Análise semanal de SAFRAS mostra alta nas carnes e preços baixos no milho

Publicado em 14/09/2014 09:17 613 exibições

BOI TEVE PREÇOS FIRMES, POUCAS OFERTAS E ESCALAS CURTAS

      O mercado brasileiro de boi gordo teve uma semana de preços firmes. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, há pouca oferta ainda e as escalas de abate não estão longas e giram em torno de três dias úteis. A previsão é que os preços se mantenham até a próxima semana.

      Conforme o boletim semanal divulgado pelo SINDIFRIO, de São Paulo, a oferta de bovinos gordos está restrita por retenção do pecuarista. Por outro lado, com a demanda por parte das indústrias sob aprovação de diversas plantas para exportação, a tendência é de aumento da procura de bovinos terminados.

     Por esse motivo, o preço da arroba já está apresentando forte elevação, resultado da dificuldade na aquisição de bovinos gordos para abate. A curva deverá se manter até que a oferta de animais se regularize.

     Nesta quinta-feira (11), em São Paulo, o mercado teve preço estável, a R$ 128,00/R$ 130,00.  Em Mato Grosso do Sul, o preço permaneceu em R$ 121/123,00. Em Minas Gerais, a arroba se manteve em R$ 121/123,00.  Em Goiás, a arroba foi cotada a R$ 121/123, estável. Em Mato Grosso, o preço ficou a R$ 113/115.

      Atacado opera enxuto, porém, com oferta regular à procura

O atacado está enxuto, porém, com oferta regular à procura. Nestes dias, registra elevação mantendo, com isso, os preços firmes e com expectativa de elevação em razão da pressão altista. Diante dessa fase de reação os negócios deverão manter boa procura e, como resultado, preços com tendência à elevação, resultado da oferta restrita.

      Na ponta do consumo, a procura está com lentidão. Preços ontem ficaram em R$ 9.40 nos cortes de traseiro, com baixa de R$ 0,20. Os cortes de dianteiro fecharam em R$ 6,60, com desvalorização de R$ 0,10 em relação ao dia anterior.

     Carine Lopes ([email protected]) / Agência SAFRAS

MILHO TEVE PREÇOS FRACOS SOB PRESSÃO INTERNACIONAL E DE PORTO 

      O mercado brasileiro de milho teve preços fracos e poucos negócios diante de pedidas desencontradas de comprador e vendedor, da pressão internacional e da consequente baixa nos preços do porto de Paranaguá. Além disso, até quinta (11), os participantes estavam mais interessados no leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

      O leilão de Pepro, realizado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou 1.603.397,310 toneladas ou 89,08% das 1,8 milhão de toneladas ofertadas. O volume total da operação ficou em R$ 74.274.812,70.

      Nesta quinta-feira também, os compradores se ausentaram dos negócios também, no aguardo do relatório de oferta e demanda de setembro por parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos 
(USDA). O relatório foi baixista porque estimou uma safra recorde aos Estados Unidos, de 14,395 bilhões de bushels, bem acima da
expectativa do mercado, que trabalhava com volume de 14,276 bilhões de 
bushels.

      A produtividade média dos Estados Unidos foi elevada de 167,4 bushels por acre para 171,7 bushels por acre, acima dos 170,7 bushels por acre esperados pelo mercado. Os estoques de passagem da safra 2014/15 foram projetados em 2,002 bilhões de bushels ante 1,808 bilhão do relatório anterior, mas ligeiramente abaixo da projeção do mercado, de 2,004 bilhões de bushels.

