Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto

Publicado em 25/08/2016 01:48 e atualizado em 28/08/2016 07:34
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A partir de artigo postado aqui no NA por Eduardo Porto (Agricultura Lesionada - Margens abusivas e endividamento), a questão da terceirização do maquinário e dos serviços no campo foi posta em debate. O produtor Guilherme Lamb joga luz sobre as dificuldades enfrentadas pelo agricultor brasileiro a partir desta tema. Acompanhe e participe...

Guilherme Frederico Lamb

Mensagem:

Eduardo, não é simplesmente patrimonialismo na questão da terceirização de atividades fim, o qual no Brasil é proibida pelas leis trabalhistas, por isso inexistem empresas formais voltadas diretamente a esse tipo de serviço no Brasil. http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/148558-setor-produtivo-aguarda-aprovacao-de-projeto-de-lei-sobre-terceirizacao-na-atividade-agricola.html#.V73x2TUwCDk

Guilherme Frederico Lamb

Mensagem:

Nos EUA inexistem leis que proibam a terceirização como aqui, no caso do Brasil só atividades indiretas podem ser terceirizadas legalmente. Não há meios no Brasil de abrir um empresas de prestação de serviços agrícolas diretos como plantio, colheita, etc. E mesmo que abertas, o custo do serviço na maioria dos casos inviabiliza a contratação, por causa dos tributos e burocracias aqui vigentes. O contratante percebe que com que ele paga pelo serviço de colheita terceirizada, dependendo do modulo em questão, ele paga tranquilamente a parcela da maquina e os custos operacionais.

Guilherme Frederico Lamb

Mensagem:

Mesmo no mercado informal de prestação de serviços aqui no país somente fica viavel a contratação para quem não tem um modulo suficiente que permita diluir o custo da maquina.

Eduardo Lima Porto

Mensagem:

Guilherme, suas ponderações são muito pertinentes com relação a terceirização dos serviços agrícolas. Conheço algumas empresas que já estão atuando nesse segmento, mas realmente não abarcam o serviço integral de plantio, pulverização e colheita, como já é comum na Argentina e no Uruguai. Ressalvando as questões fiscais e trabalhistas, como bem apontado no seu comentário, acredito que existe um enorme potencial para o desenvolvimento desse tipo de negócio por aqui. Me inclino a dizer que seria uma necessidade urgente na medida em que a ociosidade do parque de máquinas agrícolas é elevada devido a sazonalidade da utilização, assim como os seus custos de manutenção e a necessidade cada vez maior de se contar com mão de obra especializada. Minha maior preocupação reside na imobilização excessiva do Capital em ativos que possuem um retorno muito lento. Dentro de um cenário de endividamento crescente do setor, a Rentabilidade do Ativo Imobilizado (excluindo o valor das terras) é uma medida de eficiência muito importante e que é levada em conta na avaliação dos riscos do produtor e na determinação de limites de crédito. Concordo que módulos pequenos são os que melhor justificam esse tipo de contratação. Acho que é um tema muito interessante de ser abordado na forma de um Artigo Técnico aqui no NA, não lhe parece? Gostei muito da troca de idéias consigo. Abraço.

 Guilherme Frederico Lamb

Mensagem:

