Na FOLHA: Ibope mostra Dilma com dificuldade em São Paulo e Minas

Publicado em 01/08/2014 06:28 954 exibições
por FERNANDO CANZIAN, da FOLHA DE SÃO PAULO

Pesquisas do Ibope divulgadas nesta quinta-feira (31) mostram a presidente Dilma Rousseff (PT) com dificuldades frente à candidatura do tucano Aécio Neves nos dois Estados com o maior número de eleitores no país, São Paulo e Minas Gerais.

Em Pernambuco, onde Dilma venceu no segundo turno de 2010 com 75,6% dos votos, o eleitorado aparece dividido entre a presidente e o ex-governador do Estado, Eduardo Campos, que concorre à Presidência pelo PSB.

Dilma, no entanto, lidera com folga no Rio, o terceiro maior colégio eleitoral.

As pesquisas do Ibope foram realizadas entre 26 e 28 de julho e têm margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em São Paulo, Dilma aparece com 30% das intenções de voto. Aécio tem 25% e Campos, 6%. A petista e o tucano podem, portanto, estar empatados dentro da margem de erro no maior colégio eleitoral do Brasil, com 22,4% dos habilitados a votar.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 de julho mostrava Dilma e Aécio com 25% cada no Estado. Campos aparecia com 8%.

Em São Paulo, Aécio tem como aliado o candidato a reeleição no Estado, o também tucano Geraldo Alckmin, que tinha 50% das intenções de voto na última pesquisa do Ibope. O candidato petista Alexandre Padilha aparecia com 5%.

Em Minas, que concentra o segundo maior número de eleitores no país (10,7%), Aécio lidera com 41%. O tucano governou Minas duas vezes.Dilma aparece com 31% e Campos, com 5%.

Os candidatos do PT e do PSDB ao governo de Minas, Fernando Pimentel e Pimenta da Veiga, respectivamente, aparecem empatados no Estado (considerando a margem de erro do Ibope), com 25% e 21%.

No Rio, Dilma abre grande vantagem sobre os opositores. No terceiro maior colégio eleitoral brasileiro (8,5% dos votantes), a presidente tem 35% das intenções de voto, ante 15% de Aécio e 5% de Eduardo Campos.

Na disputa para governador no Rio, os dois melhores colocados na pesquisa do Ibope, Anthony Garotinho (PR), com 21%, e Marcello Crivella (PRB), com 16%, apoiam a presidente Dilma.

O Ibope também pesquisou intenções de voto em Pernambuco, reduto de Campos, que governou o Estado duas vezes e de onde saiu candidato ao Planalto com altos índices de aprovação.

Em 2010, as votações proporcionais de Dilma para presidente e de Campos para governador no Estado estiveram entre as maiores do país.

No confronto deste ano, os dois aparecem empatados em Pernambuco, considerando a margem de erro da pesquisa. Dilma tem 41% das intenções de voto e Campos aparece com 37%. Aécio Neves tem 6%. Pernambuco concentra 4,4% dos eleitores.

Em termos nacionais, a mais recente pesquisa Ibope, divulgada no último dia 22, mostrava Dilma com 38% das intenções de voto. Em seguida, apareciam Aécio, com 22%, e Campos, com 8%. 

  Editoria de Arte/folhapress  

 

ELIANE CANTANHÊDE

E o Lula, hein?

BRASÍLIA - Dúvida atroz: será que Lula escapa incólume, sem um arranhão, da onda de rejeição a Dilma Rousseff e ao PT?

Se Dilma acumula 35% de rejeição nacional, 47% no Estado de São Paulo e estonteantes quase 50% na capital paulista...

Se o prefeito Fernando Haddad tem baixa aprovação e o candidato Alexandre Padilha patina em constrangedores 4 ou 5% nas pesquisas no maior colégio eleitoral do país...

Se o pemedebista Paulo Skaf não quer ouvir falar de Dilma em seu palanque paulista e o petista Fernando Pimentel a esconde em Minas...

Se, além de São Paulo, os candidatos petistas estão emperrados no Rio e demais Estados onde concorrem...

... conclui-se o óbvio: a coisa está feia não só para Dilma, que o PT tanto critica, mas para o próprio partido. Até porque, bem ou mal, ela continua favorita nas pesquisas.

E onde se encaixa Lula nisso? Uma dedução natural é que essa convergência de rejeições (à candidata e ao PT) deve atingir, mais cedo ou mais tarde, em maior ou menor grau, a popularidade do próprio Lula. Será?

Afinal, ele foi o inventor de Dilma, Haddad e agora Padilha, além de ser o grande líder do PT. Difícil imaginar que todos paguem o pato e ele continue mantendo a mítica intocável.

Vale o registro de que Lula adora futebol, mas a Copa começou, encantou e acabou, e não se viu nem ouviu falar de Lula em estádios ou em eventos da seleção brasileira.

O Lula de hoje é o das entrevistas a blogs camaradas, reuniões a portas fechadas com Dilma, articulações com a cúpula da campanha, assembleias da CUT. E, claro, dos auditórios protegidos e do aconchego dos ambientes do PT. Na campanha para valer, só deve ir ao Nordeste e a palanques pré-selecionados. Vai na boa, nada de bola dividida.

Ou está se descolando da rejeição (de Dilma e do PT) e se prevenindo de eventuais derrotas alheias, ou tem pesquisa mostrando que a coisa não anda boa também para o lado dele.

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Fonte:
Folha de S. Paulo

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1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, este País é, sem sombra de dúvidas, o mais rico do planeta! A riqueza que me refiro é a da capacidade em “surfar na maionese” dos governantes deste País. Dá a impressão que a qualidade principal para ocupar o cargo é de ser “surfista” (falacioso).

    Têm uma escola e atitudes, baseado nos ensinamentos de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do governo de Adolfo Hitler, criador do sofisma: Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.

    Nos noticiários recentes, o vocábulo “pessimismo” tem sido usado por todas as bocas, manipulado por um único agente, o poder central. O ministro que se presta ao papel de boneco de ventríloquo, Guido Mantega, citou em uma das aparições burlescas:”pessimismo virtual”, haja criatividade!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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