"O agronegócio carrega o Brasil nas costas", afirmam lideranças no Congresso Abag

Publicado em 09/08/2016 07:29
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"O agronegócio andou para a direção do Sol, enquanto os demais setores cairam diante a situação do Brasil. A colocação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luis Carlos Carvalho, na abertura do 15º Congresso Abag. Para líderes do setor do agronegócio o Brasil é maior que a crise.

O 15º Congresso da Abag debate neste ano "Liderança e Protagonismo" e, segundo Luis Carlos Carvalho, é preciso que o setor mostre seu protagonismo. "Hoje, somos o segundo maior exportador e deveremos ser o primeiro nos próximos anos, como aponta a FAO. Porém, não é só exportar. É preciso ter voz mais ativa perante a política também". Carvalho destacou ainda que os líderes são as chaves mestras para instigar o desenvolvimento. "O Brasil caminha para o seu protagonismo. É o agronegócio que faz o país andar".

Há um ano o Brasil vivia uma situação delicada e de indecisões. Hoje, conforme o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, pautas ligadas ao setor produtivo começam a entrar em discussão. "O setor está pronto pa ter liderança e fazer seu protagonismo. Os acordos que estamos vendo no Ministério da Agricultura, com o ministro Blairo Maggi, mostra que o Brasil está andando".

Leia a notícia na íntegra no site Olhar Direto

Fonte: Olhar Direto

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Qual o sentido de um slogan como esse? " O agronegócio carrega o Brasil nas costas". Se toda a exportação brasileira do agronegócio vale em torno de 10% do PIB, como pode 10% carregar 90%? Isso é coisa bem diferente de regiões que tem como única fonte de renda produtos agricolas, embora todas as grandes empresas e cooperativas colaborem com o governo corrupto arcando com a alta carga de impostos, tem como contrapartida montanhas de dinheiro subsidiado com dinheiro do povo. No mais Blairo Maggi não fez nada até agora, a não ser anunciar que vai expandir seus negócios comprando uma multinacional. Protagonismo para a turma da ABAG é isso, puxar o saco de quem tem a caneta.

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    • LUIZ ALFREDO VIGANÓMARMELEIRO - PR

      O agronegócio representou em 2015 46,2% das exportações brasileiras Rodrigo, no valor de 88 bilhões de dólares (fonte Cepea-USP), acho que isso por si só demonstra a força do setor. Já que o lulopetismo sucateou a indústria nacional, que deveria ser o motor do crescimento econômico (ao menos os asiáticos cresceram investindo na industria nacional e na exportação de manufaturados, e com a ajuda do câmbio amigo sempre), só sobrou o agro pra ser competitivo no exterior, e isso nós estamos fazendo, nem que seja por inércia, empurrão mesmo. Quanto à participação no PIB realmente o agro não é o motor da economia, inclusive caiu a participação em 20 anos ( de 23,80% em 1995 pra 21,50% em 2015, dados Cepea-USP). Também concordo contigo que esse ufanismo de "carregar o Brasil nas costas" é coisa de dirigente demagogo e oportunista, e bem lembrado os juros subsidiados que tivemos nos anos lulopetistas, mas que também beneficiaram outros setores (automobilistico e construção civil principalmente) mas que serviu pra alavancar a produção e estruturar o setor (acabou a a junta de bois, todo agricultor tem seu trator). A meu ver o agricultor cresceu por capacidade e trabalho próprio, assumindo riscos financeiros e não recebendo nada dessas entidades, federações, associações ou órgão governamentais, que, pelo contrário, mais atrapalham que ajudam, como na polêmica proibição da safrinha de soja no Paraná. E pior Rodrigo, vamos ter de engolir uma Dilmista destrambelhada na CNA de novo, pois daqui a pouco a Katia Abreu volta com tudo ...