Sim Eduardo, é extremamente pertinente um artigo técnico que levante com exatidão todos os motivos dos nossos problemas. Eu sou produtor de grãos, também sou graduado em administração de empresas e me dedico muito a análise de projetos e gestão de custos. Possuo uma colheitadeira classe 6, quando efetuei a compra analisei o quanto eu gastaria por safra contratando informalmente alguns indivíduos que prestam serviço de colheita na região, o tipo de serviço que eles prestam (perdas durante o processo, compromisso de agenda, etc) e pesando todos esses fatores nos meus cálculos se provou inviável terceirizar. O custo do hectare colhido não é baixo, e isso se justifica pois as maquinas são caras, a manutenção é cara (pneus que chegam a custar mais 15 mil reais cada em alguns casos), o diesel caro, o custo do operador, etc. Isso se deve basicamente ao custo Brasil, visto que muitas peças de reposição que comprei nos EUA chegaram a custar até 6 vezes menos que aqui. Depois entrava a questão do compromisso e de um problema endêmico que temos no Brasil no que diz respeito a confiança. Colheita muito malfeitas por esses prestadores de serviço, e como devido a todos esses problemas legais e burocráticos é inviável fazer um contrato formal, não há muitos meios eficientes de cobrar pela qualidade do serviço. Pesando e analisando todos os fatores, se mostrou muito caro e arriscado terceirizar. Ativo imobilizado pode ser um imenso problema sim, mas o que não tem sido no Brasil?? A questão que em geral quando temos as coisas em nossas mãos, os problemas são menores, é possível ter maior controle. Nesse ponto, fazendo um paralelo com a sociedade dos EUA onde há uma relação de confiança natural, premissa básica é a confiança, diferente do Brasil onde precisamos desconfiar de tudo primeiro, acaba sendo muito mais fácil e confiável contratar um serviço do gênero. Primeiro, lá o contrato entre as partes tem amplo amparo legal e em geral se for executado se resolve rapidamente, eu conheci um Americano que prestava serviço de colheita no Kansas, ele tinha um contrato muito simples de uma página que firmava objetivamente como limites de perdas na operação volume máximo grãos perdidos pela máquina), período em que se dará a colheita e coisa do gênero. Tive boas experiências visitando os EUA, mas não vou me estender muito aqui, porem como compro algumas peças para as minhas maquinas diretamente de lá, sei que muitos itens básicos podem custar até 5 vezes menos que aqui em alguns casos, ou o óleo diesel que na cotação de hoje no varejo na cidade de Indianapolis está em torno de 1,60 R$ por litro já convertidos, enquanto aqui custa 3,20 R$. Então eu não vejo como um questão de puro patrimonialismo (pejorativamente) e sim necessidade perante a enormidade de barreiras para se conseguir uma prestação de serviço de qualidade e confiança no Brasil. Se eu não tivesse um modulo que me permitisse diluir esses custos de ativos imobilizados \"adequadamente\" eu deixaria de plantar, arrendaria ou venderia as terras e sairia do país, aliás ando pensando nisso mesmo com um modulo razoável. Muitos dos pequenos não tem escolha e também sequer estão fazendo cálculos para avaliar a real viabilidade se plantar culturas que demanda maior escala em pequenas propriedades, como no Brasil não há ou há poucas alternativas muita gente força a situação, onde em geral acaba apenas empatando ano após ano ou se endividando lentamente. Em muitos casos que analisei e só tem prejuízo. Eu tenho alguns dados sobre os temas que mencionei, se achar pertinente me disponho a compartilhar. O assunto é muito complexo, extenso e é necessário focar nas causas dos nossos problemas, não nos efeitos. A causa ao meu ver está no modelo político socialista adotado no país, repleto de keynesianismo e crony capitalism, se não corrigir os problemas fundamentais nunca teremos ambiente econômico jurídico e social para prosperarmos. também é necessário atentar para realidade de se abrir um negócio no Brasil, recentemente encontrei essa explanação sobre a situação, que ao meu ver reflete perfeitamente a realidade: \"Suponha comigo que você tem 35 anos, R$ 500.000,00 no banco e um Q.I. acima da média. O que fazer? Você pode abrir uma empresa. É o que jovens com esse perfil e boas ideias costumam fazer em países mais civilizados, por exemplo. Na verdade, esse é o objetivo de vida mais cobiçado em lugares como EUA, Inglaterra e Austrália: abrir uma empresa, ganhar MUITO dinheiro e, no processo de ficar podre de rico, empregar dezenas ou centenas de pessoas e gerar bens e serviços que vão elevar a qualidade de vida de todos. Mas vamos supor que você viva no Brasil. A média de lucro (a mais valia clássica, o retorno sobre o investimento do capitalista) vai de 3% a 5% (varejo), 6% (farmácias e drogarias), 10% (postos de gasolina) 11% a 13% (alimentação e serviços), pra citar alguns exemplos. Isso quando o empresário não opera no vermelho, pagando do próprio bolso pra manter o negócio e, com ele, os empregos de seus funcionários. Claro que não é só. Você vai gastar em média 2.600 horas/ano não fazendo o que você se propôs a fazer (produzindo bens ou prestando serviços) mas pra recolher os impostos, que vão incidir sobre o seu investimento ANTES que você tenha qualquer lucro. Em média, 40% do seu investimento vai pro governo; 24% vai pros trabalhadores; e, descontada a parte do banco (capital de giro, desconto de recebíveis, etc), a você será permitido ficar com apenas 7% do que gerou. Você será tratado como criminoso pela sociedade, será culpabilizado por tudo o que der errado no país, e será constantemente fiscalizado e esporadicamente autuado por conta do descumprimento de alguma obrigação acessória que nem seu advogado sabia que existia, mas que lhe renderá uma multa de 150%, além de juros de 1% ao mês e correção monetária. E claro, ocasionalmente seus funcionários o processarão, ainda que você tenha pago todos os direitos e obrigações, e sabe-se lá o que vai decidir o juiz do trabalho, que está lá na presunção de que você é um contraventor e o seu funcionário é um anjo. Depois de 3 anos, há 80% de chance de você estar falido, e com sua casa, carro e o que quer que tenha sobrado de seu capital inicial ameaçado por execuções fiscais e trabalhistas. Não parece um prospecto muito bom. Mas felizmente você vive no Brasil, e tem opções. Você pode emprestar aqueles seus R$ 500.000,00 ao governo, por exemplo. Uma aplicação no Tesouro Direto indexada ao IPCA rende hoje pouco mais de 18% ao ano, com liquidez semestral. Descontados os impostos, ainda sobra uns 14% limpos. Bem melhor do que os 3% a 11% que você obtém empreendendo, e com risco praticamente zero: ao contrário do que se dá com o empreendedor, o governo te tratará como rei, porque o governo é incapaz de gastar menos do que arrecada, e sempre vai precisar de gente como você para financiar o déficit endêmico. Ao final de 3 anos, você terá somado cerca de R$ 200.000,00 ao seu capital de R$ 500.000,00 (ajudado pela mágica dos juros capitalizados). Bem melhor, não? Ou então você pode empregar esse seu cérebro privilegiado e estudar para um concurso público. Salários de R$ 30.000,00, que a iniciativa privada só paga a altos executivos que tenham resultados pra apresentar e que estejam acostumados a viver sob intensa pressão, não são incomuns no funcionalismo, com o bônus de que você nunca será demitido, ainda que faça apenas o mínimo exigido, e, dependendo da carreira que escolher, será inclusive obrigatoriamente promovido. É essa a flora exótica na qual vivemos: tudo a todo momento grita pra que você não crie, não empreenda, não empregue. Se acumulou algum capital, seja rentista. Se tem uma boa educação, seja funcionário público. Vai dar certo sim, amigos.\" Autor Rafael Rosset https://www.facebook.com/rafael.rosset/posts/10208267517783860

(Apenas para esclarecer, não estou fazendo critica a terceirização em si. Sou defensor fervoroso do livre mercado e das liberdades individuais, onde cada um mantenha para si seus ganhos e patrimônio, gerindo-os como achar melhor. Meu ponto é identificar devidamente a causa dos problemas e não atacar efeitos. Essas leis que impedem a terceirização deveriam ser totalmente abolidas, não havendo restrição alguma para isso, o mesmo quanto a burocracia que faz com que se leve muitos meses para se abrir uma empresa aqui no Brasil e logo a mesma acabe falindo, levando outro ano para encerrar legalmente a atividade.) 

