Cloreto de Potássio volta a acender sinais de alerta com sanções sobre a Bielorrússia entrando em vigor

Publicado em 17/02/2022 16:25
Relações de troca soja x KCl estão quase duas vezes maiores no interior e porto do Brasil em relação ao mesmo período do ano passado

Em meio às tensões entre a Rússia e a Ucrânia, entre informações desencontradas e novas notícias que chegam a cada minuto, mais uma vez, nesta quinta-feira (17), o potássio voltou a causar preocupações para seus compradores diante de um comunicado oficial da Belarus Potash Corp. (BPC) informando que, por motivo de força maior, não poderá cumprir alguns contratos. O cenário se dá, de acordo com a companhia, pela entrada em vigor de algumas sanções impostas pelos EUA e mais países. 

A nota traz ainda uma afirmação da BPC de que continuará a buscar alternativas para mitigar os impactos das barreiras e portos pelos quais possa continuar embarcando potássio para destinos internacionais, uma vez que não será mais permitido fazer o transporte pelo porto de Klaipeda, na Lituânia. 

Ainda de acordo com uma notícia do poral internacional FertilizerDaily, a empresa estatal Ukrzaliznytsia informou a suspensão do trânsito de cloreto de potássio produzido pela Belaruskali pelo território da Ucrânia em função de sanções também impostas pelos EUA. 

"Esta decisão afetará o transporte ferroviário em trânsito de cloreto de potássio da Bielorrússia para a Eslováquia, Hungria, Áustria, Polônia, República Tcheca, Romênia, CEI e países bálticos, não incluindo sua importação para venda no mercado ucraniano", informou o portal internacional.

Novamente o KCl se mostra como um dos mais preocupantes pontos de atenção no mercado de fertilizantes. Todavia, como explica o analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, Jeferson Souza, "boa parte dessas complicações envolvendo a oferta bielorussa já foi precificada, mas acredito que complicações futuras podem surgir". E dessa forma, uma possibilidade de baixa dos preços no segundo trimestre fica cada vez mais difícil. 

As atuais relações de troca entre a soja e o cloreto de potássio estão na casa de 27 sacas no porto de Paranaguá e 30 no interior, enquanto eram, em média de 14,50 sacas no ano passado. 

Gráfico: Agrinvest Commodities
Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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