Exército atua para dispersar atos em rodovias nesta 4ª feira; Dutra é liberada

Publicado em 30/05/2018 08:44 e atualizado em 30/05/2018 17:49
5557 exibições

Após o protesto dos caminhoneiros perder fôlego, petroleiros desafiam a Justiça do Trabalho e iniciam greve em refinarias. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), paralisação atinge as unidades de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco.  

Em São Paulo, a Sincopetro diz que o abastecimento está se normalizando. Na capital paulista, situação de emergência será suspensa nesta sexta-feira, 31.

O ministro Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou nesta quarta-feira, 30, que o governo está "profundamente preocupado" com os atos de violência contra caminhoneiros pelo Brasil. Ele classificou imagens e relatos de agressões divulgadas pela imprensa como "violência impensada". "Não temos mais movimento de caminhoneiros, o que temos agora e tem trazido preocupação é o uso da violência contra o movimento de caminhoneiros." Para o ministro, "aproveitadores" estão ultrapassando "todos os limites da civilidade e da negociação". "Os limites foram rompidos, mas não foram rompidos pelos caminhoneiros nem pelo governo."

Leia a íntegra no site do Estadão

No campo, fim da paralisação dos caminhoneiros e contabilidade dos prejuízos

LOGO nalogo

O movimento de paralisação dos caminhoneiros entra em seu 10º dia, mas já sem tanta força quanto no início. Ainda assim, os prejuízos continuam a ser contabilizados em quase todos os setores e no agronegócios as perdas são bilionárias. Segundo uma estimativa prévia da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), as perdas são de R$ 6,6 bilhões para os produtores rurais após nove dias de bloqueios. 

“Este prejuízo é apenas na produção primária, sem considerar ainda o processamento, as indústrias e a parte de insumos, que estão tendo prejuízos severos. E ainda fora o que está por vir, porque a recuperação não é imediata”, afirmou o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, que alertou para o “caos extremo” na produção de alimentos se os bloqueios continuarem.

Leia mais:

>> CNA estima prejuízos de R$ 6,6 bilhões com bloqueios de estradas

Diante desses números e de prejuízos que se agravam a cada novo dia de paralisação, produtores chegam a se revoltar ao sentirem suas atividades e seu dia a dia cada vez mais prejudicados. Em Ibirubá, no Rio Grande do Sul, um produtor se manifestou na tarde desta terça-feira (29) despejando litros de leite no meio da rua lamentando os efeitos do movimento. Veja no vídeo abaixo:

A cena representa o fim do movimento no campo e deixa claro o dilema da paralisação: beneficia uns, mas causa enormes injustiça a outros. 

No estado gaúcho, assim como nos demais, dez dias aprós o início da paralisação dos caminhoneiros, muitos serviços continuam afetados e ainda não tiveram seu ritmo normalizado. Cerca de 200 cidades têm decretos de emergência ou calamidade pública. 

Leia mais:

>> Mais de 200 cidades do Rio Grande do Sul têm decretos de emergência ou calamidade pública, aponta Famurs

>> Dez dias após início da paralisação, serviços essenciais seguem afetados no RS

Nesta quarta-feira (30), um balanço mostra que ainda há pontos de paralisação em pelo menos 16 estados, entre eles: AL, BA, CE, ES, GO, SC, MG, MS, PA, PR, PI, RJ, RN, RO, RS e SP. Ainda assim, se espera que o abastecimento comece a melhorar e se normalizar em todo o Brasil. 

Saiba mais:

Greve de caminhoneiros entra no 10º dia; forças de segurança fazem ação contra manifestantes, mas protestos seguem

Caminhoneiros continuam fazendo protestos em rodovias do país nesta quarta-feira (30), o 10º dia da greve. Há atos em pelo menos 16 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Em alguns estados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Forças Armadas desbloquearam trechos ocupados por caminhoneiros, como Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Roraima e São Paulo. Na Rodovia Dutra, entre as cidades de Jacareí e Taubaté e também em Santa Isabel, no interior paulista, os policiais impedem que caminhões que queiram passar pelos bloqueios sejam barrados e também escoltam os que desejam abandonar o movimento.

Já no Rio Grande do Norte, caminhoneiros ainda estão sendo impedidos de transitar pela BR-101, em Parnamirim, cidade da Grande Natal. No Mato Grosso do Sul, caminhões saem da manifestação que era realizada em um posto de combustíveis da BR-163, em Campo Grande, e tendas são desmontadas.

Um caminhoneiro teve o veículo apedrejado ao tentar passar pela Rodovia Marechal Rondon em Agudos, no interior de São Paulo, nesta manhã, segundo a Polícia Rodoviária. O caminhão transportava alimentos para uma fábrica de refrigerantes em Bauru e o ajudante do motorista ficou ferido. Na terça, um caminhoneiro foi agredido em Tocantins após furar um bloqueio na BR-153, em Miranorte.

Leia a notícia na íntegra no site do G1

No Estadão: Oito aeroportos administrados pela Infraero ainda sofrem com falta de combustíveis

SÃO PAULO - Dos 54 aeroportos do País administrados pela Infraero, oito ainda sofrem com a falta de combustível nesta quarta-feira (30), segundo dados da empresa atualizados até 9h20. São eles: Imperatriz (MA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Palmas (TO), Londrina (PR) e Montes Claros (MG).

Em nota, a Infraero diz que alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível nos terminais de origem e destino. "Os aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo", diz a Infraero.

