Câmbio traz alento para o agronegócio em 2015

Publicado em 06/01/2015 08:37
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O ano de 2015 mal começou, mas o agronegócio brasileiro sabe que a temporada será de margens apertadas, principalmente no setor de grãos. A boa safra dos Estados Unidos, a previsão de colheita recorde no Brasil e o aumento dos estoques nacionais e mundiais indicam que as cotações das principais commodities agrícolas – soja e milho – devem seguir em queda ou, no máximo, manter os patamares atuais ao longo do ano, dependendo se haverá problemas climáticos. Segundo projeção da Expedição Safra Gazeta do Povo, o país deve atingir 202 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2014/15.

Diante deste cenário pouco animador, os produtores brasileiros comemoram a desvalorização do real diante ao dólar, mesmo que isso dificulte o controle da inflação. A moeda americana na casa dos R$ 2,70 faz com que a cotação da saca de soja seja negociada perto dos R$ 60 em todas as praças agrícolas do país neste início de ano. Ontem, em algumas localidades como Cascavel, Maringá e Londrina, a cotação bateu R$ 62 por saca, enquanto Paranaguá chegou a R$ 65/sc.

“O câmbio será um alento [para o agronegócio]. Sempre que o real se desvaloriza, a remuneração é maior para o produtor. Como a cotação do dólar não sinaliza alteração, a taxa de câmbio irá continuar favorecendo o agronegócio brasileiro”, destaca Lucilio Alves, professor e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.

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Fonte: Gazeta do Povo

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