CNA recebe comitiva de deputados da África do Sul

Publicado em 23/06/2023 13:56
Grupo veio conhecer a produção agropecuária brasileira e a atuação da entidade

 A CNA recebeu, na quinta (22), uma comitiva de deputados da África do Sul que veio conhecer a produção agropecuária brasileira e a atuação da entidade.

A assessora de Relações Internacionais, Elena Castellani, falou sobre o desenvolvimento do agro no Brasil, por meio da ciência e tecnologia, e apresentou as iniciativas do Sistema CNA/Senar/ICNA para os produtores rurais.

Além de conhecer como funciona a agropecuária brasileira, o grupo se interessou pelas questões territoriais no país, especificamente sobre o uso sustentável do solo e da água.

José Henrique Pereira, assessor da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, explicou temas como regularização fundiária, reforma agrária, expropriação, titulação e invasão de terras, além de abordar a legislação ambiental (Código Florestal), destacando que o Brasil utiliza apenas 7,8% da sua área para produção agrícola.

Sobre desenvolvimento sustentável, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, ressaltou que o Brasil verticalizou a produção com pesquisa e tecnologia.

"Hoje produzimos três safras por ano com uso eficiente do solo e da água. O nosso arcabouço legal é bem mais desenvolvido em relação a outros países, o que nos garante a sustentabilidade da produção".

As relações comerciais entre os países incluem a exportação, para a África do Sul, de produtos como carne de frango in natura, trigo, papel, celulose e açúcar refinado. O Brasil importa prata, platina, alumínio, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores e aparelhos de filtrar ou depurar.

Há oportunidades de negócios entre os países nos setores de carnes de frango, bovina e suína, além de subprodutos, como linhas pet food.

Também há oportunidade para venda de café de maior valor agregado e café solúvel e cereais em geral devido à dependência sul-africana de importações desses produtos.

Em relação às preferências tarifárias, há espaço ainda para a ampliação da pauta exportadora de frutas e derivados lácteos.

Fonte: CNA

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