A empresa mantém a recomendação aos passageiros para que procurem suas companhias aéreas para consultar a situação dos voos. Segundo balanço atualizado da Infraero, na manhã desta quarta-feira, nos 54 aeroportos, foram registrados 25 cancelamentos de voos, o que corresponde a um total de 5,95% do programado.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

Setor de proteína animal pode entrar em colapso, diz ministro da Agricultura

Em reunião encerrada na tarde desta terça-feira (29) com o setor de proteína animal, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comunicou que a cadeia produtiva tem condições de tratar os plantéis de aves e suínos apenas até esta quinta-feira (1) caso a paralisação dos caminhoneiros não se encerre no curto prazo. "O setor, que é altamente encadeado e já está capengando (com a greve), pode entrar em colapso", disse Maggi, após encontro paralelo durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018, em São Paulo. Participaram da reunião o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, e o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas.

Maggi ressaltou não estar fazendo este alerta para o governo, que já tem conhecimento da situação, mas para os caminhoneiros que ainda estão parados e também para a população, que corre risco de desabastecimento. "Deve-se alertar a população para o que está por vir pela frente", disse ele, informando que a capacidade diária de abates de aves é de 23 milhões de aves, e provavelmente elas não serão abatidas. "Essas aves entrarão em colapso e vão morrer por falta de comida", assinalou. "E se não tem como alimentar os animais e abater, vai faltar (carne) também para a população." O ministro afirmou também que há risco de alta nos preços da carne de frango por causa da escassez que pode ocorrer, o que vai certamente afetar a população mais pobre, grande consumidora da proteína.

Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.

Produtores de cana perdem R$ 180 milhões ao dia e são alvo de vandalismo

Prejuízos diários de cerca de R$ 180 milhões por dia têm sido impostos até o momento às 150 empresas produtoras de cana-de-açúcar do estado de São Paulo como parte do saldo da greve dos caminhoneiros, segundo divulgou nesta terça-feira (29/5) a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Como agravante, a entidade denunciou a ocorrência de ações criminosas  contra o patrimônio das empresas.

Entre os casos relatados está o de grevistas contrários à retomada das atividades agrícolas e industriais que atacaram as companhias apedrejando ônibus de funcionários, incendiando canaviais e impedindo circulação de caminhões-tanques e demais veículos de carga do setor. A linha férrea na região de Bauru teria sido danificada em decorrência de investidas do tipo.

No levantamento mais recente da Única sobre os impactos da greve no setor sucroenergético, todo o grupo de unidades produtoras de cana permanece paralisado, com inúmeros bloqueios em rodovias e vias secundárias que dão acesso às usinas.

Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.

Caminhoneiros querem a derrubada rápida de Michel Temer, diz sociólogo

Os caminhoneiros não confiam em Michel Temer, querem a derrubada rápida do presidente e o fim da atual política de preços da Petrobrás. São essas as razões que explicam por que a paralisação segue em seu nono dia mesmo após as concessões do governo e também por que o movimento apela para uma intervenção militar, segundo o sociólogo Ruy Braga, da USP. "Trata-se de um fenômeno político que precisa ser analisado de maneira desapaixonada", diz.

Especialista em sociologia do trabalho, em conflito e movimentos sociais, Ruy lembra que o setor deu diversos avisos ao governo sobre o descontentamento em relação à política de preços da estatal, e diz que os próprios caminhoneiros não imaginavam tamanha adesão ao movimento que parou e desabasteceu o país.

Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.

Tags:
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • HELIO LUIZ HOFFMANN Tangará da Serra - MT

    Não houve prejuízo, continuamos tendo prejuízo a 500 anos. Este movimento foi um principio de guerra, onde a iniciativa privada continuou perdendo, e a burocracia publica, em todos os níveis saiu ganhando, permanecendo com seus custos elevados, mordomias, aposentadorias de marajás, privilégios de todos os níveis e imagináveis. Poderes, executivos, legislativos, judiciário corruptos.

    STF sem moral, vendedor de habeas corpus e sentenças. Congresso nacionais e demais legislativos, até o municipal, opulento.

    Tiraram alguns tributos sobre o diesel, os os custos são pagos por todas a sociedade, principalmente pelos mais pobres, para transferir os tributos para os assalariados dos setores que quis sacrificar, menos "menos eles".

    O Brasil, continua como dantes. Corrupto, nobreza (políticos e funcionários públicos) com privilégios que fazem ciumes às monarquias mais antigas. Com sistema eleitoral, fraudável, com coligação nas eleições e voto de legenda que favorece os mais corruptos, sem votos distrital, onde o executivo é imperador, com poder de comprar o legislativo e judiciário ( que faz de conta que faz justiça).

    Onde honorários de advogados são pagos com dinheiro da corrupção e não são coniventes com a corrupção. Onde a OAB defende a mafia dos corruptos, com a defesa do transito em julgado.

    "Sou mais caminhoneiro", estes me representaram, sou agricultor.

    4
    • DOMÊNICO ANTONIO PERTILE Horizontina - RS

      SR. HELIO, meus Parabéns, que palavras exatas...

      1
    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Sr. Hélio, você tocou o dedo na ferida, falou o que ninguém da burocracia, do funcionalismo público, das lideranças de entidades civis e politicas quer falar. A imprensa esconde e os que são beneficiados desse estado de coisas que você tão bem citou acima, não querem falar sobre isso. Preferem esculachar os caminhoneiros, grandes trabalhadores do país, pois caso contrário teriam que admitir que não sabem administrar o país. Mas quero ver lutar contra o sentimento da população que acordou, isso está muito longe do fim.

      1