Com baixo custo e rentável em período de estiagem, produção de capiaçu é referência para produtores de Mato Grosso

Publicado em 21/09/2021 10:58
Exemplo de persistência e com a ajuda técnica e o resultado alcançado área plantada será ampliada

Há dois anos e meio se dedicando ao cultivo do capiaçu, uma família de produtores de Campo Verde (a 131 km de Cuiabá) começa a ter o retorno do investimento. Todo processo foi acompanhado e orientado com base Unidade de Referência Tecnológica de Leite, via Secretaria de Estado de Agricultura (Seaf), por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural – Empaer-MT, Embrapa de Sinop e Prefeitura de Campo Verde.

A propriedade é referência e com o avanço da área plantada, mudas de capiaçu já foram disponibilizadas para produtores até de outros estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Pará. 

Nesse período, o produtor Valdir Argemiro Freitag, vendo a necessidade de ter uma opção de alimento para os animais durante o período de estiagem, foi estimulado pelo filho, também produtor e estudante de Engenharia Agrícola e Ambiental, Fábio Luis Freitag. Tímida e ainda em fase de teste, a produção começou com 1,5 hectares e sem uma orientação técnica e maquinário adequado - toda plantação foi perdida.

Ainda em 2019, Fábio mais uma vez acreditou no capiaçu e junto do pai, investiram em uma área de sete hectares recém-colhido uma produção de milho também usado na silagem. Mas agora, com auxílio do técnico da Empaer em Campo Verde, Kenio Batista Nogueira.

“Nosso desafio é dar opções ao produtor de uma alimentação para o gado de corte e, também, de leite no período de seca. O capiaçu é uma delas que pode fazer diferença no faturamento e lucro da propriedade”, destaca.

Segundo Kenio, a alimentação é um insumo importante na cadeia de produção – representa entre 15% e 25% do custo total de produção da carne e até 70% no leite.

“Por ser uma alternativa considerada de baixo custo, analisamos o perfil do produtor e o tipo de criação. O capiaçu tem se tornado uma boa referência de custo e benefício”.

Para Fábio, a orientação técnica fez toda diferença. Destaca-se que foi realizado o manejo do solo, com a análise enviada ao laboratório e até consulta via aplicativo de mensagem.

“Observei que algumas folhas estavam amareladas, tirei a foto e encaminhei. De resultado, ausência de alguns nutrientes que foram solucionados. Outra dificuldade era identificar o momento exato de corte de acordo com as características das folhas e precisa estar associada à previsão do tempo.”

Para o produtor ter retorno do investimento aplicado teve como diferencial a persistência em acreditar que daria certo associada à orientação técnica. De acordo com Fábio, atualmente a área de capiaçu é de 13 hectares que será ampliada.

 

Fonte: Asbraer

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Split Payment: o fim do financiamento dos tributos pelas empresas
Cecafé participa do Fórum Global da OCDE) sobre Conduta Empresarial Responsável
Regulamentação federal fortalece debates sobre pagamento por serviços ambientais no Pantanal em Mato Grosso
Governos do Paraguai e do Brasil ratificam Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e EFTA
Sicredi prevê R$72,1 bilhões para Plano Safra 2026/2027
Senado debate regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e cobra segurança jurídica