Ibope: Marina encosta em Dilma e venceria 2º turno por 9 pontos

Publicado em 26/08/2014 21:48 e atualizado em 27/08/2014 15:07 1302 exibições
Pesquisa aponta um novo cenário eleitoral no país com a entrada da ex-senadora na disputa: segundo turno é uma realidade e a presidente-candidata já não é mais a favorita (+ informações no blog de Ricardo Setti, de veja.com)

Pesquisa Ibope divulgada na tarde desta terça-feira aponta o crescimento da candidatura de Marina Silva, do PSB, que aparece com 29% das intenções de voto, cinco pontos porcentuais a menos do que a presidente-candidata Dilma Rousseff, que lidera a disputa com 34%. O tucano Aécio Neves marca 19%. 

Segundo o levantamento, contratado pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, Pastor Everaldo, do PSC, e Luciana Genro, do PSOL, têm 1% das intenções de voto cada. Os demais concorrentes somam 1%. A sondagem aponta que o 7% do eleitorado pretende votar em branco ou nulo, e 8% estão indecisos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Foi a primeira pesquisa feita pelo instituto com a presença de Marina, substituta de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13. A entrada da ex-senadora mostra um cenário eleitoral completamente diferente: o número de indecisos e dos que declaravam votar em branco ou nulo caiu. Além disso, os números indicam que o segundo turno é uma realidade: os adversários de Dilma somam 51%, ante 34% dela.

A simulação de segundo turno entre Marina e Dilma também confirmam um cenário temido pelo PT desde a consolidação da candidatura da ex-senadora. Segundo a pesquisa, Dilma seria derrotada por Marina por 45% a 36%. Contra Aécio, Dilma ganharia por 41% a 35%.

A rejeição à presidente-candidata continua sendo a mais alta entre os três primeiros colocados – 36%. Aécio marca metade desse patamar – 18% –, e Marina tem 10%.

Foram feitas 2.506 entrevistas em 175 municípios, de 23 a 25 de agosto. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

Ibope  – Vejam os números da eleição presidencial em cinco estados

Ibope - Estados 1

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Por Reinaldo Azevedo

Programas do PSDB e do PT são inadequados à nova realidade

Pois é… Se o PSDB e o PT tinham expectativas negativas sobre a pesquisa Ibope, agora que se conhecem os números, diga-se o óbvio: se estiverem certos, superam qualquer pessimismo de tucanos e petistas. Se a eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB), com 29%, está a apenas um ponto do empate técnico com a petista Dilma Rousseff (34%). O tucano Aécio Neves aparece com 19%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Em relação à pesquisa anterior do instituto, tanto Dilma como Aécio caíram quatro pontos. No levantamento do Ibope de 3 a 6 de agosto, Eduardo Campos aparecia com apenas 9%. Vejam o quadro publicado pelo Portal G1.

Ibope números

É evidente que a notícia é péssima para o tucano Aécio Neves. A 40 dias da eleição, uma diferença de 10 pontos para Marina Silva não é fácil de ser superada, especialmente porque é ela que surfa na onda da novidade. Dilma, que dava a reeleição como certa, seria derrotada por Marina no segundo turno por 45% a 36%. A diferença está fora da margem de erro. Vejam outro quadro do G1. Volto em seguida.

Ibope segundo turno

Como se pode perceber acima, a má notícia para Dilma não está apenas no percentual maior de Marina: a sua rejeição segue gigantesca. Hoje, nada menos de 36% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. Afirmam o mesmo sobre Marina apenas 10%. Contra o tucano, a presidente alcançaria 41%; ele ficaria com 36%. Vejam que coisa: esse não é um mau resultado para Aécio, não. O problema do candidato do PSDB está mesmo no primeiro turno.

A pesquisa e as campanhas
Tanto o horário eleitoral de Aécio como o de Dilma que foram ao ar nesta terça estavam fora do tom, isto é, em dissintonia com a realidade. O programa do PSDB ainda investe na apresentação de Aécio, desconhecido de parcela significativa do eleitorado. O de Dilma exalta as conquistas do PT e, ora vejam, investe contra o PSDB, contra o governo FHC etc. Em suma, aquela cascata de sempre.

Aécio dispõe de pouco mais de quatro minutos e, com efeito, essa fase da campanha deveria estar dedicada a apresentá-lo aos eleitores de todo o Brasil. Ocorre que essa era a escolha adequada antes da morte de Campos. Com a entrada de Marina na disputa, a conversa precisa mudar.

