Operador de campanhas petistas (o Bené) estava em avião que transportava dinheiro vivo

Publicado em 08/10/2014 18:02 553 exibições
Por Rodrigo Rangel e Daniel Pereira, na VEJA.com:


Um conhecido colaborador de campanhas eleitorais petistas estava a bordo do avião no qual a Polícia Federal apreendeu, na noite desta terça-feira, 116 mil reais em dinheiro vivo no aeroporto de Brasília. A aeronave foi abordada pelos agentes federais logo após pousar, vindo de Belo Horizonte. Uma denúncia anônima levou os policiais a fazerem o flagrante. Os três ocupantes do avião, um turboélice registrado em nome de uma empresa de participações, foram levados até a Superintendência da PF em Brasília para prestar esclarecimentos.

Entre eles estava Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília com negócios no governo federal e que ficou conhecido na campanha eleitoral de 2010 por bancar despesas do comitê eleitoral da então candidata petista Dilma Rousseff. Bené também patrocinou um grupo que operava na clandestinidade, dentro do comitê de campanha, para produzir dossiês contra o tucano José Serra, então adversário do PT. Na época, o coordenador da campanha de Dilma Rousseff era o hoje governador eleito de Minas Gerais Fernando Pimentel.

Junto com Bené estava Marcier Trombiere Moreira, funcionário de carreira do Banco do Brasil que ocupa, desde março deste ano, o cargo de assessor especial do ministro das Cidades, Gilberto Occhi. O terceiro ocupante da aeronave foi identificado como Pedro Medeiros. Amigo de petistas influentes, especialmente de Minas Gerais, Bené era um empresário pouco conhecido de Brasília. No governo do PT, ficou rico: de repente, suas empresas — a Gráfica Brasil e a Dialog Eventos — passaram a ganhar fortunas com contratos públicos. Durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, as empresas faturaram 214 milhões de reais.

A Dialog chegou a ser proibida de contratar com o governo após a descoberta de uma série de irregularidades. Em muitos órgãos públicos, ela era contratada sem licitação. Auditorias oficiais concluíram que a empresa costumava receber pagamentos por serviços nunca prestados. A Gráfica Brasil, por sua vez, continuou firme e forte com seus negócios na máquina federal. Já no governo Dilma, recebeu 109,6 milhões.

Na campanha de 2010, Bené atuou com uma espécie de tesoureiro informal da campanha de Dilma. Cuidava das finanças e também da logística da estrutura montada em Brasília para servir à candidatura presidencial petista. Até estourar o escândalo da espionagem, revelado por VEJA, Bené era o responsável por pagar as despesas de uma casa montada para servir à campanha. Também foi ele quem providenciou outros imóveis utilizados pelo comitê petista — incluindo a casa onde a então candidata Dilma Rousseff morou, no Lago Sul de Brasília, até ser eleita presidente.

Nas eleições deste ano, o empresário voltou à cena, só que mais discretamente. Bené auxiliou a campanha do petista Fernando Pimentel. Sempre nos bastidores. Ele transitava entre Brasília e Belo Horizonte. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem dom dinheiro.

Por Reinaldo Azevedo

 

Operador de campanhas petistas estava em avião que transportava dinheiro vivo

Benedito de Oliveira Neto, empresário beneficiado por contratos com o governo federal e financiador do "bunker" onde o comitê da campanha de Dilma Rousseff em 2010 se misturava com um núcleo de espionagem, era um dos ocupantes do avião em que a PF apreendeu 116.000 reais na noite desta terça-feira, em Brasília

Rodrigo Rangel e Daniel Pereira
A história se repete: Benedito de Oliveira Neto, empresário envolvido no escândalo de espionagem que atingiu a campanha petista em 2010, estava em aeronave apreendida pela PF com dinheiro vivo

A história se repete: Benedito de Oliveira Neto, empresário envolvido no escândalo de espionagem que atingiu a campanha petista em 2010, estava em aeronave apreendida pela PF com dinheiro vivo (DEDOC/VEJA)

Um conhecido colaborador de campanhas eleitorais petistas estava a bordo do avião no qual a Polícia Federal apreendeu, na noite desta terça-feira, 116.000 reais em dinheiro vivo no aeroporto de Brasília.

A aeronave foi abordada pelos agentes federais logo após pousar, vindo de Belo Horizonte. Uma denúncia anônima levou os policiais a fazerem o flagrante.

Os três ocupantes do avião, um turboélice registrado em nome de uma empresa de participações, foram levados até a Superintendência da PF em Brasília para prestar esclarecimentos.

Entre eles estava Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília com negócios no governo federal e que ficou conhecido na campanha eleitoral de 2010 por bancar despesas do comitê eleitoral da então candidata petista Dilma Rousseff.

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Bené também patrocinou um grupo que operava na clandestinidade, dentro do  comitê de campanha,  para produzir dossiês contra o tucano José Serra, então adversário do PT.

Na época, o coordenador da campanha de Dilma Rousseff era o hoje governador eleito de Minas Gerais Fernando Pimentel.

Junto com Bené estava Marcier Trombiere Moreira, funcionário de carreira do Banco do Brasil que ocupa, desde março deste ano, o cargo de assessor especial do ministro das Cidades, Gilberto Occhi. O terceiro ocupante da aeronave foi identificado como Pedro Medeiros.

