Ibovespa fecha em queda com exterior, em dia de pauta corporativa intensa

Publicado em 09/05/2019 18:11
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, em meio ao ambiente de apreensão no exterior com os desdobramentos das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, tendo de pano de fundo intenso noticiário corporativo no Brasil.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,83 por cento, a 94.807,85 pontos. O volume financeiro somou 13,3 bilhões de reais.

A bolsa paulista, contudo, se afastou das mínimas, acompanhando o movimento em Wall Street, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter recebido uma "bela carta" do presidente chinês, Xi Jinping.

Trump também disse acreditar que seja possível chegar a um acordo nesta semana, enquanto os negociadores se preparam para se encontrar novamente nesta quinta-feira em Washington para acabar com uma disputa entre as duas maiores economias do mundo.

Mais cedo, o Ibovespa recuou 1,79 por cento no pior momento, conforme Trump acusou a China de quebrar os compromissos assumidos até agora nas negociações.

Nos EUA, o S&P 500 encerrou em baixa de 0,3 por cento, após perder 1,49 por cento na mínima.

DESTAQUES

- BRASKEM PNA desabou 7,36 por cento, após a petroquímica decidir paralisar extração de sal e de fábricas de cloro-soda e dicloretano em Maceió, após relatório geológico ter mostrado que a atividade está comprometendo solos de bairros da cidade. A companhia também divulgou balanço trimestral na véspera.

- GPA PN recuou 4,32 por cento, em meio a receios com o anúncio do controlador Casino de que está analisando "opções estratégicas" para seus ativos na América Latina. VIA VAREJO, controlada pelo GPA, subiu 4,64 por cento. O presidente-executivo do GPA disse que os planos de vender a participação na Via Varejo não devem ser afetados pelo anúncio do Casino.

- PETROBRAS PN recuou 1,97 por cento, em sessão de fraqueza do petróleo no exterior, pesando no Ibovespa. A empresa deve lançar oferta secundária de ações em 24 de maio, disse à Reuters uma fonte a par do assunto. A operação envolve a venda de até 241,3 milhões de ações detidas pela Caixa Econômica Federal, com valor estimado em 9 bilhões de reais.

- BANCO DO BRASIL subiu 0,87 por cento, na contramão dos bancos listados no Ibovespa, após resultado do primeiro trimestre agradar analistas, conforme uma combinação de controle das despesas com maiores margens nas operações de crédito ajudou no salto de mais de 40 por cento no lucro no período. BRADESCO PN e ITAÚ UNIBANCO PN recuaram 1,75 e 1,24 por cento, respectivamente.

- SUZANO avançou 6,98 por cento, antes da divulgação do balanço trimestral, tendo de pano de fundo a previsão da companhia de que o volume de produção de celulose de mercado da companhia em 2019 deve alcançar entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas, o que implica uma redução gradual de até 12 por cento em relação ao volume produzido em 2018 pelas duas empresas que formaram o grupo neste ano.

- MRV valorizou-se 4,49 por cento, após divulgar na quarta-feira crescimento de dois dígitos no lucro líquido do primeiro trimestre, marcando um recorde para o período, apoiado na diluição de despesas em meio a receitas maiores.

- VALE cedeu 0,94 por cento, antes da divulgação do resultado, prevista para após o fechamento do mercado, acompanhando declínio de ações de mineradoras na Europa.

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Fonte: Reuters

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