Os petistas seguem reféns de uma tara: só sabem fazer campanha contra o PSDB. É Marina quem daria hoje uma surra em Dilma, não Aécio. Num padrão puramente racional, então, o PT deveria torcer para o tucano passar para o segundo turno. Mas não adianta: a petezada tem a sua natureza.

Aécio pode fazer de conta que Marina não existe. Dilma pode fazer de conta que Marina não existe. Ocorre que o eleitorado acha que existe. Se um quer ser presidente e se a outra quer continuar presidente, é preciso fazer muita gente mudar de ideia e mudar o rumo da prosa no horário eleitoral.

Por Reinaldo Azevedo

Alckmin venceria no 1º turno com 22 pontos de vantagem sobre a soma dos adversários: 50% a 28%; o petista Padilha tem 5% e 26% de rejeição

Se alguém conseguisse enxergar as vontades mais recônditas do PT, eu diria que, se o partido tivesse de escolher entre vencer a eleição presidencial e a disputa para o governo de São Paulo, ficaria com a segunda alternativa. Dados os números do Ibope, no entanto, o partido pode ficar sem uma coisa nem outra. Se a eleição fosse hoje, diz o instituto, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, teria 50% das intenções de voto e seria reeleito no primeiro turno. No levantamento de julho, tinha o mesmo índice. Em segundo lugar, está Paulo Skaf, do PMDB, com 20% — contra 11% no levantamento anterior. Alexandre Padilha, do PT, também segue no mesmo lugar, com 5%. Os brancos e nulos juntam 10%, e 11% dizem não saber em quem votar. Os demais candidatos somam apenas 3%. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, ouviu 1.512 pessoas e está registrada no TSE sob o número BR-419/2014.

No voto espontâneo, em que os nomes não são apresentados, a liderança de Alckmin é folgada, com 29%, contra 9% de Paulo Skaf e apenas 3% de Padilha. Embora o tucano vencesse a disputa no primeiro turno com folga, o Ibope fez uma simulação de segundo: o atual governador venceria o candidato do PMDB por 55% a 28%.

Os números não poderiam ser melhores para Alckmin e piores para Padilha. O petista, que tem apenas 5% dos votos, lidera a rejeição: dizem que não votariam nele de jeito nenhum 26% dos entrevistados. Na sequência, vêm Alckmin, com apenas 19%, e Skaf, com 12%. Vale dizer: o saldo positivo do tucano é de 31 pontos, e o do peemedebista, de 10. Já o petista tem um saldo negativo de 21 pontos.

A avaliação do governo Alckmin também segue num patamar bastante apreciável. Para 41%, o tucano faz um governo “ótimo ou bom”; consideram-no regular 36% dos ouvidos, e apenas 19% dizem que é ruim ou péssimo. Aprovam o modo como o governador conduz o Estado 56% dos entrevistados, contra 32% que o reprovam — com saldo positivo de 24 pontos nesse quesito.

O PT, parece claro, não vive um bom momento no Estado e na cidade de São Paulo. Já observei aqui algumas vezes e volto ao ponto: os adversários de Alckmin insistem em responsabilizá-lo, por exemplo, pela crise hídrica do Estado. Ora, a afirmação contraria a experiência das pessoas, que sabem que isso não é verdade. Mais: anuncia-se a existência de um racionamento que não existe. As cidades que padecem com a falta sistemática de água não são servidas pela Sabesp.

Alckmin, tudo indica, vai torcer para que seus adversários continuem nessa toada. Se a eleição fosse hoje, ele venceria a disputa com 22 pontos de vantagem sobre a soma de seus adversários: 50% a 28%.

Por Reinaldo Azevedo

 

Em SP Serra lidera para o Senado, com 33%; Suplicy tem 24%; hora de o ainda senador botar uma melancia na cabeça

As pantomimas do petista Eduardo Suplicy, que concorre a um quarto mandato no Senado — quer ficar lá 32 anos! —, parecem não estar surtindo o efeito desejado. Depois do banho de água com gelo, talvez seja o caso de o petista posar com uma melancia no pescoço.

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta que o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem 33% das intenções de voto para o Senado. O petista Eduardo Suplicy (PT) aparece com 24%. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) tem 7%.

