Rio Grande do Sul em alerta para a entrada de novas pragas agrícolas

Publicado em 15/09/2014 15:54 406 exibições

No momento em que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anuncia a erradicação da Cydia pomonella, praga da macieira em todo o mundo, profissionais de fiscalização, extensionistas, produtores rurais e pesquisadores reuniram-se em um workshop para tratar de um assunto da mais alta relevância para o agronegócio nacional: o risco de entrada de novas pragas. 

O engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul (Seapa-RS), Vinícius Grasselli, comenta que novas pragas foram introduzidas recentemente no estado, causando impacto econômico em cultivos de grande importância econômica e social. "A confirmação de uma nova praga, a Drosophila suzukii, ocorreu recentemente no Sul do Brasil. A sociedade deve ter consciência que uma defesa fitossanitária forte leva ao menor custo de produção, menor uso de agrotóxicos e maior respeito ao ambiente”, explica Vinícius Grasselli. 

Por isso, a Seapa-RS em parceria com a SBDA - SociedadeBrasileira de Defesa Agropecuária realizaram o workshop 'AmeaçasFitossanitárias - A globalização da economia e seu impacto para a agriculturano Rio Grande do Sul', que ocorreu em Bento Gonçalves, na semana passada. O evento teve apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal e foi organizado pela Agropec Consultoria.

Vinícius Grasselli acrescenta que eventos como este servem para difundir o conhecimento dos participantes. "Os profissionais de defesa agropecuária devem estar em constante capacitação e aprendizado. Por isso, a aproximação dos fiscais com os pesquisadores é um bom momento para absorver as novidades que estão sendo apresentadas pelos órgãos de pesquisa, e assim, ocorrer uma integração destes profissionais envolvidos na defesa agropecuária”, afirma.

Regina Sugayama, consultora da Agropec, considera fundamental que se façam investimentos par ampliar a capacidade de diagnóstico fitossanitário no Brasil, envolvendo as instituições de pesquisa e o setor privado. "A pesquisa tem descoberto, em média, três espécies de pragas oriundas de outros países no Brasil. Fechar os olhos a essa realidade ou acreditar que ela irá se alterar no curto prazo são a pior postura que se pode adotar. Quanto mais cedo esses eventos de invasão forem descobertos e quanto melhor preparados estivermos para lidar com eles, maiores as chances de sucesso em um programa de erradicação", comenta.

A sanidade é um alicerce para a sustentabilidade da atividade agropecuária. A partir da identificação e mapeamento de pragas, é possível agircom inteligência e visão estratégica, para impedir ou retardar a entrada de novas pragas no Rio Grande do Sul.

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Agropec

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