Reuters: Desmatamento da Amazônia tem redução de 70% em agosto, diz Lula

Publicado em 05/09/2023 15:11

 

BRASÍLIA (Reuters) -O desmatamento na Amazônia teve uma redução de 70% em agosto, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

"Ótima notícia no Dia da Amazônia. A redução de 70% dos desmatamentos em agosto é resultado do grande trabalho do Ministério do Meio Ambiente e do governo federal. Hoje, teremos importantes anúncios do governo para seguir nossa agenda de desmatamento zero até 2030", publicou o presidente na plataforma.

Lula assumiu seu terceiro mandato com ênfase na questão ambiental, e disposto a recuperar o protagonismo do Brasil do debate sobre as mudanças climáticas. Nesse contexto, ele se comprometeu com uma meta de desmatamento zero na Amazônia até 2030.

Em agosto, o Brasil sediou reunião de cúpula de países com florestas tropicais, a primeira em 14 anos. As oito nações amazônicas participantes -- Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela -- concordaram com uma lista de políticas e medidas ambientais unificadas de reforço da cooperação regional, mas não chegaram a acordo em torno de um objetivo comum para acabar com o desmatamento.

NOVO MOMENTO

Especialistas do setor temiam que a queda significativa de mais de 40% no desmatamento observada nos primeiros sete meses do governo Lula pudesse ser ameaçada por uma devastação maior em agosto e setembro, quando o tempo fica mais seco.

Os sinais iniciais, no entanto, indicam que tais preocupações não se concretizaram.

A diretora de Estratégia do WWF-Brasil, Mariana Napolitano, avaliou que há vontade política deste governo em implementar políticas ambientais mais assertivas. Alertou, no entanto, para a necessidade de aprimoramentos.

"Estamos vivenciando um novo momento, com políticas mais assertivas e maior vontade política, em prol da Amazônia", disse. "Mas ações importantes, como ampliar a rastreabilidade e transparência na pecuária, no ouro e outras commodities, ainda são necessárias e urgentes", acrescentou.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Gabriel AraujoEdição de Alexandre Caverni)

Fonte: Reuters

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