No levantamento realizado nos dias 26 e 28 de julho, Serra tinha 30%, Suplicy, 23%, e Kassab, 5%.

 

Política & Cia, por Ricardo Setti

VÍDEO: No “Aqui Entre Nós”, com Joice Hasselmann, eu digo: “Se Aécio não atacar já os erros do governo lulopetista, perdeu a eleição”

ELEIÇÕES: Já estamos acostumados a cinismo e mentira em campanha eleitoral. O PT em São Paulo, porém, exagera! Vejam só

Pátio Jabaquara do MetrÔ (Foto Marcos AMbrosio, Estadão Conteúdo)

Pátio de trens estacionados na Estação Jabaquara do Metrô paulistano: deputados do PT reivindicam algo que nunca fizeram, e nem poderiam fazer, em favor das obras. Especialidades dos petistas no setor são criticar e fazer greves (Foto Marcos AMbrosio, Estadão Conteúdo)

A cara de pau deveria ter limites, mas em política…

O caso da propaganda eleitoral dos deputados federais do PT em São Paulo é escandaloso. Sem ter o que dizer sobre os problemas do Estado, o programa mente descaradamente. Fizeram a jovem apresentadora dizer que “os deputados do PT garantiram recursos para o Metrô de São Paulo”

É o fim da picada! Em relação ao Metrô paulistano, os petistas se especializaram, ao longo dos anos, em três frentes:

A apresentadora do programa do PT paulista divulgando os candidatos a deputado do partido: tremenda cara de pau (Foto: Reprodução TV)

A apresentadora do programa do PT paulista divulgando os candidatos a deputado do partido: tremenda cara de pau (Foto: Reprodução TV)

1. Promover greves — quando mais selvagens, mais longas e mais absurdas, melhor.

2. Criticar, criticar, criticar — mesmo tendo em vista que o Metrô paulistano é, de longe, o melhor e o maior do país, tendo mais quilômetros de linhas que todos os demais metrôs existentes, e no qual atualmente há obras em oito linhas simultaneamente.

3. Negar-se a contribuir com 1 centavo com os esforços financeiros do governo estadual ao chegarem à Prefeitura — casos de Luiza Erundina (1989-1993), Marta Suplicy (2001-2005) e Fernando Haddad (de 2013 em diante). A Prefeitura, obviamente com enorme interesse em que o Metrô avance, começou a contribuir financeiramente com as obras na gestão do prefeito tucano José Serra (2005-2006) e continuou ao longo do primeiro mandato de seu vice e sucessor, Gilberto Kassab (PSB, à época no DEM), entre 2006 e 2009.

Não bastasse isso, há uma questão constitucional no meio da mentira: não há como deputados “garantir recursos” para nada, uma vez que o Orçamento da União — ao qual, sim, deputados podem acrescentar emendas — NADA destina ao Metrô de São Paulo, tocado com recursos do Tesouro paulista e com empréstimos. Em certos casos, esses empréstimos devem passar pelo crivo do Legislativo — mas dos senadores, e não dos deputados.

Mentira, portanto, de ponta a ponta, para enganar eleitores incautos.

(por Ricardo Setti)

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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2 comentários

  • salvador reis neto santa teresa do oeste - PR

    no debate da band marina já fala como vencedora das eleições... vamos unir as melhores cabeças para governar, vamos apoiar o agro ,etc... a única vantagem que eu vejo se ela ganhar e´ que os ptralhas ou pelo ao menos parte deles vão embora, vamos tirar os porcos gordos e colocar porcos magros... mas o que eu gostei mesmo foi do pastor Everaldo que disse; vamos deixar iniciativa privada trabalhar, incentivar a livre concorrência, diminuir ministérios pela metade, cuidar da saúde , educação, segurança, e quem ganhar ate 5.000 mil por mês não vai pagar imposto de renda, vamos apoiar o agro que a força do brasil...eu pessoalmente gostei muito parabéns ao pastor... pena que não da pra ele.

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  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    As pesquisas indicam que Aécio Neves tem que mudar a sede da campanha para Minas Gerais e descolar definitivamente dos membros do diretório anca dura de São Paulo e se aproximar de políticos de outros estados para reverter o quadro eleitoral. Deixar ao cargo somente do governador Geraldo Alckmin a campanha para presidente em São Paulo.

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