GUILHERME LAMB

Eduardo Lima Porto

Mensagem:

Realmente muito coerentes as suas considerações. O fator \"confiança\" ou a ausência dela em relação a terceiros cria distorções muito sérias, que só quem já sofreu algum dissabor ou que está diante de uma necessidade concreta pode mensurar corretamente. Nos Seguros e na Concessão de Crédito fala-se muito algo semelhante, o tal do \"Risco Caráter\". Infelizmente o nosso por aqui é bem elevado. Tenho uma convivência muito intensa com os argentinos e uruguaios já de alguns anos. Curiosamente, o sistema de terceirização integral é uma realidade há bastante tempo e com bons resultados. Conheci uma empresa muito interessante chamada \"Agroservicios Pampeanos\" que além da operação integral em máquinas bastante modernas, se encarrega da aplicação dos insumos e do acompanhamento das lavouras usando o que existe de melhor em Agricultura de Precisão. Assim como eles, existem vários outros de menor porte, o que permitiu a consolidação desse conceito inclusive junto a Produtores de maior escala. Mas, como você pontuou muito bem, a diferença de qualidade das Pessoas é um aspecto crítico e que torna decisões supostamente racionais do ponto de vista econômico mais arriscadas do que deveriam. Nesse sentido, concordo plenamente que o controle do processo se torna intransferível.

 

Rodrigo Polo Pires postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Excelente debate, demonstra que nós os integrantes do setor podemos e temos capacidade de discutir os principais problemas que afetam nossos negócios, de maneira honesta e respeitosa. E o Guilherme tem razão quando foca um ponto, ele tem razão, nos falta isso, mas falta por que muitos que tem capacidade não querem participar. O ponto em questão, o principio de que ele parte é o principio correto, a impregnação do socialismo em nossa sociedade, a crença de que são os politicos e os representantes os únicos que podem ajudar, não amigos, os produtores devem ajudar-se a si mesmos e vai ao ponto, muito pertinentemente, ataca as causas e não os efeitos. Foi produtivo por que junto com o Eduardo Porto abriu espaço, tornou a discussão mais focada, ampliando o campo sobre o ponto escolhido pelo Guilherme. Isso não tira de jeito nenhum o mérito do Eduardo, ao contrário, pois faz com que o discurso, por que não dizer assim, seja aperfeiçoado, melhorado, e com grande capacidade de reconhecimento, com humildade reconhece a razão do outro, o que nunca acontece com liderança e politicos, mesmo que tenha sido o responsável pelo inicio de uma divergência que pode e vai ser sanada somente assim, com discussão. Tirar o centro da discussão dos politicos já é, em si mesmo, decidir por conta própria, pautar os politicos e mostrar que os produtores pensam e tem voz própria, sendo capazes de resolver seus problemas sem precisar que ungidos pensem e ajam por eles. Politicos não devem mandar, devem obedecer.

Rodrigo Polo Pires postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Amigos, recomendo fortemente a leitura do terceiro comentário do Guilherme Lamb, leiam com atenção suas considerações, e não digam que todo mundo sabe disso, o ponto é... por que não muda? Afinal se sabemos e temos gente com capacidade de expressar isso de maneira correta, por que essas pautas nunca chegam nas discussões das bancadas? No mesmo comentário Guilherme aponta a solução, que diga-se, é evitada pelo próprio ministro da agricultura Blairo Maggi, que afirmou ontem que o governo precisa arrecadar \"para manter as coisas funcionando\". Mediocridade é apelido para isso, pois é justamente para evitar que as coisas funcionem que existem impostos. Tirem os impostos e já não haverá politicagem com funcionalismo público devido à algo muito simples, não haverá dinheiro para isso, para manter as coisas funcionando. É isso, o Sr. Blairo Maggi é o maior representante do crony capitalism, me desculpe se escrevi errado Guilherme pois nem falar inglês falo, mas do capitalismo de compadres, e por isso finge estar ao lado dos produtores, quando na verdade quer salvar as empresas penduradas no BNDES para não desmoralizar de vez todo o novo governo. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No final da propaganda politica, quando começa a ser pressionado pelos repórteres alinhados ao funcionalismo público, foge vergonhosamente, pois sabe que as medidas anunciadas não resistem cinco minutos ao escrutínio, mesmo dos produtores rurais, por isso faz referência a casos isolados, falando de carimbos, de unhas encravadas, de desburocratização, mas muito espertamente sai de fininho quando indagado a explicar quais são essas \"coisas\" que devem ser mantidas funcionando.

 

Guilherme Frederico Lamb postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Rodrigo, mesmo porque se não resolver a causa dos problemas que reside no Estatismo Brasileiro, podemos argumentar o quanto quisermos, nada vai mudar, A \"leI\" contoninuara proibindo a existencia de terceirização de atividades ligadas diretamente a produção, a Burocracia e os impostos irão continuar afastando investidores e empreendedores dos negócios por razões óbvias e país vai continuar no circulo vicioso em que vive. Não precisa nem sequer de muito, cito dois exemplo. !) Petrobras, basta acabar com o monopolio estatal e faze-la competir de igual para igual com as empresas privadas (novamente como exemplo os EUA). 2) Correios: O mesmo principio, não precisa nem sequer privatiza-lo, basta deixa-lo a merce da competição que ele acaba naturalmente. Precisamos descentralizar poderes, desburocratizar, reduzir o estado, só assim teremos ambiente para ganho de produtividade e eficiência.

carlo meloni

Mensagem:

Eu aprendi na minha vida que terceirizaçao nao pode ser considerada uma atividade economicamente e estrategicamente viavel e so\' deve ser usada quando nao houver alternativas---O falecido sr Egon começou a WEG do nada mas a tranformou na terceira maior fabrica do mundo hoje com 25000 dependentes---Fui amigo dele e sei que a sua estrategia de sucesso foi a VERTICALIZAÇAO TOTAL da atividade----Enquanto as outras fabricas fundiam componentes em terceirizadas e compravam madeira de embalagem de terceiros, ELE fazia tudo em casa e mantinha rigido controle de custos----Todos os concorrentes dele faliram e a WEG se tornou um sinbolo de estrondoso sucesso no mundo----entao esta\' comprovado que ser DONO DO PROPRIO NARIZ e\' financeiramente e estrategicamente melhor do que qualquer outra coisa ou modismo...

