Conab responde às críticas feitas pelo articulista Valdir Fries no site Notícias Agícolas

Publicado em 28/01/2017 08:39
1042 exibições

Com relação às duas matérias veiculadas no Notícias Agrícolas de autoria do Sr. Valdir Fries, "O arcaico sistema da Conab e a politicagem da estimativa de safra divulgada pelo Mapa" (dia 11/01) e "Relatórios do USDA x Estimativa da Conab, do plantio ao pós colheita" (dia 16/01), diferente do que é citado no texto, a Conab não é instrumento do governo para conter a inflação com informações de safra. Equivocadamente o Sr. Valdir utiliza as informações apenas da última safra para contestar o número da Conab, sem analisar as informações de outros anos safras, onde não ocorreu o fenômeno El Nino, por exemplo.

No comparativo, entre as estimativas da Conab, pode-se perceber que a diferença entre o 1º e o 12º levantamento das safras 2014/15 e 2015/16 (apenas para a cultura da soja) temos uma variação positiva de 3,3% na produtividade de 2014/15 e variação negativa de 6,4% na safra 15/16.

Equivocadamente a análise do Sr. Valdir mistura os dados de produção de soja com os dados da safra brasileira de grãos. A safra de grãos envolve 15 produtos (algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale) em 27 Unidades da Federação. São várias culturas sendo implantadas em diferentes épocas, diferentes estádios e com diferentes impactos do clima sobre o seu desenvolvimento, por isso, não se pode realizar uma análise conjuntural sem avaliar separadamente cada uma delas, como a Conab faz nos seus boletins mensais, trazendo atualizações constantes das safras.

Os métodos utilizados pela Conab no processo de levantamento da safra de grãos envolvem a pesquisa e o contato direto com diversos informantes cadastrados por todo o país, a utilização de acompanhamento agrometeorológico e espectral (mapas e condição de vegetação), o conhecimento das informações de pacotes tecnológicos adotados pelos produtores, o acompanhamento sistemático da meteorologia e o uso de métodos estatísticos para a consolidação das informações disponibilizadas ao público-alvo.

O acompanhamento da safra de grãos é realizado quinzenalmente, ou seja, o diagnóstico de acompanhamento das lavouras é atualizado constantemente, o que produz um resultado muito preciso do desenvolvimento das culturas, divulgados no site da Companhia. Deve-se destacar, nos métodos acima citados, os seguintes tópicos.

Modelo agrometeorológico e espectral: as informações obtidas podem indicar os impactos, principalmente, das precipitações e temperaturas (climatologia e anomalias) no processo produtivo, e seus resultados auxiliam o acompanhamento da produtividade. Os mapeamentos podem, ainda, auxiliar as estimativas das áreas de plantio.

Monitoramento da situação climática: as principais informações pesquisadas dizem respeito às precipitações, temperaturas e suas anomalias, umidade do solo, geadas e eventos extremos, bem como, aos resultados de modelos climáticos de prognósticos temporais. Tais informações são utilizadas para o acompanhamento das condições das culturas ao longo de todo o seu ciclo de desenvolvimento.

Metodologia subjetiva: a metodologia subjetiva é realizada através de questionários aplicados junto às entidades e aos órgãos diretamente ligados aos agricultores. A metodologia adotada é a pesquisa amostral estratificada por roteiro em cada estado após a divisão do estado por grandes regiões. A equipe da Conab conta com 100 profissionais capacitados envolvidos diretamente com o levantamento de safra, além dos cerca de 1.500 informantes das principais regiões produtoras do país.

Metodologia estatística: para a metodologia estatística os dados utilizados são da Conab e estão disponíveis no site da Companhia (http://www.conab.gov.br/). Os dados de produtividade são anuais, separados por cultura e por Unidade da Federação. No geral, a base de dados utilizada contempla 20 anos, já que a partir de 1994 houve uma estabilização econômica, reduzindo a incerteza nas variáveis analisadas. As séries temporais são estudadas no sentido de compreender o seu mecanismo gerador e predizer o seu comportamento futuro, o que possibilita tomar decisões apropriadas. O método utilizado tem 90% de confiança para os intervalos encontrados. Foi encontrado um modelo para cada cultura e estado.

Com relação aos seus comentários sobre o Usda (United States Department of Agriculture), cabe registrar que outras instituições internacionais fazem estimativa da safra brasileira de grãos e têm suas metodologias, que respeitamos, uma vez que contam também com um corpo técnico capacitado, comprometido e responsável.

