CNA debate atuação dos estados na concessão do Selo Arte para produtos artesanais e tradicionais

Publicado em 07/04/2021 15:43

O Grupo Técnico de Sanidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (7), para discutir a atuação dos estados na concessão do Selo Arte e um projeto de lei que propõe a expansão do Selo para produtos de origem vegetal e bebidas.

O Selo Arte, criado pela Lei nº 13.680, de 14 de junho de 2018, chancela a qualidade dos produtos de origem animal produzidos de forma artesanal e permite a comercialização em todo o território nacional.

Na reunião virtual, a assessora técnica da CNA, Marina Zimmermann, afirmou que o Selo é uma oportunidade de agregação de valor aos produtos, especialmente pelos pequenos produtores e da agricultura familiar, mas precisa ser fomentado e efetivamente operacionalizado.

“Os alimentos artesanais e tradicionais têm um apelo muito grande hoje em dia. Com o Selo, os produtores podem ampliar o mercado consumidor potencial, uma vez que o comércio passa a ser realizado em todo o Brasil”.

Marina explicou que 176 mil produtores de leite no país fabricam queijos artesanais como estratégia de agregação de valor. Isso representa, aproximadamente, 15% dos estabelecimentos rurais que produzem leite, conforme o Censo Agropecuário 2017.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até março deste ano, foram concedidos 84 selos. Entretanto, São Paulo enviou mais 6 selos para produtos cárneos, totalizando 90.

Os representantes das Federações de Agricultura dos estados também relataram as principais dificuldades na concessão do Selo Arte. Durante o encontro, Marina Zimmermann apresentou um esboço de proposta da Confederação para expandir o Selo Arte para produtos de origem vegetal e bebidas.

O documento também inclui uma contraproposta ao Projeto de Lei 2775/2019, que estabelece novo marco regulatório para produtos alimentícios. “Se o texto for aprovado da forma como está, tudo o que foi construído com relação ao Selo Arte, como normativa e regulamentação, terá sido em vão”, disse.

O Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Sistema CNA/Senar também foi mencionado na reunião do GT de Sanidade. O programa oferece soluções e alternativas ao pequeno e médio produtor rural que auxiliem na sua profissionalização e na capacidade de agregar valor a esses alimentos.

Desde o seu lançamento, em 2019, mais de 4 mil produtores já foram cadastrados, sendo 72,5% empreendedores familiares. Dentre os produtos inscritos, 27,8% são doces, compotas e geleias, 22,6% queijos, 19,8% doce de leite e derivados, 14,5% especiarias, temperos e pimentas, 11,5% mel e 5,9% café.

Ainda na reunião, a coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo, citou o andamento do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica nos estados e o papel da CNA na divulgação da vacinação e comunicação com o produtor rural.

Fonte: CNA

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Corteva Agriscience leva à Agrishow 2026 soluções inovadoras para maximizar a produtividade e rentabilidade de produtores
Nematóides: o problema oculto que pode derrubar sua produtividade
Anec reduz projeção de exportação brasileira de soja em abril
Brasil avança em soberania tecnológica com investimento em biotecnologia
Analizando sua comercialização
Trump diz que Irã lhe informou estar em "estado de colapso"