 

 Guilherme Frederico Lamb

Mensagem:

Senhor Carlos, um bom exemplo demonstrado o caso da WEG. A verticalização possibilita certas sinergias e ou sintonias finas que em uma operação terceirizada não haveria condições de se obter em muitos casos. Concordo que a terceirização deve usada quando não há viabilidade alguma para executar certa função, por questão de diluição de custo ou por foco do empreendimento. Eu terceirizo há mais de uma década a coleta, analise solo, processamento dados e geração de informações das analises de solo e foliares. Nesse caso tenho um prestador de serviço diferenciado bem integrado as operações do fazenda. manter uma operação dessas verticalizada demandaria um modulo muito maior do que possuo atualmente, portanto é um caso que se mostra viável a terceirização. No mais, como já disse independente desses pontos de vistos, o mercado tem que ser aberto para quem queira investir nesse setor.

 

Eduardo Lima Porto postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Amigos, acabo de ver que o debate que nasceu despretensioso com o Sr. Guilherme Lamb adquiriu uma dimensão maior e está trazendo a participação de mais pessoas qualificadas, como o Srs. Rodrigo Pires e Carlo Meloni. Felicito ao Noticias Agrícolas por dar destaque a esse \"Bate-Papo\". Do meu lado, e acredito que dos Senhores também, não há interesses de ordem política ou comercial, buscamos simplesmente o aperfeiçoamento do setor pela via do conhecimento e da liberdade de ação. Essa discussão me despertou a curiosidade de buscar informações detalhadas sobre os \"prós\" e os \"contras\" do ponto de vista econômico da terceirização das atividades que envolvem o maquinário agrícola em comparação com o sistema tradicional. Tão logo obtenha dados confiáveis de forma organizada, terei enorme satisfação de compartilhar com os Amigos. Acho que podemos sugerir ao Noticias Agrícolas a criação de um canal permanente para debates desse nível, onde possamos compartilhar informações técnicas e análises sobre temas de interesse comum. O que lhes parece? Abraços, Eduardo.

Guilherme Frederico Lamb postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Sim Eduardo, uma conversa informal e despretensiosa, acabou tomando um rumo diferente e proporções \"inimaginadas\". Tanto é que acabou passando diversos erros de digitação da minha parte. Gostaria de pedir novamente ao TI do site para permitir a inserção de parágrafos nas mensagens que enviamos, e também o campo de digitação aqui as vezes se restringe ao espaço de uma linha, dificultando a verificação ortográfica.

carlo meloni

Mensagem:

Sr Eduardo, eu entrei no assunto porque estava procurando um comentario que dizia ter o Brasil um unico fornecedor de emamectina , e um amigo meu dono de uma grande empresa italiana se interessou em concorrer com esse fornecedor--Peço gentilmente o email do leitor que fez esse comentario me parece ser o sr Lamb---- Com relaçao ao assunto TERCEIRIZAÇAO usei o exemplo da WEG catarinense que eu vivi de perto.----------Mas considerando o interesse que esse assunto despertou gostaria de acrescentar mais algumas observaçoes---Na decada de 70 a palavra terceirizaçao ganhou um impulso descomunal parecia o novo OVO DE COLOMBO-------Na Italia os beneficios socias recolhidos sobre a remuneraçao do trabalhador equivalem ao mesmo sistema existente no Brasil-------Os empresarios italianos para fugir ao sistema começaram a terceirizar a fabricaçao de todos os componentes e na fabrica so\' restaram poucas pessoas que montavam e faturavam os produtos----Era uma alegria geral-----testemunhei na cidade de Lodi uma moça chegando ao trabalho as 10hs dirigindo o seu carro , retirou o seu capote ( pelliccia) e sentou para enrolar motores eletricos-------Os empregados ganhavam mais e os empresarios gastavam menos-------Na Italia em decorrencia dos successivos desmembramentos de propriedades por motivo de herança prevalece o minifundo e por causa disso torna-se obrigatorio terceirizar maquinas agricola---Para encurtar a conversa, veja a situaçao da Italia hoje-------Na penuria----- ENTAO MEU RESUMO DE QUEM JA\" VIU MUITAS COISAS A TERCEIRIZAÇAO NAO PODE SER VISTA COMO ATIVIDADE IDEAL MAS COMO UMA ATIVIDADE SUPLEMENTAR A SER UTILIZADA EM DETERMINADAS CIRCUSTANCIAS MAS O MELHOR DE TUDO NA VIDA E\" SER DONO DO PROPRIO NARIZ E PONTO FINAL.

Eduardo Lima Porto postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Sr. Carlo, muito interessante o seu comentário sobre o Benzoato de Emamectina. Em 2013, no auge do ataque da lagarta Helicoverpa, publiquei alguns artigos a respeito. http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-principais/123376-controle-da-lagarta-helicoverpa---custo-hectare-num-pais-serio.html#.V78anVehUsI Na ocasião, apenas uma empresa detinha o registro do produto no Brasil e acredito que continua exatamente igual. Enquanto isso, naquela época havia na China ao redor de 160 registros no ICAMA (órgão chinês vinculado ao Ministério da Agricultura) com formulações aprovadas para comercialização. O preço médio era uma fração do nosso aqui na mesma concentração de ingrediente ativo. Em artigo anterior a esse fiz uma paródia sobre a \"Fusão da Lagarta com a Mosca Branca\", o que supostamente teria aborrecido a algumas figuras importantes do setor: http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/122836-mega-fusao-do-agro-sociedade-entre-a-lagarta-e-a-mosca-branca.html#.V78fq1ehUsI Conheci uma empresa muito grande em 2006 na China, dentre muitas outras que visitei por lá nos últimos anos, mas essa em especial me chamou muito a atenção pelo alto padrão tecnológico. Se chama Hebei Veyong. Essa industria está presente nos registros como fornecedora do Produto Técnico de algumas empresas brasileiras. Curiosamente, um dos fornecedores daqui que não sintetiza a molécula que vende, afirmava a campo na época que os produtos chineses não prestavam e que somente a referida empresa detinha a tecnologia \"confiável\" para o produto. Vi esse tipo de comportamento várias vezes ao longo dos anos aqui no Brasil, ora fruto da ignorância de vendedores afoitos, ora por má fé comercial diretamente. O fato é que as empresas chinesas que tenham se submetido às regras estabelecidas pela FAO são consideradas como tecnicamente seguras e deveriam ser autorizadas para exportar ao Brasil sem travas burocráticas. Seria muito mais inteligente que o Ministério da Agricultura no Brasil investisse na fiscalização da qualidade dos produtos aplicados a campo ao invés de submeterem o País aos caprichos de técnicos arrogantes, que creem deter conhecimento superior e que se postulam como julgadores de quem pode ou não atuar no mercado. Não estou nem falando da Mafia dos facilitadores de processo que orbita em torno da ANVISA e do IBAMA, cobrando fortunas para agilizar trâmites meramente burocráticos. Muito importante é ter a consciência de que no Brasil não existe a Síntese de Moléculas, mas sim a utilização de sais concentrados que são diluídos para aplicação no Campo. Em 2010 ocorreram episódios graves que comprovaram a adulteração de quantidades enormes de Agroquímicos por parte de algumas Multinacionais de renome. Se a Lei de Agrotóxicos houvesse sido cumprida naquela ocasião e não houvesse ocorrido um ABAFAMENTO escandaloso do assunto, algumas dessas empresas teriam sofrido a cassação sumária dos seus registros. O resultado é que até hoje permanecem no mercado com programas de marketing agressivos, ressaltando suas maravilhosas tecnologias e vendendo produtos genéricos a preços bem superiores aos praticados em lugares onde a legislação é mais simples e os procedimentos mais ágeis.

