CNA e Mapa apresentam a importância da formalização de queijarias artesanais

Publicado em 08/09/2022 11:07

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live na terça (6) para tratar da formalização de queijarias artesanais com foco no Selo Arte, queijo artesanal e o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).

O assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Guilherme Souza Dias, mediou a live, que contou com a participação do auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura (Mapa), Plinio Leite Lopes, e da coordenadora geral de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas do Mapa, Marcella Teixeira.

A produção de queijos artesanais, conforme o assessor técnico da CNA, vem ganhando adesão de Norte a Sul do Brasil. “Por se tratarem de produtos passíveis de inspeção sanitárias, a inocuidade e a segurança devem ser garantidas. Nesse sentido, a CNA desenvolve iniciativas para ampliar o acesso de informações para a formalização desses produtores com o objetivo de alcançar cada vez mais mercados”

Guilherme destacou que, de acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE, 71% das propriedades leiteiras no Brasil produzem até 50 litros de leite. “A fabricação de queijo artesanal é uma maneira de diversificar a produção e possibilitar melhores remunerações ao pecuarista”. 

A atuação do Mapa para facilitar o acesso de produtores de queijo aos sistemas de inspeção animal foi apresentada por Lopes. “Para que haja o comércio e o trânsito desses alimentos, é necessário que os produtores estejam em conformidade com as esferas de inspeção em nível federal, estadual ou municipal”.

O auditor fiscal reiterou que existem no país mais de 12 mil produtos com a marca Sisbi circulando no País, incluindo o Selo Arte e queijo artesanal. “Esses registros que agregam valor produção e ampliam a oferta de produtos aos consumidores”.

Em sua apresentação, Marcella destacou as certificações existentes, as características do queijo artesanal e a atuação do Mapa para facilitar o acesso dos estabelecimentos rurais ao Selo Arte.

Marcella apresentou o histórico da legislação voltada ao fomento dessa política pública, desde o Projeto de queijos artesanais em 2015, passando pela publicação da Lei do Selo Arte em 2018; Regulamentações do Selo Arte.

“Para trazer uma harmonização de procedimentos em 2022 foi publicada uma revisão do Decreto do Selo Arte e dos Queijos Artesanais. Um desses exemplo que a partir da regulamentação do decreto, os municípios que possuem serviço de inspeção municipal podem conceder o selo, além dos Estados, Distrito Federal e Ministério da Agricultura”.

A coordenadora-geral destacou que a política pública contribui para formalização da atividade econômica. “Ao mesmo tempo em que beneficia os produtores rurais, dá visibilidade ao Estado pela possibilidade de instrução e de fiscalização para maior segurança à sociedade em consumir o alimento seguro”, concluiu.

Fonte: CNA

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Imóveis rurais: Prazo da DITR 2026 termina em 30 de setembro. Valores declarados acompanham propriedade por anos
Agropalma vê alta de 20% na nova safra após El Niño de 2023 afetar ciclo passado
Em conversa com presidente do Iêmen, Trump não promete apoio militar contra houthis, dizem fontes
Paraná deve acelerar plantio de soja com chuvas em setembro
Preço do etanol sobe quase 20% em pouco mais de um mês, com demanda recorde em julho
Relação de troca abre janela para compras de fertilizantes para a safrinha 2027