A Conab realiza acompanhamento e avaliação da safra de grãos há 40 anos, com uma postura pautada no profissionalismo, prudência e isenção, o que reflete na credibilidade da Companhia perante o mercado interno e externo, produzindo informações relevantes para a agricultura.

Tags:
Fonte:
Assessoria Conab

2 comentários

  • carlo meloni sao paulo - SP

    QUANDO COMECEI NA AGRICULTURA PERGUNTAVA :: QUANTAS CABEÇAS DE GADO VOCÊ TEM ?? SEMPRE A RESPOSTA ERA MAIS OU MENOS ----DEPOIS ENTENDI QUE TODO DIA NASCE BEZERRO OU MORRE ALGUMA CABEÇA---MAS O PESSOAL DA CONAB SENTADINHO NA MESA COM AGUA FRESCA ELE SABE DE TUDO-----KKKKKKK

    4
  • carlo meloni sao paulo - SP

    EU LI ESTA MATERIA DA CONAB, E NAO ENCONTREI NENHUM ARGUMENTO QUE POSSA REALMENTE ME CONVENCER DA EXATIDAO DAS INFORMAÇOES LEVANTADAS PELO ORGAO PUBICO... NA DECADA DE 70 EU LIA NOS JORNAIS AS ESTIMATIVAS DAS SAFRAS E QUASE RACHAVA A BARRIGA DE TANTO RIR... EU PLANTAVA E NAO SABIA COM EXATIDAO O TAMANHO DA MINHA ROÇA E O GOVERNO INFORMAVA QUE SABIA DE TUDO... NAQUELE TEMPO A GENTE ACEITAVA MAIS FACILMENTE AS ESTIMATIVA DOS ORGAOS AMERICANOS PARA A SAFRA DO BRASIL...HOJE EXISTE MUITO MAIS TECNOLOGIA, MAS O ARTIGO DA CONAB NAO EXPLICA NADA, TENTA JUSTIFICAR A CREDIBILIDADE POR SUA ATIVIDADE DE 20 ANOS... ESTE ARGUMENTO NAO DA' CREDIBILIDADE POIS A CONAB PODE MUITO BEM ESTAR ERRANDO HA 20 ANOS... EU PRODUZIA MILHO E DEPOIS O VENDIA PARA UM GRANJEIRO AI PERTO, NAO HAVIA DOCUMENTO NENHUM....COMO ESSES CARAS PODEM SABER O CERTO?? ---MAIS TARDE TIVE UM ARRENDATARIO QUE DECLARAVA MAIS AREA DO QUE A REAL PARA PEGAR MAIS FINANCIAMENTO... EM CINQUENTA ANOS NUNCA VI UM FISCAL DE BANCO FISCALIZAR O EMPRESTIMO NA LAVOURA... NOS ESTADOS UNIDOS TEM FOTOS DE SATELITE E PELA COR IDENTIFICAM A CULTURA, SOMAM TUDO, E PRONTO... SERA' QUE A CONAB TEM ISSO?... EU NAO SENTI FIRMEZA NA RESPOSTA DELES... SO' EMBROMAÇAO---

    6
    • Eugenio Viana Irecê - BA

      Prezado Carlos Merlone

      0
    • Eugenio Viana Irecê - BA

      Prezado Carlo Merlone ,a Conab faz isso é muito mais, não são apenas as informações de agricultores, cooperativas e órgãos parceiros no levantamento de dados que são levados em conta, a Conab trabalha com imagens de satélite também, identificando áreas pela coloração dá vegetação, através de sensoriamento remoto. Essas tecnologias são as mesmas utilizadas nos EUA e demais países que fazem esse tipo de trabalho.

      5
    • carlo meloni sao paulo - SP

      Eugenio, porque a pessoa que contestou o Valdir Fries não explicou de forma clara como o senhor fez agora---O senhor pertence a CONAB? ---CONFIANÇA NAO SE IMPOE ------- CONFIANÇA SE CONQUISTA COM ATITUDES E ARGUMENTOS CRISTALINOS---

      0
    • carlo meloni sao paulo - SP

      Pela sua explicação podemos concluir que a CONAB consegue registrar com precisao a área plantada de cada cultura----Ponto----Entendo que o trabalho de pesquisa junto a agricultores e cooperativas tenha a finalidade de avaliar a produtividade em face da chuva e das pragas-----O que tenho observado neste espaço de NA a existência de reclamações de agricultores que alegam uma determinada situaçao diferente da publicada pela CONAB --Diante de toda essa reclamação eu so' posso concluir que o trabalho conclusivo da CONAB e' Lerdo e por causa disso sempre fica fora de sintonia com a realidade---

      4