      O relatório de setembro de oferta e demanda mundial de milho na temporada 2014/15 estimou que a produção deverá ficar em 987,52 milhões de toneladas, acima das 985,39 milhões de toneladas previstas 
no mês passado. Os estoques finais de passagem foram projetados em 189,91 milhões de toneladas, acima das 187,82 milhões de toneladas indicadas em agosto e das 189,39 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

     Nesta quinta-feira (11), o porto de Paranaguá teve preço em queda após a divulgação do relatório do USDA, que foi baixista para os negócios, a R$ 21,70/22,30. No Porto de Santos, o preço ficou também em baixa, a R$ 21,70/22,30. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 19,00/20,00. Em São Paulo, preço em R$ 19/20,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, preços a R$ 22,50.

       No Rio Grande do Sul, preço a R$ 23/24,00, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia inalterado, a R$ 20/21,00. Em Goiás, preços estáveis, a R$ 16/17,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 12/14,00, em Rondonópolis.

     Carine Lopes ([email protected]) / Agência SAFRAS

PREÇO DO SUÍNO AVANÇA AO PRODUTOR MAS RECUA NO ATACADO 

      O mercado brasileiro de carne suína apresentou nova semana de valorização nos preços ao produtor, com a média do quilo vivo na região Centro Sul do Brasil passando de R$ 3,91 para R$ 3,93, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

     O analista Allan Hedler sinaliza que apesar da alta, o mercado já trabalha com uma expectativa de acomodação dos preços para a segunda quinzena de setembro, acompanhando o recuo de preço registrado no mercado atacadista. "Talvez as cotações do suíno vivo possam recuar na segunda quinzena de setembro, por conta do tradicional período de demanda menos aquecida. Mesmo assim, não há motivo de preocupação maior aos suinocultores, visto que os preços seguem em ótimos níveis se comparado a períodos anteriores, levando em conta também os menores custos para a alimentação animal", informa.

     Apenas para ter uma ideia, Hedler salienta que o preço atual do quilo vivo suíno está 10,4% acima do registrado na mesma semana de agosto, quando era cotado a R$ 3,52. Se comparado à mesma semana de setembro do ano passado, quando era cotado a R$ 3,07, a valorização está próxima de 28%.

     No mercado atacadista, Hedler destaca que a média de preços da carcaça no Centro-Sul recuou 0,3%, de R$ 6,21 para R$ 6,19, puxada pela desvalorização ocorrida em São Paulo e Santa Catarina. "No mercado paulista, a carcaça especial apresentou queda de vinte e cinco centavos, passando de R$ 6,95 para R$ 6,70. As carcaças tipo exportação e comum recuaram dez centavos, passando de R$ 6,50 para R$ 6,40 e de R$ 6,25 para R$ 6,15 respectivamente. No mercado catarinense a queda também foi de dez centavos, com o quilo da carcaça comum sendo cotado hoje a R$ 6,25. Nas demais praças de comercialização do Brasil as cotações se mantiveram", disse. Para o pernil, a média de preços permaneceu em R$ 7,03 no Centro-Sul.

     Nas exportações, Hedler sinaliza que o resultado final de agosto voltou a ser menor se comparado ao do mesmo período do ano passado. Conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil embarcou 42,1 mil toneladas de carne suína no oitavo mês do ano, com queda de 19,4% ante agosto de 2013. Houve uma compensação na receita, que cresceu 7,2% na mesma comparação, atingindo US$ 142,3 milhões.No acumulado do ano, os embarques de carne suína somaram 319 mil toneladas e US$ 980,6 milhões, queda de 7% no volume e aumento de 10,3% na receita, em comparação com o intervalo entre janeiro e agosto de 2013.

     Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) indicaram que na primeira semana de setembro os embarques de carne suína in natura atingiram 10,1 mil toneladas. Conforme Hedler, a média diária de exportações ficou em 2 mil toneladas, incremento de 19,4% em relação à média diária de 1,7 mil toneladas registrada em agosto. Em faturamento, o total no acumulado da primeira semana foi de US$ 42,9 milhões.

