"Vou-me embora pra Bruzundanga", Artigo de Marco Antônio Villa

Publicado em 04/10/2014 08:31 e atualizado em 04/10/2014 13:22 1080 exibições
em O Estado de S. Paulo

O Brasil é um país fantástico. Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos. O mais recente é Dilma Rousseff.                

Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças. Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como "doutora" em Economia.Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como "de 1,99". Não deu certo. Teve logo de fechar as portas.  

 Leia a íntegra no Estadao.com... clique aqui

 

A “Presidenta” e seu marqueteiro: sintomas do autoritarismo petista

A exigência da presidente Dilma de ser chamada de “presidenta” poderia ser apenas um sintoma de seu exotismo, quiçá um apelo para a cartada sexual em busca do apoio das feministas. Mas não. Ao que tudo indica, não se trata somente de um neologismo fruto de capricho pessoal, e sim de um presságio do que pode estar por vir, caso seja reeleita. Um indício de um autoritarismo preocupante.

A importância dada ao termo é tanta que hoje podemos identificar facilmente seu séquito de bajuladores pelo simples uso dele. Quem se refere a Dilma como “presidenta” está demonstrando sua subserviência, sua obediência. Vale notar que quase todo líder autoritário fez questão de ser chamado por algum apelido ou termo específico qualquer, para destacar sua posição acima dos reles mortais.

A história mostra que os piores ditadores e facínoras tinham também seus apelidos: Führer (Hitler), Il Duce (Mussolini), O Grande Timoneiro (Mao Tse Tung), El Comandante (Fidel Castro). Seria “Presidenta” uma forma sutil de expressar a ambição ditatorial do PT?

Afinal, Dilma não guarda segredo de sua admiração por algumas destas figuras históricas, o que foi constatado quando fez afagos recentemente no ditador cubano, ou quando era Chefe da Casa Civil e quebrou o protocolo para reverenciar Pol Pot. Sim, Pol Pot, o facínora líder do Khmer Vermelho, que exterminou um terço da população de seu país, o Camboja.

Esse autoritarismo do PT foi o motivo pelo qual Eduardo Jorge, hoje candidato a presidente pelo PV, decidiu abandonar o partido em 2003, como revela em entrevista nas páginas amarelas de Veja desta semana:

Eduardo Jorge

Uma das marcas registradas desses líderes autoritários é a presença dominante da figura de um marqueteiro, como o poderoso Goebbels no nacional-socialismo de Hitler. Afinal, líderes autoritários são também populistas, precisam ludibriar as massas, enganá-las o tempo todo. Depositam fé quase absoluta no papel do “enganador das massas”, portanto.

É verdade que a crescente dependência dos marqueteiros é uma tendência geral na política nacional, mas também é inegável que a petista Dilma é, sem dúvida, a que mais depende dessa figura. Basta ver que ela é praticamente incapaz de responder algo sem consulta, ao contrário do que acontece com Aécio Neves:

Candidato mais preparado

Como brincou um amigo meu, Dilma precisa verificar na “cola” até se é para dar “bom dia” ou “boa noite”. Sem a papelada preparada pelo marqueteiro, fica totalmente às escuras. Eduardo Jorge também comenta sobre esse uso excessivo do marqueteiro na entrevista:

Eduardo Jorge 2

Uma reportagem de Daniel Pereira também na Veja desta semana fala justamente do papel preponderante de João Santana na campanha de Dilma. O discurso de “nós” contra “eles”, por exemplo, que o PT tem usado para conquistar o voto dos ignorantes enquanto segrega perigosamente o Brasil, teria sua impressão digital.

Aquela nefasta campanha do medo que o PT lançou também foi obra do marqueteiro. O vídeo do partido mostrava um cenário sombrio no futuro, caso a oposição vencesse, alegando que haveria uma volta ao passado de miséria total. Conclui a matéria:

João Santana

A banalização da imoralidade em nosso país pode ajudar a enxergar um marqueteiro desses como apenas um profissional eficiente em sua função, mas discordo totalmente. Se ainda temos algum apreço pela ética, o que João Santana faz, sob a aprovação da “Presidenta”, é abjeto, indecente, algo típico de um Goebbels. Ele é cúmplice da corja no poder, como foi Duda Mendonça antes dele. Joice Hasselmann, na TVeja, foi direto ao ponto:

Juntando as peças do tabuleiro, uma presidente arrogante que insiste em ser chamada de “Presidenta”, e um marqueteiro disposto a jogar sujo e descer no pântano com o único objetivo da vitória, não importa como ela se dê, temos a configuração de um quadro assustador, que nos remete aos piores ditadores que o mundo já viu. Seria isso o que está em construção no Brasil de hoje? Espero que não, que o povo possa acordar enquanto é tempo.