Guilherme Frederico Lamb postou um novo comentário na notícia Terceirização das máquinas no campo: acompanhe debate entre Guilherme Lamb e Eduardo Porto.

Eu acabei me estendendo demasiadamente em detalhes durante minhas explanações, pois a questão é demasiadamente complexa. Mas tento resumir agora, o nosso problema da falta de terceirização de deve a problemas legais e estruturais de cunho político e ideológico, a falta dela no caso. A terceirização no Brasil não seria nenhuma panaceia para, nós visto que a falta dela não é causa e sim um efeito do problema. Todos esses custos que o produtor tem com as maquinas a empresas especializadas também vão ter (sendo a vantagem que em teoria seriam melhores diluídos na escala de \"produção/utilização/operação\" diante de alguns casos de maquinas particulares, como expliquei acima, mas não geral). Porém a partir do momento que essas empresas fossem formalizadas no Brasil, iriam sofrer com toda burocracia e carga tributária aqui vigente, custos trabalhistas, jurídicos e outros, o que já seria repassado ao custo do serviço. Praticamente os prestadores de serviço informal já cobram um valor que inviabiliza a terceirização em muitos casos, o que dirá quando acrescente os custos da \"formalidade\" da pessoa jurídica. A empresa vai cair nas mesmas condições insalubres de todas as outras que atuam no país. Então acaba ficando nas mesmas condições ruins que temos em outros setores. Aí entramos no campo burocrático, como exemplo o tempo gasto para se abrir uma empresa no Brasil é em torno de quatro meses, o que pode se estender por maiores períodos. Nos EUA 2 ou 3 dias: http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/no-br-sao-3-meses-para-abrir-a-empresa-no-exterior-sao-4-dias/ Portanto, a questão é dar liberdade e boas condições econômicas para quem quer produzir e empreender, o resto as leis de oferta e demanda se encarregam de regular.

Guilherme Frederico Lamb Mensagem: 

Sim Fabiano, essa questão cultural que predomina no Brasil, o caso do jeitinho, a malandragem que muitos praticam ate de forma \"involuntária\", subconsciente é um grande problema, alias pode ser uma das causas da nossa situação, visto que isso reflete diretamente nos nossos representantes políticos. aqui há esse cultura de achar que roubo de sinal de TV, de energia elétrica e de bens \"intangíveis\" é normal, Isso acaba se estendendo a outras coisas também, eu já ouvi casos de problemas com serviços agrícolas prestados, \"sobras\" de fertilizantes e sementes sendo desviadas por exemplo. Quem partir para terceirização vai deixar um fiscal acompanhando em tempo integral o prestador de serviço para saber se não esta sendo roubado, se o fertilizante esta realmente sendo aplicado na dose correta? Isso tudo vai inviabilizando as coisas no país.

Eduardo Lima Porto Mensagem:

Novamente o \"Risco Caráter\" torna-se o elemento que distorce um modelo consagrado em outros países. Estou de acordo com a visão exposta pelo Guilherme Lamb. É uma lástima realmente, mas é uma realidade.

 

Guilherme Frederico Lamb Mensagem:

falando em comparações, o cadastro \"positivo\" ou o \"Risco Caráter\" como citou o Eduardo, é amplamente usado nos EUA, mas sem imposição estatal. As taxas de juros de mercado que já são muito baixas, e isso sem subsídios, ficam ainda mais baixas para que tem bom histórico de credito (bom Caráter). Por exemplo, a taxa padrão do Banco Chrysler para financiar veículos nos EUA de acordo com o site da Ram trucks (Dodge) é de 2,9%. Sendo que essa pode variar de acordo com o histórico de credito do cliente. JUROS ANUAIS PARA COMPRA DO VEICULO. Esses juros podem cair razoavelmente para bons pagadores. Aqui no Brasil algumas empresas já trabalham internamente com histórico de pagamentos dos clientes dentro do próprio estabelecimento para dar descontos, eu participo de um programa assim para compra de defensivos, porem devido ao custo Brasil, a margem para aplicar isso por aqui é estreita, limitada...

