Seapa apresenta potencial agropecuário sustentável goiano a representantes da Embaixada da Alemanha

Publicado em 18/05/2023 08:52
Ação tem por objetivo promover o agro goiano e as práticas inovadoras para a produção de alimentos sustentáveis, a exemplo do Programa Estadual de Bioinsumos

Atento aos movimentos de aproximação do Brasil com mercados consumidores internacionais, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), promoveu, nesta quarta-feira (17/05), uma agenda com representantes da Embaixada da Alemanha no Brasil para apresentar potencialidades do agro goiano e discutir possibilidades do aumento da cooperação entre os países no setor agropecuário. O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, recebeu na sede da Seapa, em Goiânia, o adido de Alimentação e Agricultura da Embaixada da Alemanha, Roland Mohr, e o assessor agrícola, Rainald Baier.

Foram apresentados dados econômicos do Estado de Goiás na produção agrícola e pecuária, bem como iniciativas para potencializar as áreas produtivas aliadas a questões ambientais. Também participaram do encontro o chefe de Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, Giordano Souza; o chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) unidade Arroz e Feijão, Élcio Guimarães; o pesquisador da instituição, Alcido Wander; o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Antelmo Teixeira; o superintendente de Engenharia Agrícola e Desenvolvimento Sustentável da Seapa, João Asmar Júnior; e a chefe de Gabinete da Seapa, Paula Coelho.

O secretário Pedro Leonardo apresentou a evolução do setor agropecuário no Brasil, com a adoção de tecnologias que fizeram a produção saltar a partir da década de 70 e demonstrou a série de investimentos feitos no setor, sobretudo em Goiás, para aumentar a produtividade. "Com os investimentos feitos, foi possível fazer a produtividade aumentar em sete vezes, apenas duplicando a área plantada. E, hoje, temos capacidade de dobrar a área produtiva usando apenas as pastagens degradadas existentes, sem derrubar sequer uma árvore", comentou o secretário ao falar do desenvolvimento de técnicas que podem incrementar a produção sem fazer o uso do desmatamento. "Com isso temos capacidade de oferecer ainda mais produtos e alimentos a outros países que nos procuram", ressaltou.

O adido da Embaixada da Alemanha, Ronald Mohr, pontuou que hoje existe uma lacuna de informações acerca da produção agropecuária brasileira e das técnicas existentes para a produção sustentável. "Sabemos do papel do Brasil na alimentação da população mundial, mas falta conhecimento das práticas produtivas. Temos informações sobre algumas questões positivas, como o plantio direto, mas nosso papel é também conhecer e levar para a Alemanha possibilidades de termos essa produção de forma mais sustentável", salientou.

Além do plantio direto, o secretário Pedro Leonardo citou políticas de crédito específicas promovidas pelo Governo de Goiás para a sustentabilidade, para o incentivo de ações ligadas ao Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC+). Ele também citou como destaque o Programa Estadual de Bioinsumos criado pelo Governo de Goiás, que foi a primeira unidade federativa a criar uma legislação própria para regulamentação do uso de bioinsumos no Estado.

O chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Élcio Guimarães, reforçou que o programa tem sido uma iniciativa sem precedentes no País e que está promovendo uma revolução na adoção de práticas sustentáveis para a produção agropecuária. "Mostra como o Estado está preocupado com essas questões, que vão além do crédito, para a adoção e difusão de tecnologias sustentáveis, buscando maneiras inovadoras de se produzir", enfatizou. Ele deu outro exemplo de pioneirismo pela prática dos sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que foi criada em Goiás. "O Estado tem políticas de fomento e uma questão muito particular de olhar com cuidado essas questões e buscar novas formas de produzir", completou.

O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater, Antelmo Teixeira, argumentou, ainda, que as práticas criadas e difundidas pelo Estado vão do grande produtor até o pequeno, incluindo o agricultor familiar. "Isso também mostra a preocupação do Estado com a inclusão produtiva, incrementando a produção da agricultura familiar, seja através de projetos de melhoria, de manejo e de gestão, e também com a participação da iniciativa privada, a exemplo das parcerias com o Sistema S, incluindo Senar e Sebrae", complementou.

O chefe de Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, Giordano Souza, acrescentou que o Governo de Goiás tem trabalhado para oferecer diversificação nos produtos oferecidos em consonância com práticas sustentáveis tanto reconhecidas, como inovadoras. "Não existe política pública em outros estados como a que é feita em Goiás. O governador Ronaldo Caiado tem colocado o Estado como referência para o Brasil no setor agropecuário, indo além da produção de grãos e na pecuária, para a fruticultura, para a agricultura familiar. É uma política agrícola intimamente ligada à política ambiental. E temos muito a contribuir com nossos parceiros", finalizou.

Após a reunião na sede da Seapa, a comitiva se deslocou para a sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás, para conhecer as pesquisas e experimentos desenvolvidos pela unidade, incluindo ações na área de bioinsumos. No final do dia, participaram também da abertura da Agro Centro-Oeste Familiar, na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Cooperação econômica
Em 2022, o Brasil exportou para a Alemanha US$ 3,5 bilhões (aumento de 53,8% em relação ao ano anterior), sobretudo em café, complexo soja, produtos florestais e carnes. Goiás ocupa a 7ª posição entre os Estados que mais exportaram para aquele país, com US$ 85,7 milhões, aumento de 84,1% em relação ao ano anterior. Os setores mais exportados pelo Estado foram complexo soja (US$ 53 milhões), carnes (US$ 12,2 milhões), couro (9,5 milhões) e café US$ 8 milhões).

Fonte: Seapa

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