Autoprodução aumenta fatia em contratos de energia renovável em 2023, aponta CELA

Publicado em 11/03/2024 18:00 e atualizado em 11/03/2024 18:42
Dos 23 contratos celebrados no ano passado, 20 foram para empreendimentos de autoprodução

SÃO PAULO (Reuters) - Projetos de autoprodução de energia elétrica elevaram sua fatia nos contratos das fontes solar e eólica assinados em 2023 no Brasil, somando 86,9% dos compromissos de longo prazo fechados no mercado livre, segundo estudo divulgado pela consultoria Clean Energy Latin America (CELA) nesta segunda-feira.

Dos 23 contratos celebrados no ano passado, 20 foram para empreendimentos de autoprodução, modalidade pela qual um grande consumidor de energia se torna acionista e investidor do projeto, o que lhe confere alguns benefícios como isenção de pagamento de encargos setoriais.

A fatia da autoprodução aumentou em relação aos cerca de 70% registrados em 2022, quando 19 dos 27 contratos envolviam projetos do tipo.

"Percebemos nos últimos dois anos uma maior aposta no mercado livre em projetos de autoprodução, modalidade que viabilizou praticamente todos os PPAs (contratos) ao longo 2023, inclusive com avanço no modelo de negócios de arrendamento de usinas", disse Camila Ramos, CEO da CELA, em nota.

Os PPAs de energia renovável assinados em 2023 somam 969 megawatts médios (MWmédios), um crescimento de 63% em relação ao ano anterior. Segundo a CELA, esse aumento em volume de energia reflete a entrada, no estudo, de três geradores que não participaram da pesquisa em anos anteriores.

No último ano, o volume financiado por instituições financeiras dos contratos assinados foi de 5,4 bilhões de reais.

No acumulado desde 2013, a consultoria mapeou um total de 140 PPAs de energia de longo prazo no mercado livre, que representam uma capacidade instalada de 14,3 gigawatts (GW), sendo 86 da fonte solar e outros 54 em eólica.

(Por Letícia Fucuchima)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Grãos disparando em Chicago, chuvas excessivas castigando o RS e tarifaço dos EUA entrando em vigor no BR
Tarifaço dos EUA entra em vigor e amplia pressão sobre o agronegócio brasileiro em meio à disputa eleitoral
Faixa de fronteira: derrubar o veto é questão de segurança jurídica e soberania nacional
Com Brasil dependente de 85% dos fertilizantes importados, bioinsumos nacionais avançam como alternativa no campo
Boa tarde Agronegócio - Confira os principais destaques desta terça-feira
FPA: Plano Safra 26/27 frustra e preocupa desempenho do próximo ciclo