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Fonte NA

4 comentários

  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Sr. Carlo, muito interessante o seu comentário sobre o Benzoato de Emamectina. Em 2013, no auge do ataque da lagarta Helicoverpa, publiquei alguns artigos a respeito.
    http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-principais/123376-controle-da-lagarta-helicoverpa---custo-hectare-num-pais-serio.html#.V78anVehUsI
    Na ocasião, apenas uma empresa detinha o registro do produto no Brasil e acredito que continua exatamente igual. Enquanto isso, naquela época havia na China ao redor de 160 registros no ICAMA (órgão chinês vinculado ao Ministério da Agricultura) com formulações aprovadas para comercialização. O preço médio era uma fração do nosso aqui na mesma concentração de ingrediente ativo.
    Em artigo anterior a esse fiz uma paródia sobre a "Fusão da Lagarta com a Mosca Branca", o que supostamente teria aborrecido a algumas figuras importantes do setor: http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/122836-mega-fusao-do-agro-sociedade-entre-a-lagarta-e-a-mosca-branca.html#.V78fq1ehUsI
    Conheci uma empresa muito grande em 2006 na China, dentre muitas outras que visitei por lá nos últimos anos, mas essa em especial me chamou muito a atenção pelo alto padrão tecnológico.
    Se chama Hebei Veyong. Essa industria está presente nos registros como fornecedora do Produto Técnico de algumas empresas brasileiras. Curiosamente, um dos fornecedores daqui que não sintetiza a molécula que vende, afirmava a campo na época que os produtos chineses não prestavam e que somente a referida empresa detinha a tecnologia "confiável" para o produto. Vi esse tipo de comportamento várias vezes ao longo dos anos aqui no Brasil, ora fruto da ignorância de vendedores afoitos, ora por má fé comercial diretamente.
    O fato é que as empresas chinesas que tenham se submetido às regras estabelecidas pela FAO são consideradas como tecnicamente seguras e deveriam ser autorizadas para exportar ao Brasil sem travas burocráticas.
    Seria muito mais inteligente que o Ministério da Agricultura no Brasil investisse na fiscalização da qualidade dos produtos aplicados a campo ao invés de submeterem o País aos caprichos de técnicos arrogantes, que creem deter conhecimento superior e que se postulam como julgadores de quem pode ou não atuar no mercado.
    Não estou nem falando da Mafia dos facilitadores de processo que orbita em torno da ANVISA e do IBAMA, cobrando fortunas para agilizar trâmites meramente burocráticos.
    Muito importante é ter a consciência de que no Brasil não existe a Síntese de Moléculas, mas sim a utilização de sais concentrados que são diluídos para aplicação no Campo.
    Em 2010 ocorreram episódios graves que comprovaram a adulteração de quantidades enormes de Agroquímicos por parte de algumas Multinacionais de renome. Se a Lei de Agrotóxicos houvesse sido cumprida naquela ocasião e não houvesse ocorrido um ABAFAMENTO escandaloso do assunto, algumas dessas empresas teriam sofrido a cassação sumária dos seus registros. O resultado é que até hoje permanecem no mercado com programas de marketing agressivos, ressaltando suas maravilhosas tecnologias e vendendo produtos genéricos a preços bem superiores aos praticados em lugares onde a legislação é mais simples e os procedimentos mais ágeis.

    0
    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Ainda continua proibido?

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Sr. Carlo, sim a lei continua proibindo a terceirização de atividades diretas. O Pl foi aprovado na câmara dos deputados, agora esta aguardando apreciação do senado, onde tem que ser aprovado e enviado a sanção presidencial http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=267841

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Amigos, acabo de ver que o debate que nasceu despretensioso com o Sr. Guilherme Lamb adquiriu uma dimensão maior e está trazendo a participação de mais pessoas qualificadas, como o Srs. Rodrigo Pires e Carlo Meloni. Felicito ao Noticias Agrícolas por dar destaque a esse "Bate-Papo". Do meu lado, e acredito que dos Senhores também, não há interesses de ordem política ou comercial, buscamos simplesmente o aperfeiçoamento do setor pela via do conhecimento e da liberdade de ação. Essa discussão me despertou a curiosidade de buscar informações detalhadas sobre os "prós" e os "contras" do ponto de vista econômico da terceirização das atividades que envolvem o maquinário agrícola em comparação com o sistema tradicional. Tão logo obtenha dados confiáveis de forma organizada, terei enorme satisfação de compartilhar com os Amigos. Acho que podemos sugerir ao Noticias Agrícolas a criação de um canal permanente para debates desse nível, onde possamos compartilhar informações técnicas e análises sobre temas de interesse comum. O que lhes parece? Abraços, Eduardo

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Sr Eduardo, eu entrei no assunto porque estava procurando um comentario que dizia ter o Brasil um unico fornecedor de emamectina , e um amigo meu dono de uma grande empresa italiana se interessou em concorrer com esse fornecedor--Peço gentilmente o email do leitor que fez esse comentario me parece ser o sr Lamb---- Com relaçao ao assunto TERCEIRIZAÇAO usei o exemplo da WEG catarinense que eu vivi de perto.----------Mas considerando o interesse que esse assunto despertou gostaria de acrescentar mais algumas observaçoes---Na decada de 70 a palavra terceirizaçao ganhou um impulso descomunal parecia o novo OVO DE COLOMBO-------Na Italia os beneficios socias recolhidos sobre a remuneraçao do trabalhador equivalem ao mesmo sistema existente no Brasil-------Os empresarios italianos para fugir ao sistema começaram a terceirizar a fabricaçao de todos os componentes e na fabrica so' restaram poucas pessoas que montavam e faturavam os produtos----Era uma alegria geral-----testemunhei na cidade de Lodi uma moça chegando ao trabalho as 10hs dirigindo o seu carro , retirou o seu capote ( pelliccia) e sentou para enrolar motores eletricos-------Os empregados ganhavam mais e os empresarios gastavam menos-------Na Italia em decorrencia dos successivos desmembramentos de propriedades por motivo de herança prevalece o minifundo e por causa disso torna-se obrigatorio terceirizar maquinas agricola---Para encurtar a conversa, veja a situaçao da Italia hoje-------Na penuria----- ENTAO MEU RESUMO DE QUEM JA" VIU MUITAS COISAS A TERCEIRIZAÇAO NAO PODE SER VISTA COMO ATIVIDADE IDEAL MAS COMO UMA ATIVIDADE SUPLEMENTAR A SER UTILIZADA EM DETERMINADAS CIRCUSTANCIAS MAS O MELHOR DE TUDO NA VIDA E" SER DONO DO PROPRIO NARIZ E PONTO FINAL---

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Sim Eduardo, uma conversa informal e despretensiosa, acabou tomando um rumo diferente e proporções "inimaginadas". Tanto é que acabou passando diversos erros de digitação da minha parte. Gostaria de pedir novamente ao TI do site para permitir a inserção de parágrafos nas mensagens que enviamos, e também o campo de digitação aqui as vezes se restringe ao espaço de uma linha, dificultando a verificação ortográfica