Amigo de petistas influentes, especialmente de Minas Gerais, Bené era um empresário pouco conhecido de Brasília. No governo do PT, ficou rico: de repente, suas empresas – a Gráfica Brasil e a Dialog Eventos – passaram a ganhar fortunas com contratos públicos. Durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, as empresas faturaram 214 milhões de reais.

A Dialog chegou a ser proibida de contratar com o governo após a descoberta de uma série de irregularidades. Em muitos órgãos públicos, ela era contratada sem licitação. Auditorias oficiais concluíram que a empresa costumava receber pagamentos por serviços nunca prestados.

A Gráfica Brasil, por sua vez, continuou firme e forte com seus negócios na máquina federal. Já no governo Dilma, recebeu 109,6 milhões.

Na campanha de 2010, Bené atuou com uma espécie de tesoureiro informal da campanha de Dilma. Cuidava das finanças e também da logística da estrutura montada em Brasília para servir à candidatura presidencial petista.

Até estourar o escândalo da espionagem, revelado por VEJA, Bené era o responsável por pagar as despesas de uma casa montada para servir à campanha. Também foi ele quem providenciou outros imóveis utilizados pelo comitê petista – incluindo a casa onde a então candidata Dilma Rousseff morou, no Lago Sul de Brasília, até ser eleita presidente.

Nas eleições deste ano, o empresário voltou à cena, só que mais discretamente. Bené auxiliou a campanha do petista Fernando Pimentel. Sempre nos bastidores. Ele transitava entre Brasília e Belo Horizonte. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem dom dinheiro.

Melhor não falar

pimentel

Colaborador de Pimentel estava no avião

A turma de Fernando Pimentel precisará se desdobrar para explicar a origem e o destino dos 116 000 reais apreendidos em um avião ontem à noite, em Brasília.

Só a Policia Federal, depois de uma investigação, poderá dizer se há maracutaia ou não, mas quem está na orbita do episódio não arrisca abrir a boca.

Ontem, o piloto e o copiloto do bimotor foram convidados a prestar esclarecimentos. Os dois preferiram ficar em silêncio.

Por Lauro Jardim

 

NA FOLHA: Empresário e colaborador do PT em MG são detidos com dinheiro suspeito

Um empresário ligado ao PT e um colaborador da campanha do partido em Minas Gerais foram levados até a Polícia Federal para prestar esclarecimento sobre dinheiro suspeito encontrado em um avião, um bimotor turboélice de prefixo PR-PEG, que foi apreendido na noite de terça-feira (7) em Brasília.

O empresário é Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené. Em 2010, ele esteve no centro do escândalo no qual foi descoberto um bunker para produção de dossiês contra tucanos, montado pela pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

Em depoimento à Polícia Federal, Bené confirmou ter sido o responsável por negociar o aluguel da casa, no Lago Sul de Brasília. Uma de suas empresas, a Dialog, havia recebido na época cerca de R$ 200 milhões de contratos do governo federal.

O caso gerou uma crise no PT, que afastou os envolvidos.

  Folhapress  
O empresário Bené sobe no avião em direção a Brasília na tarde de terça (7), em foto obtida pela Folha
O empresário Bené sobe no avião em direção a Brasília na tarde de terça (7), em foto obtida pela Folha

Outro detido no aeroporto é Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades —dominado pelo PP, partido aliado de Dilma.

Ele trabalhou na campanha de Fernando Pimentel, eleito governador de Minas pelo PT no domingo (5). A coordenação da campanha apenas confirmou que ele prestou serviços, mas não comentou a detenção. O ministério pode divulgar uma nota sobre o caso.

Oficialmente, a Polícia Federal afirma ter apreendido pelo menos R$ 116 mil com o grupo. Uma terceira pessoa também foi detida. Todos foram liberados à noite, após prestar depoimento.

Carregar dinheiro em moeda nacional dentro do país, independentemente do valor, não é crime, mas o portador precisa saber explicar e comprovar a origem dele. A Folha não localizou nem Bené nem Moreira para comentar o caso.

OUTRO LADO

A coligação do novo governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), divulgou nota nesta quarta-feira (8) dizendo que "não pode se responsabilizar pela conduta de fornecedores".

Dois deles foram detidos pela Polícia Federal com dinheiro suspeito na noite desta terça-feira (7). A PF afirma ter apreendido R$ 116 mil com três homens em Brasília, que chegaram à capital federal num bimotor turboélice de prefixo PR-PEG vindo de Belo Horizonte.

Por meio de nota, a assessoria de Pimentel confirmou que dois dos três homens detidos colaboraram com a campanha dele em Minas. Marcier Trombiere "prestou serviço de comunicação" e a Gráfica Brasil Editora e Marketing, de Benedito Rodrigues Oliveira Neto, o Bené, "prestou serviços gráficos". 

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Fonte:
veja.com + Folha

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1 comentário

  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    Já estão fazendo o caixa , pois sabem que vão ter que entregar a chave do caixa para AÉCIO NEVES , o PT e seus aliados precisam juntar tudo o que podem , pois sabem que depois eles vão dizer que não sabiam de nada não viram nada enquanto isso nós pagamos fortunas em impostos . Isso tudo vai acabar espero que sejam presos logo .

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