     A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que em São Paulo a arroba suína seguiu em R$ 88,00. No Rio Grande do Sul o quilo vivo na integração subiu 1,3%, de R$ 3,17 para R$ 3,21. No interior, o quilo seguiu em R$ 4,38. Em Santa Catarina o preço do quilo vivo seguiu em R$ 3,20 na integração e a R$ 4,20 no interior. No oeste do Paraná a cotação permaneceu em R$ 4,20, apresentando valorização de 2,3% no mercado livre, de R$ 3,93 para R$ 4,02 e de 3,4% na integração, de R$ 3,80 para R$ 3,93.

     No Mato Grosso do Sul a cotação seguiu em R$ 3,10 na integração e a R$ 3,60 em Campo Grande. Em Goiânia, o preço continuou em R$ 4,50. No interior de Minas Gerais a cotação permaneceu em R$ 4,50, com o quilo sendo mantido a R$ 4,10 no mercado independente. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo foi mantido a R$ 3,20 em Rondonópolis, mas recuou de R$ 3,58 para R$ 3,55 na integração do estado.

     Arno Baasch ([email protected]) / Agência SAFRAS

MERCADO DE FRANGO VIVO VOLTA A SE VALORIZAR EM SP, MG E DF 

      O mercado brasileiro de frango vivo registrou uma semana de pequenas variações de preço, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Com exceção do Distrito Federal, de São Paulo e Minas Gerais, que tiveram novas valorizações de preço do quilo vivo, as demais regiões encerraram a semana com estabilidade.

     O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Hedler, acredita que os preços do quilo vivo tendem a se manter no curto prazo, haja vista a proximidade da segunda quinzena, período em que tradicionalmente a demanda se mostra mais restrita.

     No mercado atacadista, a maior procura, impulsionada pelo recebimento dos salários na última semana e pela alta das carnes concorrentes, contribuiu para a sustentação dos preços. Em São Paulo, o peito do frango congelado subiu 4,9% durante a semana, chegando ao valor de R$ 4,30 no atacado, enquanto na distribuição a cotação se valorizou em 3,5%, atingindo R$ 4,45. Já o quilo da coxa teve reajuste de 5,5%, passando de R$ 3,65 para R$ 3,85 no atacado. "A expectativa é de uma maior acomodação nas cotações no mercado atacadista durante a próxima semana", projeta.

     No que tange a custos, Hedler informa que a queda nos preços do milho e do farelo de soja tem mantido os produtores com uma boa margem de lucratividade.

     Nas exportações, por outro lado, o desempenho de agosto voltou a decepcionar. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicaram que foram embarcadas 332 mil toneladas de carne de frango, queda de 0,4% ante agosto do ano passado. A receita melhorou 5,4% na mesma comparação, atingindo US$ 674,6 milhões. Já no acumulado do ano, o ritmo dos embarques da carne de frango é positivo em 1,7%, com total de 2,605 milhões de toneladas. O desempenho em receita, entretanto, registrou redução de 4,6%, com US$ 5,163 bilhões entre janeiro e agosto de 2014.

     O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que o preço do frango vivo em São Paulo, ficou em R$ 2,70, apresentando elevação de vinte centavos frente ao valor praticado na semana anterior. Em Minas Gerais, o preço subiu dez centavos frente à semana passada e chegou a R$ 2,80.

     Na integração catarinense a cotação do frango vivo seguiu em R$ 2,35. No Paraná, o quilo vivo se manteve em R$ 2,30 na integração (oeste do Estado). Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo permaneceu em R$ 2,40.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 2,60. No Distrito Federal o quilo vivo foi elevado de R$ 2,70 para R$ 2,80. Em Goiás o quilo vivo seguiu em R$ 2,65.

     Em Pernambuco o quilo vivo se manteve em R$ 3,30. No Ceará a cotação do quilo vivo permaneceu em R$ 3,20, enquanto no Pará o quilo vivo foi cotado a R$ 3,30, apresentando estabilidade ante a semana anterior.

     Arno Baasch ([email protected]) / Agência SAFRAS

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Fonte:
Safras & Mercado

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