos, que enxergam o governo Dilma como avesso aos negócios.

Com eleição e este cenário à frente, Dilma também já deve ter se dado conta disso.

Reinaldo Azevedo, de veja: Aécio empata com Dilma no 2º turno; rejeição à presidente cresce; cai a aprovação ao governo, e cresce a reprovação

Datafolha 17.07.2014 segundo turno

A pesquisa Datafolha encomendada pela Folha e pela Globo é muito ruim para a presidente Dilma Rousseff, do PT, candidata à reeleição. Se a disputa fosse hoje, ela teria 36% das intenções de voto. O tucano Aécio Neves aparece com 20%, e o peessebista Eduardo Campos, com 8%. Há 15 dias, o mesmo instituto conferia 38% à petista. Aécio tinha os mesmos 20%, e Campos, 9%. O pior para a presidente não está no primeiro turno, mas no segundo. No levantamento de agora, ela aparece com 44%, e Aécio, com 40%. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, há uma situação de empate técnico. Em fevereiro deste ano, há cinco meses, a distância era de 27 pontos: 54% a 27%. Há duas semanas, de 7 (todos os gráficos que aparecem foram publicados pelaFolha Online.

Também a distância que separa a petista do peessebista caiu drasticamente. Contra o ex-governador de Pernambuco, ela teria hoje 45% contra 38%. Em fevereiro, a distância era de 32 pontos: 23% a 55%. Há duas semanas, era de 35% a 48% — 13 pontos viraram sete. É feia a coisa. E pode piorar: a rejeição a Dilma também cresceu 3 pontos em relação ao começo do mês: de 32% para 35%. Em seguida, vem Pastor Everaldo, com 18%, seguido por Aécio, com 17% e por Campos, com 12%.

datafolha 17.07.2014

Observem: como é que um candidato com 8% das intenções de voto, ainda desconhecido por muita gente, como Campos, consegue 38% quando confrontado com Dilma, no mano a mano? Para quem está empatado com a presidente no segundo turno, Aécio mantém um índice ainda modesto no primeiro. Também ele tem um índice de conhecimento ainda muito inferior ao dela. O conjunto dos dados parece indicar que cresce a massa de eleitores que não quer mesmo saber de Dilma.

Datafolha 17.07 rejeição

17.07 primeiro turno

Avaliação do governo
A reprovação ao governo e a aprovação empataram, uma situação sempre temida pelos candidatos à reeleição: hoje, acham seu governo ótimo ou bom 32% dos entrevistados — há duas semanas, eram 35%. Consideram-no ruim ou péssimo, 29% (26 na pesquisa anterior). E os mesmos 28% o avaliam como regular.

Por Reinaldo Azevedo

 

São Paulo

Datafolha: com 54%, Alckmin seria reeleito no 1º turno

Aprovação à gestão do tucano em São Paulo cresceu de 41% para 46%

Candidatos ao governo de São Paulo: Geraldo Alckimin, Paulo Skaf e Alexandre Padilha

Os candidatos Geraldo Alckmin, Paulo Skaf e Alexandre Padilha. Segundo o Datafolha, disputa terminaria com a reeleição de Alckmin no primeiro turno se terminasse hoje (Divulgação)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seria reeleito no primeiro turno, com 54% das intenções de votos, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com a TV Globo.

De acordo com o levantamento, Paulo Skaf, do PMDB, aparece com 16% em segundo lugar, e Alexandre Padilha, do PT, tem 4% da preferência dos entrevistados. Outros 13% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, e 10% não sabem em quem votarão. Os demais candidatos, juntos, somam 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No último levantamento do instituto, divulgado no dia 6 de junho, o tucano marcava 47% das intenções de voto, seguido por Skaf, com 21%, e Padilha, com os mesmos 4%. Segundo o jornal, no entanto, não é possível afirmar que os candidatos cresceram ou caíram na pesquisa atual porque o cenário testado é diferente do anterior.

Rejeição – Segundo o instituto, Padilha detém a maior rejeição entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes: 26%. Skaf registrou 20%, e Alckmin, 19%.

O Datafolha também testou a avaliação da atual gestão de Alckmin: o percentual de aprovação – bom e ótimo – subiu de 41% para 46% em relação a junho.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-00010/2014. Conforme os dados registrados, foram ouvidos 1.978 eleitores, nos dias 15 e 16 de julho, em 55 municípios paulistas.

Datafolha: Serra lidera disputa para senador em SP

José Serra, Eduardo Suplicy e Gilberto Kassab

José Serra, Eduardo Suplicy e Gilberto Kassab (ABr)

O ex-governador José Serra (PSDB) lidera a corrida pela vaga paulista ao Senado nas eleições de outubro, segundo a última pesquisa Datafolha. De acordo com o instituto, o tucano tem 34% das intenções de voto, contra 29% de Eduardo Suplicy (PT), que tenta a reeleição ao cargo, e 7% do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Outros 22% disseram que votarão em branco, nulo ou não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 1.978 eleitores em 55 municípios do Estado de São Paulo. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo.

 

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Veja + Folha de S. Paulo

1 comentário

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Vai dar Aécio, mineiro, porque o Brasil sente saudades da administração mineira...JK fez Furnas, Tres Marias e de quebra, Brasilia sem dizer que abriu estradas por todo pais... Morreu pobre e sua família leva a vida na simplicidade dos que vivem honestamente...54 anos é muito tempo, longe de um govêrno honesto, dinâmico e trabalhador, que visou única e exclusivamente o bem estar do povo brasileiro!!!

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