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Eu acabei me estendendo demasiadamente em detalhes durante minhas explanações, pois a questão é demasiadamente complexa. Mas tento resumir agora, o nosso problema da falta de terceirização de deve a problemas legais e estruturais de cunho político e ideológico, a falta dela no caso. A terceirização no Brasil não seria nenhuma panaceia para, nós visto que a falta dela não é causa e sim um efeito do problema. Todos esses custos que o produtor tem com as maquinas a empresas especializadas também vão ter (sendo a vantagem que em teoria seriam melhores diluídos na escala de "produção/utilização/operação" diante de alguns casos de maquinas particulares, como expliquei acima, mas não geral). Porém a partir do momento que essas empresas fossem formalizadas no Brasil, iriam sofrer com toda burocracia e carga tributária aqui vigente, custos trabalhistas, jurídicos e outros, o que já seria repassado ao custo do serviço. Praticamente os prestadores de serviço informal já cobram um valor que inviabiliza a terceirização em muitos casos, o que dirá quando acrescente os custos da "formalidade" da pessoa jurídica. A empresa vai cair nas mesmas condições insalubres de todas as outras que atuam no país. Então acaba ficando nas mesmas condições ruins que temos em outros setores. Aí entramos no campo burocrático, como exemplo o tempo gasto para se abrir uma empresa no Brasil é em torno de quatro meses, o que pode se estender por maiores períodos. Nos EUA 2 ou 3 dias: http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/no-br-sao-3-meses-para-abrir-a-empresa-no-exterior-sao-4-dias/ Portanto, a questão é dar liberdade e boas condições econômicas para quem quer produzir e empreender, o resto as leis de oferta e demanda se encarregam de regular.

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    • FABIANO DALL ASTACANARANA - MT

      Grosseiramente falando , além dos problemas burocraticos e de custos , tem o fator confiança , honestidade e em muitas operaçoes agricolas podera haver problemas na tomada de decisão de fazer ou não , o momento de fazer e de que forma. Resumindo , é melhor ser o dono e ............ quiçá um dia , os preços das maquinas e dos custos baixarem.

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Sim Fabiano, essa questão cultural que predomina no Brasil, o caso do jeitinho, a malandragem que muitos praticam ate de forma "involuntária", subconsciente é um grande problema, alias pode ser uma das causas da nossa situação, visto que isso reflete diretamente nos nossos representantes políticos. aqui há esse cultura de achar que roubo de sinal de TV, de energia elétrica e de bens "intangíveis" é normal, Isso acaba se estendendo a outras coisas também, eu já ouvi casos de problemas com serviços agrícolas prestados, "sobras" de fertilizantes e sementes sendo desviadas por exemplo. Quem partir para terceirização vai deixar um fiscal acompanhando em tempo integral o prestador de serviço para saber se não esta sendo roubado, se o fertilizante esta realmente sendo aplicado na dose correta? Isso tudo vai inviabilizando as coisas no país.

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    • EDUARDO LIMA PORTOPORTO ALEGRE - RS

      Novamente o "Risco Caráter" torna-se o elemento que distorce um modelo consagrado em outros países. Estou de acordo com a visão exposta pelo Guilherme Lamb. É uma lástima realmente, mas é uma realidade.

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      falando em comparações, o cadastro "positivo" ou o "Risco Caráter" como citou o Eduardo, é amplamente usado nos EUA, mas sem imposição estatal. As taxas de juros de mercado que já são muito baixas, e isso sem subsídios, ficam ainda mais baixas para que tem bom histórico de credito (bom Caráter). Por exemplo, a taxa padrão do Banco Chrysler para financiar veículos nos EUA de acordo com o site da Ram trucks (Dodge) é de 2,9%. Sendo que essa pode variar de acordo com o histórico de credito do cliente. JUROS ANUAIS PARA COMPRA DO VEICULO. Esses juros podem cair razoavelmente para bons pagadores. Aqui no Brasil algumas empresas já trabalham internamente com histórico de pagamentos dos clientes dentro do próprio estabelecimento para dar descontos, eu participo de um programa assim para compra de defensivos, porem devido ao custo Brasil, a margem para aplicar isso por aqui é estreita, limitada...

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Amigos, recomendo fortemente a leitura do terceiro comentário do Guilherme Lamb, leiam com atenção suas considerações, e não digam que todo mundo sabe disso, o ponto é... por que não muda? Afinal se sabemos e temos gente com capacidade de expressar isso de maneira correta, por que essas pautas nunca chegam nas discussões das bancadas? No mesmo comentário Guilherme aponta a solução, que diga-se, é evitada pelo próprio ministro da agricultura Blairo Maggi, que afirmou ontem que o governo precisa arrecadar "para manter as coisas funcionando". Mediocridade é apelido para isso, pois é justamente para evitar que as coisas funcionem que existem impostos. Tirem os impostos e já não haverá politicagem com funcionalismo público devido à algo muito simples, não haverá dinheiro para isso, para manter as coisas funcionando. É isso, o Sr. Blairo Maggi é o maior representante do crony capitalism, me desculpe se escrevi errado Guilherme pois nem falar inglês falo, mas do capitalismo de compadres, e por isso finge estar ao lado dos produtores, quando na verdade quer salvar as empresas penduradas no BNDES para não desmoralizar de vez todo o novo governo. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No final da propaganda politica, quando começa a ser pressionado pelos repórteres alinhados ao funcionalismo público, foge vergonhosamente, pois sabe que as medidas anunciadas não resistem cinco minutos ao escrutínio, mesmo dos produtores rurais, por isso faz referência a casos isolados, falando de carimbos, de unhas encravadas, de desburocratização, mas muito espertamente sai de fininho quando indagado a explicar quais são essas "coisas" que devem ser mantidas funcionando.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Excelente debate, demonstra que nós os integrantes do setor podemos e temos capacidade de discutir os principais problemas que afetam nossos negócios, de maneira honesta e respeitosa. E o Guilherme tem razão quando foca um ponto, ele tem razão, nos falta isso, mas falta por que muitos que tem capacidade não querem participar. O ponto em questão, o principio de que ele parte é o principio correto, a impregnação do socialismo em nossa sociedade, a crença de que são os politicos e os representantes os únicos que podem ajudar, não amigos, os produtores devem ajudar-se a si mesmos e vai ao ponto, muito pertinentemente, ataca as causas e não os efeitos. Foi produtivo por que junto com o Eduardo Porto abriu espaço, tornou a discussão mais focada, ampliando o campo sobre o ponto escolhido pelo Guilherme. Isso não tira de jeito nenhum o mérito do Eduardo, ao contrário, pois faz com que o discurso, por que não dizer assim, seja aperfeiçoado, melhorado, e com grande capacidade de reconhecimento, com humildade reconhece a razão do outro, o que nunca acontece com liderança e politicos, mesmo que tenha sido o responsável pelo inicio de uma divergência que pode e vai ser sanada somente assim, com discussão. Tirar o centro da discussão dos politicos já é, em si mesmo, decidir por conta própria, pautar os politicos e mostrar que os produtores pensam e tem voz própria, sendo capazes de resolver seus problemas sem precisar que ungidos pensem e ajam por eles. Politicos não devem mandar, devem obedecer.

