Pesquisa avalia relações ecológicas entre as áreas de reserva e lavouras em MT

Publicado em 04/01/2017 06:38
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Animais como aranhas, moscas, lacraias, piolhos-de-cobra, escorpiões, abelhas, entre inúmeros outros, que podem causar estranheza em muitas pessoas, para pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso são espécies que prestam importantes serviços para a preservação ambiental e também para a agricultura.

Os artrópodes, como são conhecidos no meio científico, são animais bem adaptados aos diferentes ambientes. Entretanto, a sua presença e diversidade em áreas de reserva legal em regiões de cultivo de soja no Cerrado e floresta Amazônica no estado ainda é pouco estudada.

Essa é a proposta da “Rede de Biotecnologia Aplicada aos Serviços e Desserviços da Biodiversidade à Agricultura no Cerrado e na Amazônia”, projeto da Unemat em parceria com instituições nacionais e internacionais, aprovado recentemente pelo edital Fapemat nº 037/2016, de apoio a Programa de Redes de Pesquisa.

“Apesar da importância ecológica dos artrópodes, pouco se sabe sobre a diversidade e dinâmica populacional das espécies que persistem nas áreas de Reserva Legal e seu papel em processos ecológicos (serviços e desserviços ambientais)”, explicou a coordenadora do projeto, Mônica Josene Barbosa Pereira, professora da Unemat, Engenheira agrônoma e doutora em Entomologia.

O projeto terá duração inicial de três anos. Na primeira etapa, como investigação piloto, serão selecionadas duas fazendas de cultivo de soja, sendo uma em região de Cerrado e outra, reserva Amazônica. A segunda amostragem será realizada em, no mínimo, 20 propriedades em diversas regiões do estado. Será feito um amplo inventário da presença e relações ambientais desses pequenos animais, em distintos períodos, uma vez durante a safra e outra na entressafra.

Os locais ainda não foram definidos, mas há contatos iniciais com fazendas em Sapezal, Brasnorte, Primavera do L’este e Campo Verde, propriedades que mantêm grandes áreas de reserva ambiental.

Leia a notícia na íntegra no site FolhaMax.

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Fonte: FolhaMax

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