Rodrigo Constantino

A utopia concreta de uma menina mimada: Luciana Genro é um atraso para nossa democracia

Se não eu conto tudo para meu pai…

A primeira pergunta que fiz quando Luciana Genro participou pela primeira vez no debate da TV Globo ontem foi: quantas vezes ela entrou na fila para ser essa mala sem alça? É impressionante sua postura infantil, seu discurso batido, datado, que já era ultrapassado no século XX. Acusar até o PT de ser de “direita” é realmente uma piada de muito mau gosto.

Mas eis que, escutando a CBN hoje, descubro que o jornalista Kennedy Alencar julgou sua participação no debate muito produtiva, graças à oratória boa da candidata do PSOL. Como é? Com aquela fala insuportável e aquele tom arrogante? Kennedy, com aquele esforço homérico para parecer moderado na forma, deixou sua máscara cair e transparecer seu conteúdo de esquerdista radical, que todos já conheciam.

Como alguém pode elogiar Luciana Genro? E como alguém tem coragem de fazer isso em rede nacional de rádio? E na CBN, do Grupo Globo, que ela coloca no mesmo saco podre do “capital financeiro”, uma espécie de Hitler do capitalismo, segundo sua ótica bizarra. Fica outra pergunta: como a Globo dá espaço para alguém assim?

Uma conhecida matou a pau quando escreveu que Luciana Genro ganharia as eleições, se ao menos as crianças pudessem votar. De fato: seu discurso ridículo só pode mesmo conquistar a alma de um infante, ao menos em idade intelectual. Talvez por isso Gregório Duvivier tenha declarado voto nela…

A filha de Tarso Genro é a candidata de uma nota só: a defensora das “minorias”. Seu papel é levar essa pauta, que não está na agenda do povo brasileiro, para o debate. Quando precisou responder sobre segurança pública, esse sim um tema prioritário para a população, veio com a proposta romântica, ingênua e temerária de trocar as armas da polícia por flores e soltar os bandidos. Sim, é essa a proposta em sua essência: desarmar a polícia e prender menos criminosos. E alguém vota nisso?

Aécio Neves soube enquadrar bem a filhinha de papai, mostrando que era leviana, fazia um show sem compromisso com o país, e não tinha preparo para disputar a Presidência da República. Vou além: não tem preparo para disputar a vaga para síndica do condomínio!

Tudo isso poderia ser apenas divertido ou lamentável, dependendo do ponto de vista, não fosse um detalhe: além de Genro levar uma pauta fora do contexto das preocupações verdadeiras da população, ela exerce um papel estratégico ali, que é o de fazer Dilma parecer mais moderada do que é. Os comunistas sempre jogaram com essa tática das tesouras: usam uma bucha de canhão caricata para que o radical de ontem pareça o moderado de hoje. Perto de Luciana Genro, afinal, até o PT parece tragável!

O que mais chamou a atenção no debate, entretanto, não foi o papelão ridículo de Luciana Genro, pois é o que se espera dela; e sim quando Marina Silva, que vem tentando construir uma imagem de mais moderada ao longo da campanha, disse que seu programa de governo era muito parecido com o da candidata do PSOL. Foi uma confissão estarrecedora, que com uma frase consegue jogar toda a credibilidade emprestada por Giannetti da Fonseca no lixo e colocar em seu lugar o MST do passado.

A democracia brasileira precisa evoluir muito ainda, demonstrar mais maturidade, o que acontecerá no dia em que uma comunista caricata, defensora do que há de mais podre nas ideologias, for vista por todos como aquilo que é: uma ameaça ao próprio regime democrático. Mas a elite da esquerda caviar acha que é Levi Fidelix o maior pária da turma, enquanto trata Luciana Genro até com respeito e admiração. Dureza…

PS: Em suas considerações finais, Luciana Genro criou a expressão “utopia concreta”, que ninguém sabe o que é, uma vez que utopia é justamente aquilo que não se concretiza. Talvez ela tenha em mente um Gulag, já que seus muros podem ser feitos de concreto, como o Muro de Berlim, que os comunistas ergueram para impedir a saída do povo alemão “egoísta” daquele “paraíso” que Genro deseja para o Brasil.

Rodrigo Constantino

Tags:
Fonte:
O Estado de S. Paulo + VEJA

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

2 comentários

  • Adoniran Antunes de Oliveira Campo Mourão - PR

    KENNEDY ALENCAR, é o maior crápula, que ousa intitular-se de jornalista. É um lambe saco e outra coisa, da dupla Lula e Dilma.Nojento, escroto,canalha.E a CBN aceita este porra louca como colunista. Deixei de ouvir, estou na Jovem Pan atualmente,porque Sardenberg,Merval e tantos outros bons jornalistas que trabalham naquela emissora, nao merecem terem que suportar a companhia de tamanho energúmeno canalha, que é o tal Kennedy Alencar.Dá engulhos.

    0
  • Antonio Carlos Nogueira Fortaleza - CE

    É lamentável essa situação que nos colocou o Sr. Lula pois dentro de seu partido poderia ter optado por exemplo O sr Henrique Meireles, que com certeza faria todos esquecerem dele o que não quer.

    Mas espero que esse ciclo chegou ao fim com um novo governo.

    0