Após 8 anos, exportação de compensados de pinus e serrado de madeira deve ter retração pela primeira vez

Publicado em 06/12/2019 13:29
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Embora a exportação brasileira de compensados de pinus e serrado de madeira entre 2011 e 2018 tenha sido crescente, a situação atual das exportações tem preocupado os especialistas.  Após 8 anos consecutivos de expansão, 2019 tende a ser o primeiro ano de retração.

Dois artigos de análise publicados pela Forest2Market do Brasil -  empresa que possui um banco de dados atual e exclusivo de transações entregues e uma abrangente infraestrutura de coleta de dados - em agosto e setembro de 2018, destacavam um momento positivo do mercado e um impulso no aumento das exportações de compensado de pinus e madeira serrada.

No entanto,  em maio de 2019, a equipe da Forest2Market do Brasil analisou novamente o mercado, focando na exportação de compensados de pinus, e percebeu uma queda de 31% no volume exportado nos meses de março e abril deste ano. Foi revelado, então, que o que havia causado a redução da demanda pelo produto brasileiro havia sido o efeito das condições climáticas negativas durante a temporada de construções nos Estados Unidos.

Entretanto, em um artigo mais recente - de agosto - escrito pela equipe da Forest2Market nos Estados Unidos, o mercado da construção civil norte-americano (grande driver da exportação de produtos madeireiros brasileiros) ganhou destaque por ter tido o melhor desempenho mensal desde 2007. Marcelo Schmid, sócio-diretor da Forest2Market do Brasil, afirma que: “esse pode ser um sinal que indica o início de uma temporada de construção tardia que traz ao mercado de construção norte-americano esperanças de um final de ano positivo”.

Sobre a indústria brasileira, Schmid alerta: “a situação atual das exportações do mercado de compensados de pinus tem preocupado bastante”. Apesar da tendência da exportação entre 2011 e 2018 ter sido crescente (como apresenta a figura 01), para alcançar o volume exportado em 2018, o Brasil teria que exportar mais de 105 mil toneladas por mês até o fim do ano. Porém, nos últimos três meses (agosto, setembro e outubro), a média mensal de exportação foi de 83 mil toneladas.

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Fonte: Assessoria de Comunicação

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