Ponte no Pará desaba sobre rio, bombeiros buscam vítimas

Publicado em 06/04/2019 13:59 e atualizado em 07/04/2019 05:18
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SÃO PAULO (Reuters) - Parte de uma ponte sobre o rio Moju, no Pará, desabou na madrugada deste sábado, em um acidente causado pela colisão de uma balsa contra um dos pilares da estrutura. A ponte fica próxima da cidade de Acará, na rodovia PA-483, e já registrava avarias devido à constantes choques de embarcações naquele trecho. A ponte estava em reparos há cerca de dois meses. 

A ponte em questão é a terceira (no sentido de saída de Belém) do complexo de quatro pontes da Alça Viária, localizada na rodovia PA-483. Balsa atingiu pilar da estrutura derrubando também dois veículos que passavam pelo local; incidente resultou em cinco desaparecidos até agora.

Balsa atinge pilastra e derruba ponte sobre rio que liga Belém ao interior do Pará
A ponte que caiu integra a principal rota rodoviária que conecta regiões produtoras de grãos do Pará com os portos na região norte.
Produtores de soja do Polo Agrícola de Paragominas -- que plantam 300 mil hectares, mais os produtores do sul do Maranhão --, estão isolados. 

Já o tráfego de barcaças que chegam dos rios Tocantins e Amazonas -- vindos do porto de Miritituba, carregando soja desde o norte do MT pela BR-163 -- não foi afetado pela queda da ponte da Alça Viária.

O porto não está bloqueado e realiza normalmente.as operações portuárias em Vila do Conde e Barcarena. (Entre dez e vinte por cento da soja do país é exportada por via rodoviária até estes portos).

Pará
Dois bloqueios, na Belém-Brasília e, agora, na Alça Viária 
"Temos dois problemas", diz Vanderlei Ataídes, presidente da  Aprosoja do Pará; "Até a semana passada o maior problema era uma ponte que caiu próximo à Paragominas, na BR-010 (a Belém / Brasília). O Exército encontra-se naquele local, tentando ligar a pista com uma ponte móvel. Os trabalhos são muito demorados pois chove bastante sobre a região. As filas de caminhões na Belém-Brasília  se estende por 40 km" , explica Ataídes.
 Agora, com a queda do viaduto da Alça Viária de Belém, a saída da soja do pólo de Paragominas está bloqueada. São 300 mil hectares que começam a ser colhidos a partir de segunda. E chove bastante.
Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que pelo menos cinco pessoas estão desaparecidas após a queda de parte da ponte da Alça Viária, que fica sobre o rio Moju, no interior do Pará. As vítimas estavam entre os tripulantes da balsa que atingiu um dos pilares da terceira das quatro pontes do complexo. Ele informou que decretará estado de emergência ainda hoje.

As primeiras informações dão conta de que a embarcação, que transportava dendê, teria perdido o controle. “Houve uma primeira tentativa de frear a balsa, mas não teria sido exitosa. Na segunda, teria paralisado o motor da balsa e a partir daí, ela ficou à deriva e colidiu com a ponte”.

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju

Segundo uma testemunha, dois carros de passeio passavam pela parte afetada no momento da queda. No acidente, 200 dos 860 metros da ponte desabaram. “Estamos com a equipe do Corpo de Bombeiros fazendo as buscas e também solicitamos à Capitania dos Portos, que já está indo [ao local] com uma embarcação [equipada] com radar para colaborar”, explicou o governador.

A ponte afetada é a terceira de um conjunto de quatro do complexo da Alça Viária construído sobre o rio Moju. Ela fica na rodovia PA-483 e liga a região metropolitana de Belém com o interior do estado

Para minimizar os problemas de deslocamento no local, as operadoras de balsas da região, que normalmente atuam com três embarcações de hora em hora e uma em regime de espera passarão a atuar com oito embarcações 24 horas por dia. “A partir de agora não mais horário fixo para as saídas de balsas, encheu, saiu”, explicou Barbalho.

Por causa da situação, o governador decretará ainda hoje estado de emergência no Pará. “Essa ponte atingida não tinha defensa e nós havíamos colocado sinalização, que também não existia. Estamos em fase de contração das defensas, mas vamos fazer contratação de emergência por causa da excepcionalidade do caso”, afirmou o governador.

Barbalho também vai autorizar obras para que a Estrada do Quilombola seja uma alternativa para veículos de passeio e ônibus. “Isso vai requer a construção de uma ponte que já foi autorizada”, acrescentou.

Chuva deixa Teresina e mais 14 municípios do Piauí em emergência

Duas pessoas morreram. Na capital, 40 casas foram inundadas. Governador Wellington Dias pediu ajuda federal (no R7/Agência Brasil)

Chuva provocou mortes e prejuízos em cidades do Piauí

Chuva provocou mortes e prejuízos em cidades do Piauí

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quatorze municípios do Piauí e a capital Teresina estão em estado de emergência, decretada pelo governo do estado, em função da forte chuvaque tem elevado os níveis de rios, lagos e lagoas, resultando em alagamentos de casas e plantações e danos às estradas. A situação foi agravada nos últimos dias.

Em Teresina, pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Moradores do bairro Parque Rodoviário, na zona sul da capital, foram surpreendidos por uma inundação, provocada pelo rompimento de um muro que represava água em um terreno que fica acima do nível das casas. A tragédia atingiu mais de 40 casas.

O governador Wellington Dias, que esteve no local da tragédia, pediu o apoio do governo federal, por meio do Ministério da Integração. Segundo ele, as equipes estaduais foram mobilizadas para reforçar o atendimento às famílias, com alimentação, abrigo provisório, medicamentos e a retirada de documentos ".

Dias acrescentou que as ações serão replicadas em todos os municípios em situação de emergência. Entre eles estão Lagoa Alegre, José de Freitas, Campo Largo do Piauí, São João do Arraial, Capitão de Campos, Ilha Grande, Parnaíba e Luís Correia.

Na manhã de ontem (6), em Parnaíba, no litoral do estado, o governador disse que está sendo elaborado um projeto de macrodrenagem para o escoamento das águas na cidade, assim como nos municípios de Luís Correia e Ilha Grande.

    


 

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Fonte: Reuters/Agência Brasil

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