Consumo de fertilizante no Brasil crescerá em 2023 com queda de preços, prevê Rabobank

Publicado em 09/11/2022 12:05

SÃO PAULO (Reuters) - As entregas de fertilizantes aos agricultores do Brasil devem crescer para 44,5 milhões de toneladas em 2023, ante 42,75 milhões de toneladas previstas para 2022, com os preços mais baixos dos insumos ajudando produtores a investir na adubação das lavouras, estimou nesta quarta-feira o Rabobank.

Mas o volume consumido ainda ficará abaixo do recorde de 45,8 milhões de toneladas do ano passado.

Em 2022, produtores reduziram a demanda por custos mais altos em meio a preocupações sobre a oferta pela guerra na Ucrânia.

Mas à medida que os fertilizantes chegaram ao Brasil este ano, formando estoques, os preços foram pressionados, disse o analista Bruno Fonseca.

"Os preços de fertilizantes estão em queda desde então, tiveram alta bastante grande (anteriormente)... mas essa queda não tem sido suficiente para atrair a demanda para um nível bom (em 2022)", explicou ele.

Com os estoques de passagem para 2023 estão "bastante altos", disse o analista do Rabobank, "isso vai favorecer o consumo" no próximo ano.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Restrição de diesel no Brasil pode ser ainda maior com escala de guerra na Europa, alerta economista
BOA TARDE AGRONEGÓCIO - Milho dispara em Chicago, puxando soja e trigo
Ureia sobe por cinco semanas seguidas no Brasil e encarece recomposição de estoques para a safrinha
Imóveis rurais: Prazo da DITR 2026 termina em 30 de setembro. Valores declarados acompanham propriedade por anos
Agropalma vê alta de 20% na nova safra após El Niño de 2023 afetar ciclo passado
Em conversa com presidente do Iêmen, Trump não promete apoio militar contra houthis, dizem fontes