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sem dúvida Sr. Viganó, se existe protagonismo no setor, esse protagonismo é do produtor rural, não de entidades e lideranças que, estes sim, andam nas costas do produtor, falando em seu nome e apresentando resultados insignificantes. O aumento de produtividade que houve foi graças ao produtor e às indústrias que fornecem máquinas, equipamentos e insumos cada vez melhores, mas principalmente devido ao conhecimento acumulado e adquirido através dos anos, por conta própria e por aprendizado com terceiros, e não por conversa mole de burocratas que mamam dinheiro publico aboletados em cargos, comissões e organizações público-privadas.

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    • LUIZ CARLOS FREITASSIDROLANDIA - MS

      Como enche linguiça essa gente. Nossa!

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    • EDUARDO LIMA PORTOPORTO ALEGRE - RS

      Excelente debate entre os Amigos Rodrigo Polo Pires e Luiz Alfredo Viganó. Somatório de opiniões coerentes e qualificadas que contribuem para um melhor nível da Agricultura. Parabéns a ambos!

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Sr Viganó, Katia Abreu não volta mais, esse é um problema que eliminamos. http://noblat.oglobo.globo.com/meus-textos/noticia/2016/07/para-nao-ser-deposta-katia-abreu-renuncia-presidencia-da-cna.html

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Sr. Viganó, mesmo esses tais juros subsidiados no final das contas não são benéficos, pois o governo não gera riqueza, apenas a tira do contribuinte. O próprio produtor acaba arcando com o custo desse subsídio através de impostos caros sobre os insumos que compra, como o Diesel, que no Brasil só aumenta de preço. Também as próprias maquinas financiadas estão cheias de impostos diretos e indiretos embutidos. Essa conversa de juros "baratos" é mera propaganda nacionalista, o produtor paga caro por isso, só que esse custo adicional já está embutido no preço dos equipamentos, nos acessórios que o banco cobra para liberar recursos e em outras linhas de credito "normais". Alguém já viu a taxa de juros do Banco Chrysler nos EUA para financiar uma camionete? 2,9% ao ano, isso mesmo. E juros do cartão de credito por lá, 16% ao ano (enquanto aqui passa de 430% os juros do credito rotativo do cartão).

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Ressaltando que esses são os juros de mercado praticados nos EUA, nada de "favores" estatais...

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      De que jeito carregamos o país nas costas, como, em que sentido, somos simplesmente obrigados a plantar no Brasil, com a maior taxa de juros do planeta, com os custos mais altos do mundo, sem estradas, sem ferrovias, sem hidrovias, a BR 153, que corta o Brasil de ponta a ponta, faz vergonha, de tanto buracos e vidas sendo ceifadas a todo momento, fretes cada vez mais caro, não se tem condições de baixar..., atualmente os fretes em nosso estado subiu 50 reais por ton, adubos vindos de São Luís MA para Gurupi TO, estamos à mercê de um sistema socialista e como se fôssemos escravos modernos, daqui a pouco acho que vou ser preso por comentar nossas notícias, expôr nossas idéias e nossos ideais, sensura total, estamos à beira do abismo, vocês devem estar se perguntando, porque ainda sou agricultor? Certo, simplesmente somos agricultores porque tem 23 anos de profissão, filho de um pai que foi durante 50 anos agricultor e de um bisavô de 55 anos de agricultura, somos tradição, tá no sangue que corre em nossas veias, temos amor no que fazemos, gostamos, a terra e as lavouras são nossas vidas , por isso resistirmos, perdemos as culturas essa safra com falta de chuvas e estamos firmes, vamos rodar, vamos em frente como diz João Batista, não podemos parar,

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Com todo respeito sr Luis Carlos Freitas, se acha que estamos enchendo linguiça, então pesso sua opinião, de seu depoimento aqui no NA, estamos falando sério de nosso futuro, não de brincadeiras querendo aparecer, isso aqui no fala produtor, são discussões que vão aumentar nossa conhecimento e

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    • EDUARDO LIMA PORTOPORTO ALEGRE - RS

      O enchimento de linguiça definitivamente não é o termo correto para quem nesse espaço expõe suas opiniões de forma aberta e desinteressada. Muito do que se registra aqui não é da minha concordância, mas certamente que estou muito longe de ser o Dono da Sabedoria e do Conhecimento.