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Rodrigo, mesmo porque se não resolver a causa dos problemas que reside no Estatismo Brasileiro, podemos argumentar o quanto quisermos, nada vai mudar, A "leI" contoninuara proibindo a existencia de terceirização de atividades ligadas diretamente a produção, a Burocracia e os impostos irão continuar afastando investidores e empreendedores dos negócios por razões óbvias e país vai continuar no circulo vicioso em que vive. Não precisa nem sequer de muito, cito dois exemplo. !) Petrobras, basta acabar com o monopolio estatal e faze-la competir de igual para igual com as empresas privadas (novamente como exemplo os EUA). 2) Correios: O mesmo principio, não precisa nem sequer privatiza-lo, basta deixa-lo a merce da competição que ele acaba naturalmente. Precisamos descentralizar poderes, desburocratizar, reduzir o estado, só assim teremos ambiente para ganho de produtividade e eficiência.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Pergunto aos opinadores acima se já fizeram TERCEIRIZAÇÃO....trabalharam e organizaram atividades terceirizadas...etc... 1) A terceirização é viavel e livre...olhem as montadoras...não produzem uma peça...só juntam...logo se todos são iguais perante a lei..presumo que seja livre.. 2)Olhem as agroindustrias de aves e suinos...quem produz o frango...o suino...é o INTEGRADO que podia ser chamado de terceiro...olhem o transporte destas mesmas industrias(no qual a conta é 50% maior que a conta salario mais encargos) é toda terceirizada..logo... 3)Em agroindustrias que trabalhei participei e fiz terceirizações tanto de produção quanto de transporte e afirmo que quando bem feita bem acordada ela tem um nível de serciço de melhor qualidade...uma produtividade melhor e um CUSTO em média uns 30% mais baixos... 4)Olhem as usinas de cana de açucar...muitas atividades de preparo do solo..plantio...adubação..colheita são terceirizados..e digo mais..arrendei uma área a uma usina e quando vejo o povo na lida sabe-se de longe se é proprio ou terceiro...o proprio é igual a funcionario público...sem compromisso com qualidade..custo e produtividade.. 5)Olhem os custos fixos quanto representam na máquinas usadas pelos produtores...veja quantas horas trabalham por ano e quanto podiam trabalhar...olhem a mao de obra das fazendas quanto tempo ficam sem serviço no ano...olhem a tecnologia e a qualidade das máquinas quando proprias não podem ser trocadas rápido devido aos custos...outra coisa a qualidade da mão de obra do TERCEIRO é muito melhor pois ele tem que ser um especialista na atividade... 6)Reduziriam se a quantidade de máquinas e equipamentos...portanto seriam imobilizados menos valores...menos roubo...menos risco...etc... 7)Cocluo que a terceirização das atividades rurais de forma mais ampla vai fazer um bem danado aos custos..produtividade...e na eficacia da atividade rural..

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      sim senhor Dalzir, já prestei serviço de colheita de soja e já contratei serviço de colheita de soja. Já prestei serviço de aplicação de fertilizante corretivo a taxa variável. Hoje não quero mais prestar serviço, e também na realidade que tenho por aqui se for para terceirizar esse tipo de coisa prefiro parar de plantar e arrendar as terras ou vende-las. Para evitar ter de explicar o motivo de eu não querer colocar minhas maquinas a serviço de terceiros aqui na região, quando alguém liga eu coloco o preço contabilizando todos os custos e uma margem de risco, caso funda um motor, estoure um pneu... Assim fica um preço que normalmente ninguém aceita pagar e eu não tenho que ficar explicando o motivo de eu não querer prestar serviço, que é justamente esse, o custo é alto e a maioria não contabiliza corretamente os riscos (inadimplência, o qual já passei por esse com colheita de soja, risco de problemas como estouro de pneu, motor fundido ou outro dano grave qualquer). Quando as maquinas operam em minhas áreas o risco é menor, pois as áreas são conhecidas, a logística toda planejada com muita antecedência, sem risco de inadimplência.

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    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Novamente, nada contra terceirização em si, ela tem que ser livre, sem leis que proíbam qualquer tipo de terceirização. Cada um faz o que achar melhor, no meu caso, avaliando e comparando os custos e benefícios entre próprio e terceirizado nas operações, o retorno da operação própria é muito mais lucrativo. Terceirizo a parte de analises de solo para Apagri, há uma década pelo menos. Essa se mostra viável pois o modulo que planto é totalmente incompatível com investimento necessário para se fazer a coleta, analise, processamento de dados e geração de receitas de solo e tecidos vegetais. Meu modulo precisaria ser exponencialmente maior para ter essa operação exclusiva, mas no meu caso é uma exceção.

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    • RODRIGO VALEROTUPASSI - PR

      Estes contras deverian eles trabalhar com as maquinas deles e nao pagar empregado que nada mais é um terceirizador de trabalho. Vcs nao conseguen faser td sozinho

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