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    • HILÁRIO CASONATTOLUCAS DO RIO VERDE - MT

      ninguém é obrigado a plantar nada,se gosta ou acha que se não plantar vai morrer, então corra riscos

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    • OSEAS SIQUEIRA -

      Meu caro Viganó, não é bem assim como você diz quanto ao sucateamento da indústria nacional, absolutamente. É preferível dar lugar à razão do que paixões. Veja, é preciso ser analista para entender. O Brasil cresceu e desenvolveu-se numa velocidade supersônica a partir da virada para este novo milênio, passando da 16a. economia para a 7a. no ranking das maiores economias do planeta http://exame.abril.com.br/econ... em pouco mais de dez anos, permanecendo aí até 2014 e aumentou sobremaneira o número de empregados nesse período de crescimento, ou seja, em mais de 20 milhões com carteira assinada. Ano a ano o País criava de 1,5 milhão a 2,5 milhões de novos empregos, tá lembrado? Portugueses, espanhóis, entre outras nacionalidades, chegavam a centenas de milhares para trabalharem no Brasil, até americanos vinham procurar emprego aqui. Lembra que isso aconteceu ao longo do tempo em que o SUPERATRASADO parque industrial do País foi se modernizando importando tecnologias de última geração, substituindo de modo acelerado mão-de-obra por robôs, por máquina supermodernas de última geração e de alta produção, eu pessoalmente participei desse progresso no setor indústrial, notadamente na indústria automobilística, reduzindo custos operacionais e dispensando milhões de empregados, com a agravante de que a cada ano mais de um milhão de jovens chegava ao mercado de trabalho. Além disso, em paralelo, a economia dos países ricos desmoronava e despencava no abismo, nos EUA até a GM, símbolo do capitalismo americano, estava falida, precisou o próprio governo salvar a empresa da falência, até a cidade de Detroit faliu por completo e até hoje está falida. Dezenas de moderníssimos shoppings faliram por completo, uma verdadeira desgraça econômica, veja neste link: http://www.buzzfeed.com/mjs538... daí a entidade privada Fed foi autorizada pelo FOMC - Federal Open Market Committee (Comitê Federal do Mercado Aberto) para emitir dólares adoidado, o quantitative easing, US$85 bi /mês, criaram dinheiro DO NADA, dinheiro sem lastro, que chegou a mais de 1 quatrilhão esse lixo monetário, DO QUAL O BRASIL RECICLOU QUASE US$400bi e a China mais de US$3tri na ânsia de impedir uma super-desvalorização da moeda americana, cuja MANIPULAÇÃO FINANCEIRA do FOMC/ Fed, DOMINADORES DO MERCADO FINANCEIRO MUNDIAL, quase quebrou a União Europeia, quase quebrou o mundo pode-se dizer, que dizer então do singelo Brasil em particular, do qual muito me orgulho? MAS O BRASIL CRESCEU ASSIM MESMO, com todas as dificuldades e chegou até onde deu pra chegar, com se vê, lembrando que crises não são NENHUMA NOVIDADE neste País, teve governo que chegou a SEQUESTRAR o dinheiro dos brasileiros depositados em bancos. VADE RETRO SATANA.

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    • OSEAS SIQUEIRA -

      Links acima saíram incompletos. Cliquem nos links abaixo para ver o tamanho dos estragos nas economias.: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-passa-a-ser-a-decima-segunda-economia-do-mundo-m0068709 http://www.buzzfeed.com/mjs538/completely-surreal-pictures-of-americas-abandoned-malls#.fujyj0zEq

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